#ESCRITOR#João MC.jr Arte e Vida# São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02)KindleJoão Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle.
Quem sou eu
- #ESCRITOR#João.mc.jr arte e vida#
- São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
domingo, 3 de junho de 2018
sábado, 2 de junho de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
TRECHO DO LIVRO.
Depois de descansarem por duas horas, retomaram a jornada, mas logo adiante foram obrigados a escalar um pequeno rochedo de granito encoberto por uma vegetação rasa, formada por cipó e bromélias. Escalaram por mais de trinta minutos. Eles alcançaram, novamente exaustos, o outro lado da montanha. Um pouco mais adiante, Chacon deixou sua mulher e seu filho abrigados debaixo de uma pequena caverna na encosta da montanha e saiu para explorar a região. Caminhou por alguns minutos e parou em uma pequena nascente que brotava da montanha. Aproveitou para abastecer o seu cantil com água. Ao olhar para baixo, avistou um pequeno vilarejo, com casas humildes feita de toras de madeira rústicas e uma igreja no fim da pequena avenida. Um rio caudaloso dividia a cidade ao meio, formando um pequeno lago bem abaixo, e havia uma ponte que permitia o acesso até o vilarejo. Chacon calculou que seria mais um obstáculo em sua jornada, uma grande descida íngreme de mais de mil e setecentos metros, quase toda desmatada pelos moradores que exploravam madeiras para fazer suas casas.
Chacon voltou até onde se encontravam sua mulher e seu filho. Ao vê-los dormindo, parou por alguns minutos para admirá-los. No seu momento de reflexão, se questionou se tudo aquilo que estava passando valeria a pena, se tinha realmente algum sentido ter colocado sua vida e da sua família em risco por uma causa que parecia perdida. Ao mesmo tempo em que refletia, seu coração apertava pelo medo de perdê-los. Ambos significavam suas únicas joias preciosas. Suas preces pareciam não serem ouvidas, mas sua fé não esmorecia e seu ideal permanecia incólume.
Chacon aproveitou esse momento único também para descansar. Enquanto eles dormiam, a milícia passou por San Paranhos, vasculhando todas as casas naquela tarde. Eles dormiram por três horas no topo da montanha,
Depois de descansarem por duas horas, retomaram a jornada, mas logo adiante foram obrigados a escalar um pequeno rochedo de granito encoberto por uma vegetação rasa, formada por cipó e bromélias. Escalaram por mais de trinta minutos. Eles alcançaram, novamente exaustos, o outro lado da montanha. Um pouco mais adiante, Chacon deixou sua mulher e seu filho abrigados debaixo de uma pequena caverna na encosta da montanha e saiu para explorar a região. Caminhou por alguns minutos e parou em uma pequena nascente que brotava da montanha. Aproveitou para abastecer o seu cantil com água. Ao olhar para baixo, avistou um pequeno vilarejo, com casas humildes feita de toras de madeira rústicas e uma igreja no fim da pequena avenida. Um rio caudaloso dividia a cidade ao meio, formando um pequeno lago bem abaixo, e havia uma ponte que permitia o acesso até o vilarejo. Chacon calculou que seria mais um obstáculo em sua jornada, uma grande descida íngreme de mais de mil e setecentos metros, quase toda desmatada pelos moradores que exploravam madeiras para fazer suas casas.
Chacon voltou até onde se encontravam sua mulher e seu filho. Ao vê-los dormindo, parou por alguns minutos para admirá-los. No seu momento de reflexão, se questionou se tudo aquilo que estava passando valeria a pena, se tinha realmente algum sentido ter colocado sua vida e da sua família em risco por uma causa que parecia perdida. Ao mesmo tempo em que refletia, seu coração apertava pelo medo de perdê-los. Ambos significavam suas únicas joias preciosas. Suas preces pareciam não serem ouvidas, mas sua fé não esmorecia e seu ideal permanecia incólume.
Chacon aproveitou esse momento único também para descansar. Enquanto eles dormiam, a milícia passou por San Paranhos, vasculhando todas as casas naquela tarde. Eles dormiram por três horas no topo da montanha,
quinta-feira, 31 de maio de 2018
ANTOLOGIA, MEU PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS
LANÇAMENTO EM E-BOOK
Perdido no labirinto verde da vegetação abre-se um caminho na escuridão do meu pensar. Vejo, vergo e quebro a vara de marmelo na escuridão do meu caminho. Em um lampejo de lucidez vejo a cor do amor a curvar-se em minhas mãos e a escorrer entre meus dedos. Destemido por um ins¬tante eu sinto o poder efêmero desse devaneio, e deleito-me com a efêmera e pura ilusão de poder que abastece meu co¬ração. No campo sinto o cheiro de jasmim a exalar das gotí¬culas de orvalho que molham meus pés descalços na estrada deserta. Surgem vagas luzes no horizonte a clarear pedras no caminho, iluminam pensamentos em desatinos como se estivessem enrolados em pergaminho
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Em cada manhã um novo despertar.
Em cada descoberta um novo olhar. E na brisa que vem do mar há magia da vida que invade e acalma o nosso desassossego terreno ,nosso viver pequeno. E das profundezas do mar imerge vidas serenas que magnificamente, envolve e acalma o nosso despertar
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Em cada manhã um novo despertar.
Em cada descoberta um novo olhar. E na brisa que vem do mar há magia da vida que invade e acalma o nosso desassossego terreno ,nosso viver pequeno. E das profundezas do mar imerge vidas serenas que magnificamente, envolve e acalma o nosso despertar
MEU PENSAR PROSAS CONTOS E POEMAS
Acho que você gostaria deste livro: "MEU PENSAR: CONTOS PROSAS POEMAS (01)" de João Manoel da Costa Junior.
Comece a ler gratuitamente: http://amz.onl/d76k93n
quarta-feira, 30 de maio de 2018
O MENINO QUE QUERIA VOAR
https://www.chiadobooks.com/livraria/o-menino-que-queria-voarSinopse
Nas asas da imaginação nasce um desejo prematuro, presságio de novos tempos. Diz a lenda que, nesse lugar de origem de histórias e magias, nunca houve limites nem idade para determinados sonhos. Esses nasceram de formas inusitadas e perduraram por décadas, mas somente para alguns nativos se tornaram verdadeiros e concretos. Poderemos comprovar que muitos desejos e sonhos sobrevivem ao tempo, ganhando vida ao serem alimentados, por realidade ou por fantasia, ao longo dos anos. Não importa a fonte e não existe maneira de proibi-los. Sonhos são enigmas que regem a natureza humana; eles brotam em turbilhões, renascem das cinzas e se tornam reais, transcendem a fantasia, e com o tempo ganham asas, alçam voos.
sábado, 26 de maio de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME
SINOPSE
"Jogo sujo - Cidade do crime" se passa no futuro não muito distante. Onde o crime organizado ou não se estabelece de forma contundente. Em 2025, no cotidiano dessa cidade imaginária, a ausência do poder ou seus equívocos éticos proporcionam um campo fértil para todos os tipos de barbárie urbana que se possa imaginar, e desgraçadamente habitam o dia a dia de seus cidadãos, proporcionando medo e dor. E inevitavelmente colocando de forma explicíta essa bela cidade na contramão dos avanços de outras cidades do mundo, onde esse universo marginal e obscuro fora banido. Na cidade de Rio de Rosário, a mão pesada da lei não se fez presente e não estabeleceu com o tempo ou determinou o fim desses abusos. Mas, para avaliar tais conceitos éticos, por outra ótica existe, dentro desse universo caótico dessa cidade, alguém que estabelece um paradoxo e questiona com seus métodos tais desvio de conduta e cria esse contratempo para uma breve reflexão.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO.
Lembrei de você quando li esta citação de "Trapaças do Destino: causa e efeito" de João MC Jr. -
"Falar de amor também era um tema recorrente em suas anotações. Criar e sentir a presença de um grande amor em sua vida era como aplacar um pouco da ausência daquele sentimento ainda não vivido por ele, mas não inexistente em sua mente.
“É lindo e tão sublime esse seu doce olhar. Vejo em seus olhos a perfeita união, Seu doce acalento e puro encanto sem solidão, Viver em você é como vagar em nuvens, Ou dormir na relva, acariciado pelo vento. Quando tudo se completa, Quase chegamos à perfeição, Mas é puro devaneio, esta constatação, Se o amor existe, não a paixão, Somente o sonho faz parte desta relação. Mas o que compensa o doce o amargo desta Constatação” “É viver nesta incerteza e bela ilusão" Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/4EneBS7
“É lindo e tão sublime esse seu doce olhar. Vejo em seus olhos a perfeita união, Seu doce acalento e puro encanto sem solidão, Viver em você é como vagar em nuvens, Ou dormir na relva, acariciado pelo vento. Quando tudo se completa, Quase chegamos à perfeição, Mas é puro devaneio, esta constatação, Se o amor existe, não a paixão, Somente o sonho faz parte desta relação. Mas o que compensa o doce o amargo desta Constatação” “É viver nesta incerteza e bela ilusão" Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/4EneBS7
segunda-feira, 21 de maio de 2018
#MEU PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS
“Pelos mares da minha imaginação naveguei. E por ti procurei. E perdido na imensidão do mar da ilusão quase naufraguei meus sonhos encobertos pelas ondas do meu coração. No horizonte, tentei descobrir outro amor, em terras que nunca vi. Tempestades e tormentas enfrentei, no mar do amor que naveguei. De vagões escapei. Sem esperanças de encontrar o amor, virei o leme do meu coração. Tentando encontrar meu caminho, segui as estrelas que guiavam o rumo da minha solidão. E no porto que ti perdi, atraquei meu coração. Recomecei a sonhar com este amor navegante para encobrir esta dor nauseante, e ancorada ficar.
domingo, 20 de maio de 2018
quinta-feira, 17 de maio de 2018
MEU PENSAR, CONTOS PROSAS E POEMAS.
UM CONTO DE AMOR EM UMA ESTRADA VAZIA
Estava perdido na estrada, estava ao sabor do vento, havia um vazio dentro de mim, estava só. Somente minha sombra caminhava ao meu lado. Não havia sombra no caminho, somente o vazio. Não sei até onde pretendia andar nem que distância percorrera, estava na estrada há tanto tempo que já me esquecera. De onde eu vim? Perguntava a mim mesmo e não encontrava as respostas, não sabia de onde vinha, só sei que corria contra o tempo, caminhava contra o vento. Ao amanhecer, mil perguntas eu fiz ao vento que por ali passava, trazendo o cheiro de maresia, quanta distância faltava, pro mar que pré-dizia. Nenhuma resposta me dava o vento e seu rumo seguia. Mil léguas talvez faltassem pro rumo que me levaria. Era o destino que me escolhera, não era eu que o conduzia. Não sei até onde pretendia andar nem que distância percorrera, estava na estrada há tanto tempo que já me esquecera. De onde eu vim? Perguntava a mim mesmo e não encontrava a resposta,não sabia de onde vinha, só sei que corria contra o tempo, andava contra o vento. Depois de léguas, encontrei uma fonte e parei, minha sede aplaquei e ali mesmo adormeci. A noite chegou, o frio me congelou e, logo que acordei na madrugada mais longa que já conheci, muitos olhos espreitavam-me ao meu redor. Fitavam-me à distância, não queriam contato, sentiam-me pelo olfato. Ao amanhecer, mil perguntas eu fiz ao vento que por ali passava trazendo o cheiro de maresia, quanta distância faltava pro mar que pré-dizia. Nenhuma resposta me dava o vento e seu rumo seguia.
terça-feira, 15 de maio de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.
A ave inclina a cabeça e olha o delegado, como se quisesse adverti-lo de alguma coisa. Embora as superstições não fizessem parte de sua vida, Malone pensa: “É apenas um bombo branco, representa a paz, não é um corvo, que dizem ser a ave do mau agouro”. Em seguida, conclui que aquela não era a sua manhã de sorte. O delegado caminha até o banheiro, tira a camisa, limpa o bombardeio do pombo, anda até sua mesa e percebe que tudo está desarrumado, provavelmente por obra de um bisbilhoteiro. Compreende que não poderia guardar nada de importante ali, nem deixar nada à mostra na delegacia. Afasta-se da mesa, pega o jornal e vai até a cafeteira automática, que havia semanas não funcionava bem. Apesar de suas várias reclamações, nada foi feito. Malone pega o café frio, folheia o jornal e vê que as primeiras manchetes são desanimadoras. O assalto a uma joalheria fere cinco pessoas no centro da cidade, há registro de outro assalto a banco na periferia, pedófilo é linchado pela família da criança, entre outras matérias chocantes. O delegado muda a página tentando achar notícias melhores, abre os cadernos de Economia e de Política e as manchetes também não o agradam. Fala-se da crise mundial e de mais um escândalo de desvios de verba no país. Malone folheia o Caderno de Cinema buscando em achar um bom filme para se distrair e relaxar. Queria um filme preferencialmente de arte, para o qual pudesse convidar Olga para assistirem à noite. Contudo, todos os filmes em cartaz abordam violência ou política. Alguns, financiados por políticos, enalteciam suas figuras como homens do povo. Havia virado moda fazer filmes de políticos bancados por amigos empresários, como uma forma de agradecer aos benefícios vindos de obras sem licitação.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POA AMBIÇÃO
EM TEMPOS DE DISPUTA HÁ ALGUÉM TRAVANDO LUTA,.
UM CONTRA TEMPO TEMPO DA HISTÓRIA.
Na manhã seguinte, Venâncio acordou com seu café já servido em uma mesa lateral, as toalhas brancas de banho e de rosto estavam nos pés da cama. Eram exatamente nove horas, e alguém já havia entrado no quarto e ele não percebera; seu sono nunca fora tão pesado como naquela noite, ele nunca acordara tão tarde em toda a sua vida. Teve a sensação de que tivera um sonho macabro e ao mesmo tempo sentia-se bem de acordar naquele ambiente limpo e sofisticado. Pensou consigo mesmo: “Isto é o que eu quero para minha vida, não nasci para aquela pobreza.”
Seu corpo estava leve como uma pluma. Levantou-se e encaminhou-se até o banheiro. Um espelho estilo colonial tomava toda a parede acima da pia, e decorava suntuosamente o ambiente. Pela primeira vez ele se via em um espelho, pois sempre fizera sua barba usando como espelho seu reflexo na bacia d’água ou na beira do rio, usando seu recanto mais calmo sem correnteza onde o reflexo era possível. Nesse momento, sorriu para o espelho discretamente e esboçou uma leve careta, afinal ele era um jovem encantado com o luxo que nunca conhecera. Olhou para o chuveiro, acariciou seus metais e sentiu a frieza em suas mãos, como se fossem joias. O que era ainda melhor era a luz elétrica. Venâncio brincava com o interruptor como uma criança; era a primeira vez que ele tinha contato com a eletricidade, pois somente um por cento das casas de São Jose de Talvegue tinha luz elétrica. Depois de minutos de contemplação, resolveu abrir as torneiras e tomar seu primeiro banho de chuveiro na vida.
Vinte minutos depois, Lancarto bateu à porta. Venâncio estava tão fascinado com seu banho de chuveiro que não ouviu a batida. Lancarto, então, pegou a sua arma e bateu com a coronha, o que fez com que Venâncio ouvisse as batidas. Ele se enrolou na toalha, procurou suas roupas mas não as achou. Só depois de dois minutos abriu a porta e disse:
- Desculpe, estava no chuveiro e não ouvi o chefe bater.
- Já lhe disse, Venâncio, esqueça as formalidades e me chame de Lancarto, por favor. É uma ordem. Toma estas roupas, de hoje em diante o seu novo uniforme será este.
Venâncio pegou dois embrulhos e uma mala e os levou até a cama. Antes que ele se virasse, Lancarto falou: - Se arrume e desça, pois temos muito que conversar.
- E as minhas roupas antigas, onde estão?
- Não terão mais nenhuma serventia, por isso foram queimadas, assim como o seu passado.
Venâncio contraiu sua testa, pensando que o bilhete de seu pai estava no chapéu, e perguntou:
- Meu chapéu também foi queimado?
- Tudo, Venâncio, tudo.
- Mas ele era novinho, Lancarto.
- Não era de panamá, a partir de hoje você só usará chapéu de panamá, afinal de contas você será um novo homem. E tem mais, vamos da um sobrenome a você, pois não gosto do seu sobrenome: Chacon. Com ele você não tem futuro, você precisa de um nome republicano, talvez Almeida Ferraço lhe caia bem.
Venâncio ficou confuso, porque seu sobrenome nunca fora usado por ele ou por seus pais, que tinham trocado de nomes. Ficou pensando em como Lancarto saberia daquilo. Lancarto olhou bem nos olhos de Venâncio, que sentiu certo temor pelo que Lancarto diria a seguir.
- Pensei num sobrenome forte que imponha respeito, um novo batismo. Um nome de peso faz muita diferença na vida de um homem, e decidi que seu nome de guerra será Ferraço. É isso, você se chamara Venâncio Ferraço. Gostou? Ou melhor, use sempre Ferraço, é mais imponente, e, por favor, Venâncio, pode me chamar de chefe de agora em diante.
Venâncio respirou fundo, aliviado ao ouvir de Lancarto que deveria adotar outro nome. O seu temor não se concretizara e ele pela primeira vez ousou abraçar Lancarto, que afastou educadamente, sem empurrá-lo. Venâncio disse:
- Se você acha que faz diferença, chefe, tudo bem, estou de acordo
UM CONTRA TEMPO TEMPO DA HISTÓRIA.
Na manhã seguinte, Venâncio acordou com seu café já servido em uma mesa lateral, as toalhas brancas de banho e de rosto estavam nos pés da cama. Eram exatamente nove horas, e alguém já havia entrado no quarto e ele não percebera; seu sono nunca fora tão pesado como naquela noite, ele nunca acordara tão tarde em toda a sua vida. Teve a sensação de que tivera um sonho macabro e ao mesmo tempo sentia-se bem de acordar naquele ambiente limpo e sofisticado. Pensou consigo mesmo: “Isto é o que eu quero para minha vida, não nasci para aquela pobreza.”
Seu corpo estava leve como uma pluma. Levantou-se e encaminhou-se até o banheiro. Um espelho estilo colonial tomava toda a parede acima da pia, e decorava suntuosamente o ambiente. Pela primeira vez ele se via em um espelho, pois sempre fizera sua barba usando como espelho seu reflexo na bacia d’água ou na beira do rio, usando seu recanto mais calmo sem correnteza onde o reflexo era possível. Nesse momento, sorriu para o espelho discretamente e esboçou uma leve careta, afinal ele era um jovem encantado com o luxo que nunca conhecera. Olhou para o chuveiro, acariciou seus metais e sentiu a frieza em suas mãos, como se fossem joias. O que era ainda melhor era a luz elétrica. Venâncio brincava com o interruptor como uma criança; era a primeira vez que ele tinha contato com a eletricidade, pois somente um por cento das casas de São Jose de Talvegue tinha luz elétrica. Depois de minutos de contemplação, resolveu abrir as torneiras e tomar seu primeiro banho de chuveiro na vida.
Vinte minutos depois, Lancarto bateu à porta. Venâncio estava tão fascinado com seu banho de chuveiro que não ouviu a batida. Lancarto, então, pegou a sua arma e bateu com a coronha, o que fez com que Venâncio ouvisse as batidas. Ele se enrolou na toalha, procurou suas roupas mas não as achou. Só depois de dois minutos abriu a porta e disse:
- Desculpe, estava no chuveiro e não ouvi o chefe bater.
- Já lhe disse, Venâncio, esqueça as formalidades e me chame de Lancarto, por favor. É uma ordem. Toma estas roupas, de hoje em diante o seu novo uniforme será este.
Venâncio pegou dois embrulhos e uma mala e os levou até a cama. Antes que ele se virasse, Lancarto falou: - Se arrume e desça, pois temos muito que conversar.
- E as minhas roupas antigas, onde estão?
- Não terão mais nenhuma serventia, por isso foram queimadas, assim como o seu passado.
Venâncio contraiu sua testa, pensando que o bilhete de seu pai estava no chapéu, e perguntou:
- Meu chapéu também foi queimado?
- Tudo, Venâncio, tudo.
- Mas ele era novinho, Lancarto.
- Não era de panamá, a partir de hoje você só usará chapéu de panamá, afinal de contas você será um novo homem. E tem mais, vamos da um sobrenome a você, pois não gosto do seu sobrenome: Chacon. Com ele você não tem futuro, você precisa de um nome republicano, talvez Almeida Ferraço lhe caia bem.
Venâncio ficou confuso, porque seu sobrenome nunca fora usado por ele ou por seus pais, que tinham trocado de nomes. Ficou pensando em como Lancarto saberia daquilo. Lancarto olhou bem nos olhos de Venâncio, que sentiu certo temor pelo que Lancarto diria a seguir.
- Pensei num sobrenome forte que imponha respeito, um novo batismo. Um nome de peso faz muita diferença na vida de um homem, e decidi que seu nome de guerra será Ferraço. É isso, você se chamara Venâncio Ferraço. Gostou? Ou melhor, use sempre Ferraço, é mais imponente, e, por favor, Venâncio, pode me chamar de chefe de agora em diante.
Venâncio respirou fundo, aliviado ao ouvir de Lancarto que deveria adotar outro nome. O seu temor não se concretizara e ele pela primeira vez ousou abraçar Lancarto, que afastou educadamente, sem empurrá-lo. Venâncio disse:
- Se você acha que faz diferença, chefe, tudo bem, estou de acordo
terça-feira, 8 de maio de 2018
Trecho do livro O MENINO QUE QUERIA VOAR.
#kobo #readmore #quote #koboquote Veja o livro aqui: https://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/o-menino-que-queria-voar-1?utm_campaign=PhotoQuotesAdr&utm_medium=Social&utm_source=App_Acq
O MENINO QUE QUERIA VOAR.
#kobo #readmore #quote #koboquote Veja o livro aqui: https://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/o-menino-que-queria-voar-1?utm_campaign=PhotoQuotesAdr&utm_medium=Social&utm_source=App_Acq
sábado, 5 de maio de 2018
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITP
MC Jr., João. Trapaças do Destino: causa e efeito (Locais do Kindle 1555). Ponto Vital Editora. Edição do Kindle.
problema. Quanto a Otávio, estava dominado por Helena e, mesmo gostando do garoto, não tinha poder de decisão e se omitia, deixando a esposa assumir toda a responsabilidade sobre o destino de José Francisco. Inocente, ele sorria sempre, pois essa era sua maneira de encarar as situações adversas impostas pelos seus pais até aquele momento. Trinta e cinco anos atrás... 23 de dezembro de 1971, 13hs. Helena chegou agitada em casa. A sua TPM estava a mil por hora e, naquele estado de estresse, ela sempre perdia o controle. Ela tinha ligado do trabalho para Otávio e foi informada que ele havia saído e que não se encontrava no bar como habitualmente. Sua reação foi de fúria, pois Helena era muito ciumenta e, por estar naqueles dias de descontrole, só pensava em uma coisa: que ele pudesse ter saído com qualquer sirigaita que rondava o bar na hora do almoço e que ele estaria no caminho da perdição. Com essas ideias torrando a sua mente, entrou no quarto de José e o encontrou dormindo. Descontrolada, ela o empurrou da cama e começou a agredi-lo verbalmente. José levantou-se e ficou estarrecido e sem ação. O menino, fora humilhado e insultado, chamado de burro, idiota. Ser ofendido por sua mãe adotiva estava se tornando uma rotina. Era comum para ele. Só que, especificamente, naquele dia, ele fora chamado por um nome que mexeu com seus brios e o magoou de tal forma que resolveu tomar uma atitude para sempre.
MC Jr., João. Trapaças do Destino: causa e efeito (Locais do Kindle 1549-1561). Ponto Vital Editora. Edição do Kindle.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.
Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. -
"O secretário usa seu terno impecável da grife Armani Chang, sapatos bicolores reluzentes e ostenta seu anel de ouro e brilhantes, que de longe brilhavam como pequenos faróis a caminhar em direção ao seu gabinete. Malone balança a cabeça procurando não pensar no que via naquela figura ostensiva que, com passadas rápidas, chega até sua porta. – Bom dia, Malone! Como tem passado? Estamos tão perto e quase não nos vemos! Estou acompanhando seus passos, quer dizer, seu trabalho. Por falar nisso, como seguem as investigações sobre esse famoso roubo de grande repercussão na mídia? – Bem, secretário Adriano, estamos quase fechando o cerco em cima da quadrilha que atacou o Museu Histórico Nacional. – O que roubaram desta vez? – Levaram dois quadros de um pintor alemão do século XVII, que retratavam a assinatura da criação do Estado de Rosário pelo imperador. – Estes quadros têm algum valor de mercado, Malone, ou estão roubando somente um registro da nossa história? – indaga o secretário. – Com certeza não haverá mercado nem colecionador que os queiram, secretário. Mas talvez os ladrões não saibam o que pode dificultar a nossa investigação. Com ar irônico e sorriso contido, o secretário olha para Malone e diz: – Posso te dar uma sugestão, Malone? – Pois não, secretário. – Vai ficar só entre nós. Arrume réplicas e as ponha no lugar, pois ninguém vai perceber nada. Sua esposa conhece muitos artistas, não é certo? Então, encomendamos cópias perfeitas e pronto. As colocaremos no lugar e tenho certeza de que dá pra enganar o povo que visita o museu. A maioria, Malone, não sabe nada da história de Rosário. Malone finge não entender a sugestão do secretário e responde: – Não será necessário, secretário. O museu está fechado para reforma e só deve ficar pronto dentro de seis meses, e até lá já teremos, provavelmente, recuperado os quadros. – Era só uma sugestão p"
Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/4fSyOd8
quarta-feira, 2 de maio de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO
Não se preocupe, Venâncio, quando você cumprir sua
missão todos se reunirão à sua volta para sacramentar sua aceitação. Eu sou o
iniciador da sua aceitação, seu padrinho esta noite.
Lancarto abriu a porta e uma única luz de vela
iluminava o quarto escuro e sombrio. Lancarto entrou primeiro. No fundo do
quarto, dois sacos de algodão manchados de barro vermelho estavam amarrados com
cordas, e pelo formato pareciam conter corpos de seres humanos inertes. Uma
mesa de madeira rústica e seis cadeiras decoravam o local, na estante de
alvenaria e madeira vários livros grossos de cor negra ornamentavam as
prateleiras, com bolas de cristal e cruz de ferro. O brasão da família adornava
a parede.
Venâncio já não sentia mais o mesmo medo de antes,
somente um zumbido tomava conta do seu ouvido esquerdo. Lancarto lhe ofereceu
outra taça do licor de cor barrenta; ele bebeu dessa vez sem perguntar nada. Lancarto
mandou que ele se sentasse à mesa, serviu uma taça com o licor, que ele mesmo bebeu
de frente para os dois sacos. Iniciava-se um ritual.
Com olhar fixo em Venâncio, Lancarto o rodeava com duas
cruzes de ferro nas mãos como se estivesse o benzendo. Fez isso por doze vezes,
até que parou repentinamente. Venâncio foi colocado no centro de uma roda de
velas acesas. O calor tomou conta do seu corpo, e ele se sentiu como estivesse flutuando
sobre o fogo, parecia que seu corpo não lhe pertencia mais. Viajando num
turbilhão de luzes, uma voz penetrou em seu cérebro com cantos de sedução. Se viu
mergulhando em rios de ouro, subindo num pedestal, e de novo a voz penetrou em
sua mente o convocando de volta ao seu ritual.
Lancarto surgiu à sua frente com dois punhais em
mãos. Depois, os colocou nas mãos de Venâncio e mandou que ele os segurasse firme
pelo cabo de madrepérola. Instintivamente, Venâncio pegou os punhais e os segurou
com força. Seus olhos estavam fora de órbita, ele não se governava mais. Lancarto
ordenou:
- Faça, faça, faça!
Venâncio levantou-se e dirigiu-se aos dois sacos,
passando sobre o fogo das velas como se elas não existissem. Os dois sacos de
linhagem que pareciam conter os corpos humanos estavam inertes. Venâncio ergueu
os braços até a cabeça, as lâminas brilharam sob a luz das velas acesas, e em movimentos
rápidos ele apunhalou os sacos várias vezes. O sangue começou a surgir em todos
os furos, e Venâncio foi acometido por uma tremedeira incontrolável. Lancarto o
segurou pelos braços, lhe deu duas bofetadas, e o colocou de novo sentado com
sua roupa toda ensanguentadaquinta-feira, 26 de abril de 2018
BREVE. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.
UMA TRAMA DE ESPIONAGEM, SEDUÇÃO E ASSASSINATO NO RIO DE JANEIRO DOS ANOS SESSENTA COM UMA PITADA DE HUMOR SARCÁSTICO..
O personagem central é um
detetive com um vasto currículo em elucidações de crimes e abandonado pela
mulher que não aguentava mais a sua vida de boêmio. Perturbado pela separação, ele
circula pela noite em busca de emoções, das noites cariocas dos inferninhos da
Lapa decadente de Madame Satã ao majestoso Cassino da Urca, onde paquera a
misteriosa cantora da noite Rita. Movido por essa paixão, o detetive torna-se um
obcecado frequentador do Cassino da Urca; e, como diz seu amigo jornalista, “Ele se
achava o perfeito Don Juan”. Determinado, ele não desistirá da sua
conquista até dobrar a suposta resistência da cantora misteriosa. Todavia, ele
não sabe que a sedutora cantora é uma espiã ardilosa, tem um
relacionamento íntimo com a bailarina do Cassino
da Urca e está a serviço dos russos, em busca de um segredo industrial que irá transformar as mulheres em
símbolos sexuais do século XXI e revolucionar o mundo da estética feminina.
Esse detetive amante da boêmia com seus conflitos existenciais, sera envolvido
em um triângulo amoroso. E ao mesmo tempo ele irá deparar-se com um misterioso
assassinato, e será incumbido de elucidá-lo. A descoberta do corpo
da mulher desejada por todos os frequentadores do teatro de revista boiando de
bruços na piscina do hotel com uma faca cravada nas costas produz um frenesi no
mais glamoroso hotel do Rio de Janeiro. Esse fato tinge com cores fortes,
manchando de vermelho o azul da piscina mais glamorosa da cidade. Nenhum rastro
de sangue ao redor do local do crime deixa uma dúvida no ar.
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Quem não gostaria de prever seu futuro?
A resposta de muitas pessoas para essa pergunta que intriga e aguça a mente de quase todos os seres humanos, com certeza, seria: Eu! Talvez essas pessoas tenham a coragem e a determinação de aceitar o que o destino lhes reserva. E por estarem convictas de que não receariam as possíveis revelações dos videntes com o futuro e os prognósticos favoráveis ou não, certamente, não temeriam por buscar essa forma de antecipação do inusitado. Elas provavelmente aceitariam, ficariam confiantes e levariam adiante as suas vidas, acreditando sempre em possíveis desenlaces favoráveis, independentemente do momento obscuro que estivessem vivendo ou tivessem de passar. Provavelmente não teriam medo e seguiriam em frente aguardando o que estaria por vir. Em caso negativo, muitos descrentes, eventualmente, tivessem a coragem de seguir em frente, e não dariam muito crédito às previsões supostamente desfavoráveis. Portanto, não apostariam em um futuro adverso, caso fossem revelados desfechos ou eventos catastróficos. Confiantes na sua capacidade de reverter o improvável, não entrariam em pânico, pois fariam o possível para uma mudança de rumo que os favorecesse no futuro. As respostas para essa pergunta seriam diversas. E, como são complexas, não seriam definitivas para nenhuma delas porque o destino é senhor de si mesmo..
A resposta de muitas pessoas para essa pergunta que intriga e aguça a mente de quase todos os seres humanos, com certeza, seria: Eu! Talvez essas pessoas tenham a coragem e a determinação de aceitar o que o destino lhes reserva. E por estarem convictas de que não receariam as possíveis revelações dos videntes com o futuro e os prognósticos favoráveis ou não, certamente, não temeriam por buscar essa forma de antecipação do inusitado. Elas provavelmente aceitariam, ficariam confiantes e levariam adiante as suas vidas, acreditando sempre em possíveis desenlaces favoráveis, independentemente do momento obscuro que estivessem vivendo ou tivessem de passar. Provavelmente não teriam medo e seguiriam em frente aguardando o que estaria por vir. Em caso negativo, muitos descrentes, eventualmente, tivessem a coragem de seguir em frente, e não dariam muito crédito às previsões supostamente desfavoráveis. Portanto, não apostariam em um futuro adverso, caso fossem revelados desfechos ou eventos catastróficos. Confiantes na sua capacidade de reverter o improvável, não entrariam em pânico, pois fariam o possível para uma mudança de rumo que os favorecesse no futuro. As respostas para essa pergunta seriam diversas. E, como são complexas, não seriam definitivas para nenhuma delas porque o destino é senhor de si mesmo..
PREFÁCIO.
A um ditado que diz “ A vida da muitas voltas” que nos
proporciona momentos inesperados e que, pode nos levar ao abismo, ou arremessar-nos ao topo. É inevitável esse
embarque nessa roda viva da vida, para essa viagem a esse universo desconhecido.
Não sabemos o seu rumo ou quantos giros teremos que dar. Gostando ou não, todos
nós estaremos nesse passeio, na roda da
vida, pois, é nessa viagem no tempo que
o destino as vezes pode nós proporciona
respostas fantásticas e gratificantes, sejam em nossas existência ou de outrem. Nesse universo misterioso em que vivemos, todos os
dias acontecem eventos, previsíveis ou não, e ambos os fatos sempre mexem com
nossos sentimentos, que pode ser de felicidade,
ou de tristeza, mas, em qualquer das
hipóteses sempre estaremos questionando ambos eventos. E, inevitavelmente algumas
perguntas ficarão no ar, para sempre ,
ou momentaneamente sem respostas. Haverá sempre uma tentativa de analise pelas
pessoas envolvidas nessa trama da vida que procuram as razões dos fatos;
quarta-feira, 25 de abril de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
TRECHO DO LIVRO.
“Onde homens poderosos aprendem a viver com a vingança e traição, outros homens feitos de fé e esperança aprendem a amar e ter compaixão.” (Hernesto Chacon)
Em 1919, aos vinte e quatro anos, Chacon casou-se com Mercedes Dolores, filha de indígenas. Um ano depois nasceu seu único filho, batizado como Venâncio Chacon. Nos anos vinte, ele descobriu a importância da floresta nativa como potencial econômico, constituída em grande parte por seringueiras. Com o advento da borracha no mundo, eles começaram a explorar a floresta.
Aos trinta anos, Chacon havia se tornado líder entre os seringueiros. Se tornara um homem forte, habituado ao trabalho pesado e estafante de um agricultor e às intempéries da vida. Mantinha sua pequena propriedade na zona rural abaixo do Vale Talvegue, na cidade de Santa Mercedes; estavam quase isolados do mundo. Uma montanha separava a cidade mais perto de Santa Mercedes, que se situava a cem quilômetros de distância, de nome São Paranhos.
Chacon, idealista por natureza, sempre que podia viajava ao centro da capital de San José, que ficava a exatamente duzentos quilômetros de onde viviam, onde havia o único mercado para negociar e vender seus produtos, como os artesanatos confeccionados por sua mulher, cestas de vime, redes e mantas de lã. Também podia negociar sua pequena produção de laticínios e o látex, da pequena cooperativa fundada por ele em santa Mercedes, com os comerciantes locais.
Chacon era encarregado da negociação com os compradores de Don Lancarto, os únicos intermediários da exportação do látex da região. Chacon não poderia deixar que soubessem que toda a produção era proveniente do pequeno seringal explorado por sua família e pelos nativos da floresta ao norte de San José. Essa exploração ia de encontro aos interesses dos latifundiários comandados pela família Lancarto, que permitia a devastação das florestas, a exploração das madeiras nobres da região. Muitas vezes as áreas ficavam tal qual um deserto, outras vezes eles as transformavam em pastos para suas fazendas, não se importando com a subsistência do povo local. Isso criou um estado de guerra entre os nativos e os novos latifundiários, que sempre levavam a melhor nessa guerra suja; eles criavam milícias com a finalidade de expulsar os nativos, os verdadeiros donos das florestas.
Na capital, Ernesto Chacon aproveitava para comprar utensílios e ferramentas, e quase sempre o sistema de troca era o que prevalecia nas negociações; o dinheiro era escasso. Na sua carroça, as mercadorias dividiam espaço com a sua mulher Mercedes, seu filho Venâncio e seu cão Mocho. Sempre choroso
“Onde homens poderosos aprendem a viver com a vingança e traição, outros homens feitos de fé e esperança aprendem a amar e ter compaixão.” (Hernesto Chacon)
Em 1919, aos vinte e quatro anos, Chacon casou-se com Mercedes Dolores, filha de indígenas. Um ano depois nasceu seu único filho, batizado como Venâncio Chacon. Nos anos vinte, ele descobriu a importância da floresta nativa como potencial econômico, constituída em grande parte por seringueiras. Com o advento da borracha no mundo, eles começaram a explorar a floresta.
Aos trinta anos, Chacon havia se tornado líder entre os seringueiros. Se tornara um homem forte, habituado ao trabalho pesado e estafante de um agricultor e às intempéries da vida. Mantinha sua pequena propriedade na zona rural abaixo do Vale Talvegue, na cidade de Santa Mercedes; estavam quase isolados do mundo. Uma montanha separava a cidade mais perto de Santa Mercedes, que se situava a cem quilômetros de distância, de nome São Paranhos.
Chacon, idealista por natureza, sempre que podia viajava ao centro da capital de San José, que ficava a exatamente duzentos quilômetros de onde viviam, onde havia o único mercado para negociar e vender seus produtos, como os artesanatos confeccionados por sua mulher, cestas de vime, redes e mantas de lã. Também podia negociar sua pequena produção de laticínios e o látex, da pequena cooperativa fundada por ele em santa Mercedes, com os comerciantes locais.
Chacon era encarregado da negociação com os compradores de Don Lancarto, os únicos intermediários da exportação do látex da região. Chacon não poderia deixar que soubessem que toda a produção era proveniente do pequeno seringal explorado por sua família e pelos nativos da floresta ao norte de San José. Essa exploração ia de encontro aos interesses dos latifundiários comandados pela família Lancarto, que permitia a devastação das florestas, a exploração das madeiras nobres da região. Muitas vezes as áreas ficavam tal qual um deserto, outras vezes eles as transformavam em pastos para suas fazendas, não se importando com a subsistência do povo local. Isso criou um estado de guerra entre os nativos e os novos latifundiários, que sempre levavam a melhor nessa guerra suja; eles criavam milícias com a finalidade de expulsar os nativos, os verdadeiros donos das florestas.
Na capital, Ernesto Chacon aproveitava para comprar utensílios e ferramentas, e quase sempre o sistema de troca era o que prevalecia nas negociações; o dinheiro era escasso. Na sua carroça, as mercadorias dividiam espaço com a sua mulher Mercedes, seu filho Venâncio e seu cão Mocho. Sempre choroso
terça-feira, 24 de abril de 2018
TRECHO DO LIVRO JOGO SUJO CIDADE DO CRIME .
Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. -
"Malone sabia que não tinha poder. Mas ele tinha a consciência tranquila por não fazer parte de todo o engodo contra o povo de sua cidade. No mais, ele ficaria satisfeito de poder achar uma fórmula para cooperar com o início de uma reação contra a pandemia moral que contaminava indivíduos sem escrúpulos, causadores de notória desordem humana. O que mantinha viva sua esperança era que Malone amava sua cidade e ainda não havia perdido a fé. Rio de Rosário encanta pela beleza natural e faz bom proveito do turismo, uma das suas principais fonte de renda. Os bancos, com seu sistema falho, atraem grande número de investidores de todas as espécies, ávidos por lucros rápidos e de fácil conexão. Com isenções de impostos instituídas pelo governo local para atrair o capital estrangeiro, o dinheiro entrava e saía da Bolsa de Valores sem nenhum problema e Rio de Rosário, por conseguinte, se tornava o centro financeiro do país e da máfia estrangeira. O delegado via tudo isso como um grande devaneio, uma utopia mal formulada e fora de propósito. Ele sabia que colorir a pobreza, a corrupção e mudar o tráfico de endereço eram coisas corriqueiras e surreais, mas, como a política não era sua ambição, Malone procurava não dar ênfase a isso. Quando era chamado a opinar, aí ele não se omitia. Porém, suas opiniões eram todas contrárias ao governo e ele não queria se desgastar no final de sua carreira, preferindo guardá-las para quando pudesse tomar alguma atitude de cidadão civil em situação de não confronto com seus superiores. Convicto que era, Malone esboça seus desejos para um futuro próximo com uma possível ação social junto com sua mulher. Ele já tinha em mente um projeto social para quando se aposentasse: inserir jovens drogados e abandonados pelo Estado num programa de grande porte na área educacional. Ele já havia discutido tal possibilidade com a mulher, que elaborava um meio para levantar fundos junto a grupos que se sensibilizavam com a situação em que viviam os “jovens sem rumo” – tal como o marido os denominava. O delegado sabia que necessitaria de muito dinheiro para o projeto, pois seu empreendimento não visava somente amparar os jovens mas proporcionar-lhes conhecimento, bom nível escolar e profissional, elevando sua autoestima para vencerem na vida. Malone pensava lançar um título para capitalizar o seu projeto ambicioso e caro."
Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/76DGmCq
terça-feira, 17 de abril de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.
Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. -
"Os cinco assaltantes se apressam para descarregar o produto do roubo. Romão chama um dos bandidos fora do grupo. Eles apertam as mãos de novo e sorriem, enquanto os outros policiais conversam com outro meliante afastado. Parecem discutir e o clima fica tenso. Malone percebe que há um desentendimento entre o detetive e o assaltante, quando então eles viram as costas como se fossem embora. Romão faz um sinal de positivo para sua equipe e todos sacam suas armas e começam a atirar ao mesmo tempo. O primeiro assaltante a ser atingido está de costas e entrando no carro, e leva um tiro na cabeça. Seus miolos se espalham pela lateral do Subaru. O segundo, de blazer e gravata executiva, tenta sacar sua arma e recebe um tiro de escopeta no pescoço. Em fração de segundo, o tiro desloca sua cabeça do tronco. O terceiro assaltante leva um tiro de fuzil no tórax e desmorona como uma árvore abatida. O quarto tenta correr em zigue-zague, mas o detetive Romão faz pontaria com sua PT 380V, com mira a laser, e o acerta nas costas, perfurando seu pulmão. O quinto tenta dar partida na SS10, mas, para seu azar, o motor não pega. Ele é abatido por uma rajada de armas de quase todos policiais, enquanto o sexto é abatido quando tenta sair correndo para o mato. Todos são executados, não havendo chance para qualquer reação dos assaltantes. Os vários tiros quebram o silêncio da pacata estrada e nuvens negras ainda cobrem o céu da cidade de Rosário. Os galhos nas poucas árvores ao redor balançam com o revoar dos pássaros, o que dava um toque final trágico para mais uma carnificina."
Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/8xgOJ4o
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#kobo #readmore #quote #koboquote Veja o livro aqui: http://bit.ly/2hu1pyeOs MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 3...
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