#ESCRITOR#João MC.jr Arte e Vida# São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02)KindleJoão Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle.
Quem sou eu
- #ESCRITOR#João.mc.jr arte e vida#
- São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER
Malone dá um tempo, toma o seu banho. O jantar já
está na mesa, o delegado come calado. Olga percebe que não é
o comportamento habitual do seu esposo e pergunta:
- O que você quer me contar? Pode falar, querido. Nada mais
me assusta neste país. O que roubaram desta vez, o retrato do
governador pintado por Van Gogh no gabinete do Palácio
Laranja? - Pergunta ironicamente Olga para descontrair e não
pensar que poderia ser algo pior.
- Olga, tenho uma novidade não muito agradável pra te contar.
Sei que você pode me achar fora do juízo, mas quero deixar
claro que não foi uma punição, como pode parecer num
primeiro momento. Também não foi uma decisão fácil. - E
complementa. - O secretário me pediu que assumisse a
Delegacia de Roubos a Bancos que está tirando o sono dele.
Olga interrompe o marido - Ma
ma mia, Malone! Se
entendi bem, ele simplesmente passou pra você as
preocupações dele. Como você aceita um convite destes? Isto
parece mais uma cilada. Você está prestes a se aposentar!
Correr todo este risco pra agradar o secretário? Desculpe,
querido, mas essa não foi uma decisão muito inteligente.
- Entendo a sua preocupação, Olga, mas o que pesou na minha
decisão foi o fato de estar na polícia há trinta anos. Fiz uma
análise da minha carreira até o presente momento e cheguei à
conclusão de que, apesar de todo esse tempo, parece que eu
não fiz nada para a sociedade.
está na mesa, o delegado come calado. Olga percebe que não é
o comportamento habitual do seu esposo e pergunta:
- O que você quer me contar? Pode falar, querido. Nada mais
me assusta neste país. O que roubaram desta vez, o retrato do
governador pintado por Van Gogh no gabinete do Palácio
Laranja? - Pergunta ironicamente Olga para descontrair e não
pensar que poderia ser algo pior.
- Olga, tenho uma novidade não muito agradável pra te contar.
Sei que você pode me achar fora do juízo, mas quero deixar
claro que não foi uma punição, como pode parecer num
primeiro momento. Também não foi uma decisão fácil. - E
complementa. - O secretário me pediu que assumisse a
Delegacia de Roubos a Bancos que está tirando o sono dele.
Olga interrompe o marido - Ma
ma mia, Malone! Se
entendi bem, ele simplesmente passou pra você as
preocupações dele. Como você aceita um convite destes? Isto
parece mais uma cilada. Você está prestes a se aposentar!
Correr todo este risco pra agradar o secretário? Desculpe,
querido, mas essa não foi uma decisão muito inteligente.
- Entendo a sua preocupação, Olga, mas o que pesou na minha
decisão foi o fato de estar na polícia há trinta anos. Fiz uma
análise da minha carreira até o presente momento e cheguei à
conclusão de que, apesar de todo esse tempo, parece que eu
não fiz nada para a sociedade.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Sem rostos que os identifiquem, surgem oriundos das
sombras, e entrelaçam na vida alheia. Esses seres sorrateiros
surgem aliciando, são maquiavélicos. Perfumam o rastro que
deixa disfarçando o veneno letal que carregam em suas entranhas
e exterminam aos poucos suas presas doentes, escravas
do seu ritual.eu ritual.
Tempos depois, convicta de que deveria tomar uma
decisão, ela o matriculou em um curso de inglês para mantê-lo
ocupado, o que deu certo por algum tempo. Ele arrumou
uma namorada, filha de um coronel do exército. A moça
gostava de contar histórias da vida de seu pai, porém, como
ele não compartilhava das mesmas ideias, discutiam muito, e
o namoro durou somente seis meses, quando ele voltou a usar
as drogas.
sombras, e entrelaçam na vida alheia. Esses seres sorrateiros
surgem aliciando, são maquiavélicos. Perfumam o rastro que
deixa disfarçando o veneno letal que carregam em suas entranhas
e exterminam aos poucos suas presas doentes, escravas
do seu ritual.eu ritual.
Tempos depois, convicta de que deveria tomar uma
decisão, ela o matriculou em um curso de inglês para mantê-lo
ocupado, o que deu certo por algum tempo. Ele arrumou
uma namorada, filha de um coronel do exército. A moça
gostava de contar histórias da vida de seu pai, porém, como
ele não compartilhava das mesmas ideias, discutiam muito, e
o namoro durou somente seis meses, quando ele voltou a usar
as drogas.
domingo, 31 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
O pequeno
jornaleiro, que caminhava tranquilamente pela calçada com
seus jornais a tiracolo, anunciando as manchetes com seu
chamado peculiar “EXTRA, EXTRA”. Surpreendido pela
freada brusca, ele interrompeu seu chamado para a manchete
do dia, o susto o fez engolir as palavras que davam ênfase à
sua chamada “extra, extra, bandido da luz vermelha ataca de
novo’’, quase deixando seus jornais caírem no chão. A fumaça
tomou conta do ambiente e um cheiro de borracha queimada
impregnou o ar, fazendo tossir o pequeno jornaleiro. O carro
parou enfrente ao cinema Odeon, que exibia o filme 007
contra o Fantástico Dr. No. A porta do carro se abriu e uma
jovem foi empurrada para fora dele. Ela saiu tropeçando
na mala que fora jogada logo a seguir sobre ela e quase se
chocou com a foto do ator Sean Connery no cartaz que estava
emoldurado na vitrine do cinema com cara de agente secreto
e conquistador, mas “com licença para matar empunhando
sua arma em uma praia paradisíaca
jornaleiro, que caminhava tranquilamente pela calçada com
seus jornais a tiracolo, anunciando as manchetes com seu
chamado peculiar “EXTRA, EXTRA”. Surpreendido pela
freada brusca, ele interrompeu seu chamado para a manchete
do dia, o susto o fez engolir as palavras que davam ênfase à
sua chamada “extra, extra, bandido da luz vermelha ataca de
novo’’, quase deixando seus jornais caírem no chão. A fumaça
tomou conta do ambiente e um cheiro de borracha queimada
impregnou o ar, fazendo tossir o pequeno jornaleiro. O carro
parou enfrente ao cinema Odeon, que exibia o filme 007
contra o Fantástico Dr. No. A porta do carro se abriu e uma
jovem foi empurrada para fora dele. Ela saiu tropeçando
na mala que fora jogada logo a seguir sobre ela e quase se
chocou com a foto do ator Sean Connery no cartaz que estava
emoldurado na vitrine do cinema com cara de agente secreto
e conquistador, mas “com licença para matar empunhando
sua arma em uma praia paradisíaca
sábado, 30 de agosto de 2014
O MENINO QUE QUERIA VOAR
Contagiado por sua verve, o poeta caminhava por essas bandas, registrando no seu caderno. Ele versejava e deleitava-se encantado com a beleza no caminho para Avelar. “Nessa terra tem palmeiras, castanheira, imbuia e jacarandá, alamedas de ipê roxo e o florido jequitibá. Seus rios de águas límpidas alimentam o bisbilhar de riachos que embalam nossos sonhos ao anoitecer. Também tem aves de canto, como canta o sabia. Não há dia em que não me encante com o furor lírico do canário-da-terra e a sua perfeita sinfonia no ar. Enche-me de alegria o fugaz festim de andorinhas no céu a bailar. Nessa terra onde devagar vai-se longe, caminho feliz, lentamente percebo que o esse pássaro Vira Campo ajuda a semear o seu fruto, e, ainda que lentamente, percebo que há mais vida na imbaúba, onde a habita a preguiça desfrutando do seu banquete alimentar. Logo adiante, resistentes e imponentes, construídas sobre os galhos do pau-brasil, há casas de joão-de-barro perfeitas para morar. Em meu devaneio de tanta beleza fitar, fico envaidecido e mergulho no meu soberbo delírio, pois meu olhar deslumbra-se mais ainda com o vigor do vermelho- sangue, da flor do pé de Mulungu onde descansam as maitacas em algazarra, ao revoar.
Em busca de uma fantasia para sobreviver, o menino, muito cedo, aprenderá a voar.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
O MENINO QUE QUERIA VOAR
TRECHOS DO LIVRO
Messias, envaidecido com a façanha, sorria de orelha a orelha, mas, antes de tirar o couro do animal, com seu punhal de duas lâminas para ornamentar a parede da sala, chamou para registrar esse feito seu tio Sebastião Borges, o fotógrafo da região que registrava, com sua máquina Kodak, as paisagens, festejos e eventos corriqueiros do lugar. Esse fato passou a fazer parte das histórias de caçadores que passavam por ali levando histórias e lendas além das fronteiras de Maravilha, enriquecendo seu acervo verbal e literário popular. Nesse lugar, havia homens de astúcia ímpar, como o próspero Herculano, que contratava camaradas para trabalhar em suas terras em troca de um bom salário, e os pagava nos final de semana. No entanto, ardiloso como uma cobra surucucu, sempre pensando em levar vantagem, ele havia meticulosamente preparado a arapuca para pegar os trabalhadores da roça, e, para tanto, montava todo final de semana um pequeno cassino em sua casa, com bebidas à vontade. Depois de efetuar o pagamento dos camaradas, convidava-os para a jogatina, onde, com sua experiência em traquinagem, limpava as lebres, como ele chamava os incautos camaradas, deixando-os duros e endividados, por um bom tempo e tendo de trabalhar quase de graça para ele.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
TRECHOS DO
LIVRO.
Marcos dizia para sua mãe que
José tinha o direito de se manifestar, pois era um rapaz do
mundo e, portanto, diferente deles, tendo as suas razões de
ser autêntico, pois viviam em um país livre e democrático.
José estudava inglês sem muito entusiasmo e mantinha seus
cabelos longos, diferenciando-os de Marcos, que era mais
comportado e frequentava lugares mais recatados e festas em
clubes locais, enquanto José se enturmara com o pessoal do
colégio, sonhava em ser um Bob Dylan e conhecia bandas
de rock nas suas andanças quando não estava em companhia
da família Albuquerque, que era mais conservadora, mas não
interferia nas suas escolhas.
Os três anos se passaram sem nenhum problema.
LIVRO.
Marcos dizia para sua mãe que
José tinha o direito de se manifestar, pois era um rapaz do
mundo e, portanto, diferente deles, tendo as suas razões de
ser autêntico, pois viviam em um país livre e democrático.
José estudava inglês sem muito entusiasmo e mantinha seus
cabelos longos, diferenciando-os de Marcos, que era mais
comportado e frequentava lugares mais recatados e festas em
clubes locais, enquanto José se enturmara com o pessoal do
colégio, sonhava em ser um Bob Dylan e conhecia bandas
de rock nas suas andanças quando não estava em companhia
da família Albuquerque, que era mais conservadora, mas não
interferia nas suas escolhas.
Os três anos se passaram sem nenhum problema.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DOPODER
O Grande Assalto
23
Malone tinha em mente um projeto social para quando
se aposentasse: inserir jovens drogados e abandonados pelo
estado em um programa de grande porte na área educacional.
Já discutira esta possibilidade com sua mulher, Olga, que
elaborava um meio de levantar fundos com grupos que se
sensibilizavam com a situação em que viviam os jovens sem
rumo, como o marido os denominava. O delegado sabia que
necessitaria de muito dinheiro, pois seu projeto não visava
somente amparar estes jovens, mas sim proporcionar-lhes
conhecimento, um bom nível escolar e profissional, com a
autoestima elevada para vencerem na vida. Razão pela qual
pensava em lançar um título para capitalizar o seu projeto
ambicioso e caro.
==================================================================
Toca o despertador às seis e meia. É uma quinta-feira
de uma manhã chuvosa. Um daqueles dias em que não se deve
sair de casa. O delegado Antunes Malone acorda, beija a sua
mulher. Vai até a janela do quarto que fica no segundo andar
da sua casa no Bairro Azul, desloca ligeiramente a cortina,
observa por um instante a chuva que cai. Faz um alongamento,
segue para o banheiro e liga o chuveiro.
Enquanto a água esquenta, olha no espelho e o que vê é
um homem cansado. Sua viagem a Paris não foi o bastante para
descansar. O dia a dia tem sido estressante nos últimos tempos.
Ele não lamenta, foi a vida que ele escolheu. Seus dois filhos
estudam no exterior, o que pra ele era um conforto, havia muita
violência na cidade. Sua profissão era de risco e com os filhos
estudando em outro país, ficava mais tranquilo, era menos uma
preocupação na sua vida diária.
Malone imagina como será a sua primeira manhã daqui a sete messes, tempo que falta para sua aposentadoria.
23
Malone tinha em mente um projeto social para quando
se aposentasse: inserir jovens drogados e abandonados pelo
estado em um programa de grande porte na área educacional.
Já discutira esta possibilidade com sua mulher, Olga, que
elaborava um meio de levantar fundos com grupos que se
sensibilizavam com a situação em que viviam os jovens sem
rumo, como o marido os denominava. O delegado sabia que
necessitaria de muito dinheiro, pois seu projeto não visava
somente amparar estes jovens, mas sim proporcionar-lhes
conhecimento, um bom nível escolar e profissional, com a
autoestima elevada para vencerem na vida. Razão pela qual
pensava em lançar um título para capitalizar o seu projeto
ambicioso e caro.
==================================================================
Toca o despertador às seis e meia. É uma quinta-feira
de uma manhã chuvosa. Um daqueles dias em que não se deve
sair de casa. O delegado Antunes Malone acorda, beija a sua
mulher. Vai até a janela do quarto que fica no segundo andar
da sua casa no Bairro Azul, desloca ligeiramente a cortina,
observa por um instante a chuva que cai. Faz um alongamento,
segue para o banheiro e liga o chuveiro.
Enquanto a água esquenta, olha no espelho e o que vê é
um homem cansado. Sua viagem a Paris não foi o bastante para
descansar. O dia a dia tem sido estressante nos últimos tempos.
Ele não lamenta, foi a vida que ele escolheu. Seus dois filhosestudam no exterior, o que pra ele era um conforto, havia muita
violência na cidade. Sua profissão era de risco e com os filhos
estudando em outro país, ficava mais tranquilo, era menos uma
preocupação na sua vida diária.
Malone imagina como será a sua primeira manhã daqui a sete messes, tempo que falta para sua aposentadoria.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO POFER
O Grande Assalto
59
O motoqueiro se dá por satisfeito. Não valia a pena
naquele momento ariscar mais a sua vida naquele covil de
bandidos. Aproveita que o barman se distrai com outro cliente,
paga a sua bebida de caviar com uísque, de 50 dólares a dose,
pega a sua moto e sai do Bairro Marrom, cruza de volta a
cidade, depois de 40 minutos chega à garagem do prédio no
centro de Rosário. Desliga o motor da HALLE CHANG, sobe
o elevador, salta no quinto andar, pega sua chave e entra no
apartamento n° 08, abre o guarda-roupa e começa a tirar e
guardar o seu personagem de motoqueiro. Em seguida pega seu
terno de corte italiano, põe sobre a cama, tira sua peruca de
rabo e coloca em uma caixa. Encaminha-se para o banheiro,
toma um banho e volta a ser o delegado Malone.
Conheceu melhor seu inimigo e sabia que ele operava
no submundo do crime organizado, era um agente duplo que
usava o privilégio de trabalhar tanto para o governo local
quanto para a agência internacional o que lhe dava uma
tremenda vantagem para acobertar os seus crimes.
O delegado descobriu que Osmar usava os traficantes
para assalto a bancos e depois os descartava. Usava os
bandidos como “boi de piranha” e se vangloriava junto aos
organismos internacionais como se atuasse no combate ao
narcotráfico, ludibriando a todos. Malone agora sabia qual era
a fraqueza do detetive Osmar. Intensifica suas investigações
com o intuito de prender algum assaltante vivo que tivesse
ligações com ele e pudesse ser usado como isca para Osmar.
59
O motoqueiro se dá por satisfeito. Não valia a pena
naquele momento ariscar mais a sua vida naquele covil de
bandidos. Aproveita que o barman se distrai com outro cliente,
paga a sua bebida de caviar com uísque, de 50 dólares a dose,
pega a sua moto e sai do Bairro Marrom, cruza de volta a
cidade, depois de 40 minutos chega à garagem do prédio no
centro de Rosário. Desliga o motor da HALLE CHANG, sobe
o elevador, salta no quinto andar, pega sua chave e entra no
apartamento n° 08, abre o guarda-roupa e começa a tirar e
guardar o seu personagem de motoqueiro. Em seguida pega seu
terno de corte italiano, põe sobre a cama, tira sua peruca de
rabo e coloca em uma caixa. Encaminha-se para o banheiro,
toma um banho e volta a ser o delegado Malone.
Conheceu melhor seu inimigo e sabia que ele operava
no submundo do crime organizado, era um agente duplo que
usava o privilégio de trabalhar tanto para o governo local
quanto para a agência internacional o que lhe dava uma
tremenda vantagem para acobertar os seus crimes.
O delegado descobriu que Osmar usava os traficantes
para assalto a bancos e depois os descartava. Usava os
bandidos como “boi de piranha” e se vangloriava junto aos
organismos internacionais como se atuasse no combate ao
narcotráfico, ludibriando a todos. Malone agora sabia qual era
a fraqueza do detetive Osmar. Intensifica suas investigações
com o intuito de prender algum assaltante vivo que tivesse
ligações com ele e pudesse ser usado como isca para Osmar.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Viva da melhor maneira possível, siga seu instinto, alimente
seu cérebro com coisas boas”. Por trinta e cinco anos, José
Francisco não pensou diferente: a rua era sua casa, sua mãe
biológica não existia, não tinha como encontrar seus parentes
biológicos, tarefa impossível para ele, não havia aquém recorrer
ou que ele conhecesse para buscar ajuda. Sem contar com
seus pais adotivos que o esquecera para sempre e ele passou
a aceitar placidamente resignado com seu destino. Depois de
um bom tempo nas ruas longe das pressões diárias da sua
mãe adotiva ele passou a sentir uma mudança repentina e
estava evoluindo mentalmente, e naquele momento tinha a
noção exata de que a vida estava lhe pregando uma peça.
O tempo passara e ele não havia encontrado a formula certa de
como reagir ou superar aquela situação adversa.
seu cérebro com coisas boas”. Por trinta e cinco anos, José
Francisco não pensou diferente: a rua era sua casa, sua mãe
biológica não existia, não tinha como encontrar seus parentes
biológicos, tarefa impossível para ele, não havia aquém recorrer
ou que ele conhecesse para buscar ajuda. Sem contar com
seus pais adotivos que o esquecera para sempre e ele passou
a aceitar placidamente resignado com seu destino. Depois de
um bom tempo nas ruas longe das pressões diárias da sua
mãe adotiva ele passou a sentir uma mudança repentina e
estava evoluindo mentalmente, e naquele momento tinha a
noção exata de que a vida estava lhe pregando uma peça.O tempo passara e ele não havia encontrado a formula certa de
como reagir ou superar aquela situação adversa.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER
João M. C. Jr.
24
- Bom dia, Malone. Como tem passado? Estamos tão perto e
quase não nos vemos. Como vão suas investigações?
- Bem, secretário. Estamos quase fechando o cerco em cima da
quadrilha do roubo do museu nacional.
- O que roubaram desta vez? – pergunta o secretário.
- Desta vez levaram dois quadros de um pintor alemão do
século dezoito retratando a assinatura da criação do estado de
Rosário pelo imperador.
- Estes quadros têm algum valor de mercado, Malone ou estão
roubando somente um registro da nossa história? - Indaga o
secretário.
- Com certeza não haverá mercado nem colecionador que
queira secretário, mas, talvez os ladrões não saibam o que pode
dificultar a nossa investigação.
- Posso te dar uma sugestão, Malone?
- Pois não, secretário.
- Vai ficar só entre nós. Você pega uma réplica e põe no lugar
que ninguém vai percebe. Uma cópia bem feita dá pra enganar
o povo que visita o museu, a maioria não sabe nada da história
de Rosário. - Malone finge não entender a colocação do
secretário e responde:
- Não será necessário, secretário. O museu está fechado para
reforma e só deve ficar pronto dentro de seis meses, até lá,
provavelmente já teremos recuperado os quadros.
sábado, 16 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Trapaças do Destino - Causa e Efeito
1 1 8
Não sabemos o que reserva o destino.
Todo sonho desfaz-se, em lágrimas.
Em um piscar do tempo, nada será como antes.
Amenidades, futilidades tomam conta da relação.
Vaidades deturpam o ser que conhecemos,
Desfazem o encanto que tivemos.
A vida
pregou peças em José Francisco, como se
quisesse testar sua resistência para a vida. O destino parecia
conspirar contra ele e definir sua existência, mas havia algo
mais a ser desvendado, e o início de tudo teve uma origem;
1 1 8
Não sabemos o que reserva o destino.
Todo sonho desfaz-se, em lágrimas.
Em um piscar do tempo, nada será como antes.
Amenidades, futilidades tomam conta da relação.
Vaidades deturpam o ser que conhecemos,
Desfazem o encanto que tivemos.
A vida
pregou peças em José Francisco, como se
quisesse testar sua resistência para a vida. O destino parecia
conspirar contra ele e definir sua existência, mas havia algo
mais a ser desvendado, e o início de tudo teve uma origem;
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO.
Marcos não descansara na busca de uma solução. Sentia
que algo mais existiria além desse mistério, algo mais estaria
por vir. Parecia que, muito mais que seus interesses, alguma
coisa lhe falava mais forte. Essa necessidade de descobrir seu
passado era latente, corria e fervilhava em suas veias, como seu
sangue. Por isso, teria de haver em algum lugar essa fórmula,
esse código secreto ainda desconhecido que decifraria para
ele seu passado, e que poderia provar sua tese nos tribunais,
Trapaças do Destino - Causa e Efeito
74
faltava somente esse elo perdido.
que algo mais existiria além desse mistério, algo mais estaria
por vir. Parecia que, muito mais que seus interesses, alguma
coisa lhe falava mais forte. Essa necessidade de descobrir seu
passado era latente, corria e fervilhava em suas veias, como seu
sangue. Por isso, teria de haver em algum lugar essa fórmula,
esse código secreto ainda desconhecido que decifraria para
ele seu passado, e que poderia provar sua tese nos tribunais,
Trapaças do Destino - Causa e Efeito
74
faltava somente esse elo perdido.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve
tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram
do prédio parecendo nervosos. Alguns, mesmo sendo noite,
usavam óculos escuros, e luvas pretas. Em passos sincronizados,
eles caminhavam apressadamente, atravessando a rua em
direção à criatura que dorme na calçada em frente. Um deles
fez a menção de sacar uma arma que carregava na cintura,
mas fora contido por outro de terno preto, que segurou
sua mão e deu ordem para o subalterno ter mais cautela,
deixando transparecer um sotaque carregado indecifrável de
português com outa língua. Fazendo prevalecer seu comando,
demostrou para o outro, provavelmente inexperiente, como
adaptar um silencioso a arma que trazia consigo. Em seguida,
procurando não chamar atenção dos mendigos que dormiam
logo adiante, eles rodearam aquele ser que dormia recostado
ao muro pichado em letras vermelhas garrafais com as
palavras “Abaixa a Ditadura”. Agiram como se fossem supostos
agentes interessados unicamente naquela figura adormecida
na calçada. Para se certificarem de que era a figura a ser
abordada por sua posição na calçada, olharam para a janela
tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram
do prédio parecendo nervosos. Alguns, mesmo sendo noite,
usavam óculos escuros, e luvas pretas. Em passos sincronizados,
eles caminhavam apressadamente, atravessando a rua em
direção à criatura que dorme na calçada em frente. Um deles
fez a menção de sacar uma arma que carregava na cintura,
mas fora contido por outro de terno preto, que segurou
sua mão e deu ordem para o subalterno ter mais cautela,
deixando transparecer um sotaque carregado indecifrável de
português com outa língua. Fazendo prevalecer seu comando,
demostrou para o outro, provavelmente inexperiente, como
adaptar um silencioso a arma que trazia consigo. Em seguida,
procurando não chamar atenção dos mendigos que dormiam
logo adiante, eles rodearam aquele ser que dormia recostado
ao muro pichado em letras vermelhas garrafais com as
palavras “Abaixa a Ditadura”. Agiram como se fossem supostos
agentes interessados unicamente naquela figura adormecida
na calçada. Para se certificarem de que era a figura a ser
abordada por sua posição na calçada, olharam para a janela
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
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João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
João MC.jr arte e vida: TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO: Rio de janeiro 1964. Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram do p...
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
Rio de janeiro 1964.
Aparentemente a tempestade se dissipara por um breve
tempo. Do outro lado da rua, cinco indivíduos desceram
do prédio parecendo nervosos. Alguns, mesmo sendo noite,
usavam óculos escuros, e luvas pretas. Em passos sincronizados,
eles caminhavam apressadamente, atravessando a rua em
direção à criatura que dorme na calçada em frente. Um deles
fez a menção de sacar uma arma que carregava na cintura,
mas fora contido por outro de terno preto, que segurou
sua mão e deu ordem para o subalterno ter mais cautela,
deixando transparecer um sotaque carregado indecifrável de
português com outa língua. Fazendo prevalecer seu comando,
demostrou para o outro, provavelmente inexperiente, como
adaptar um silencioso a arma que trazia consigo. Em seguida,
procurando não chamar atenção dos mendigos que dormiam
logo adiante, eles rodearam aquele ser que dormia recostado
ao muro pichado em letras vermelhas garrafais com as
palavras “Abaixa a Ditadura”. Agiram como se fossem supostos
agentes interessados unicamente naquela figura adormecida
na calçada. Para se certificarem de que era a figura a ser
abordada por sua posição na calçada, olharam para a janela
domingo, 10 de agosto de 2014
TRECHOS DO LIVRO[ OGRANDE ASSALTO P DECLÍNIO DO PODER]
João M. C. Jr.João M. C. Jr.
38
últimos cinco anos para fazer uma avaliação melhor, saber o E-BOOK SARAIVA.
que estava por trás daquela figura asquerosa, protegida por um
esquema que ele tentaria descobrir.
O pedido recebe uma resposta instantânea com um
simples aviso (informação inexistente, não permitido acesso).
O delegado pensa num grande palavrão, mas se contém e se
convence de que aquela não seria a forma de obter informações
sobre Osmar. Sentia que o homem era blindado por dentro e
por fora do sistema.
Chama o detetive Ribeiro para lhe dar as últimas
informações sobre as ocorrências do dia. O detetive entra em
sua sala agitado e nervoso, ainda não tinha se acostumado ao
ritmo de ocorrências nesta delegacia, não conseguia controlar a
sua ansiedade diante de tantos eventos. Ficava eufórico e
descontrolado.
- Chefe, outro assalto a banco!
- Algo corriqueiro na área - as estatísticas mostravam mais de
30% no aumento de assaltos só nos bancos da capital de
Rosário, apesar de o governo tentar amenizar os percentuais,
divulgando a redução de violência a roubos de celular e
estupro.
- Quando e onde? - Pergunta o delegado
- O mesmo modo operante na região norte da cidade no Banco
Santa Sofia. - Era o terceiro assalto do ano naquele banco. -
Comenta o delegado: - Nem nome de Santa eles respeitam,
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últimos cinco anos para fazer uma avaliação melhor, saber o E-BOOK SARAIVA.
que estava por trás daquela figura asquerosa, protegida por um
esquema que ele tentaria descobrir.
O pedido recebe uma resposta instantânea com um
simples aviso (informação inexistente, não permitido acesso).
O delegado pensa num grande palavrão, mas se contém e se
convence de que aquela não seria a forma de obter informações
sobre Osmar. Sentia que o homem era blindado por dentro e
por fora do sistema.
Chama o detetive Ribeiro para lhe dar as últimas
informações sobre as ocorrências do dia. O detetive entra em
sua sala agitado e nervoso, ainda não tinha se acostumado ao
ritmo de ocorrências nesta delegacia, não conseguia controlar a
sua ansiedade diante de tantos eventos. Ficava eufórico e
descontrolado.
- Chefe, outro assalto a banco!
- Algo corriqueiro na área - as estatísticas mostravam mais de
30% no aumento de assaltos só nos bancos da capital de
Rosário, apesar de o governo tentar amenizar os percentuais,
divulgando a redução de violência a roubos de celular e
estupro.
- Quando e onde? - Pergunta o delegado
- O mesmo modo operante na região norte da cidade no Banco
Santa Sofia. - Era o terceiro assalto do ano naquele banco. -
Comenta o delegado: - Nem nome de Santa eles respeitam,
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sábado, 9 de agosto de 2014
O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER- E´BOOK NA LIVRARIA SARAIVA
O Grande Assalto
53
Capítulo V
O Plano
À Noite
O delegado Antunes Malone sai para jantar com sua
mulher no restaurante Al Mare Mio de comida italiana, com
uma decoração que lembra as cantinas italianas do século
dezoito, localizado no Bairro Dourado, de frente para o mar,
construído como se fosse uma caverna, com toalhas na cor da
bandeira da Itália e candelabros que iluminavam e davam o
charme e o requinte necessário para uma noite sem estresse.
Com o intuito de espairecer depois de um dia infernal –
é como ele se refere ao dia que teve quando Olga pergunta por
que ele está tão inquieto à mesa.
- Vai passar querida. Este ambiente vai me recompor, nada
como uma boa comida e boa música.
- Sei que não é o momento para tocar neste assunto, mas você
não acha que a sua missão está prejudicando a sua saúde?
- Concordo com você, mas há um propósito pessoal e um
objetivo a ser alcançado. Eu me comprometi comigo mesmo.
Tenho certeza que vou conseguir.
- Se você diz está dito. Você conhece bem as artimanhas da sua
profissão. Confio em você, Malone.
Olga dá o assunto por encerrado. Pega o cardápio de
entradas e diz:
- Bem, querido, vou escolher a entrada, você escolhe o prato
principal.
Ela chama o garçom. Pede uma focaccia com sardella e
azeitona da Calábria, olha para Malone com carinho, segura
sua mão e a leva ao rosto num gesto de amor.
- Hoje eu saio do regime por você
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Capítulo V
O Plano
À Noite
O delegado Antunes Malone sai para jantar com sua
mulher no restaurante Al Mare Mio de comida italiana, com
uma decoração que lembra as cantinas italianas do século
dezoito, localizado no Bairro Dourado, de frente para o mar,
construído como se fosse uma caverna, com toalhas na cor da
bandeira da Itália e candelabros que iluminavam e davam o
charme e o requinte necessário para uma noite sem estresse.
Com o intuito de espairecer depois de um dia infernal –
é como ele se refere ao dia que teve quando Olga pergunta por
que ele está tão inquieto à mesa.
- Vai passar querida. Este ambiente vai me recompor, nada
como uma boa comida e boa música.
- Sei que não é o momento para tocar neste assunto, mas você
não acha que a sua missão está prejudicando a sua saúde?
- Concordo com você, mas há um propósito pessoal e um
objetivo a ser alcançado. Eu me comprometi comigo mesmo.
Tenho certeza que vou conseguir.
- Se você diz está dito. Você conhece bem as artimanhas da sua
profissão. Confio em você, Malone.
Olga dá o assunto por encerrado. Pega o cardápio de
entradas e diz:
- Bem, querido, vou escolher a entrada, você escolhe o prato
principal.
Ela chama o garçom. Pede uma focaccia com sardella e
azeitona da Calábria, olha para Malone com carinho, segura
sua mão e a leva ao rosto num gesto de amor.
- Hoje eu saio do regime por você
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