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São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.

segunda-feira, 30 de março de 2020

OS USURPADORES.

TRECHO.
 DO LIVRO

Chacon acreditava no destino que estava reservado para ele, ao mesmo tempo com a esperança de poder estar formando um grande homem, caso eles sobrevivessem a essa luta, seu filho estaria recebendo um grande legado, vivenciando e ganhando experiência para ajudar a construir o futuro do seu país. O padre Francesco os apressava, a caravana com os trabalhadores boias-frias estava prestes a sair de San Paranhos, eles tinham que penetrar sutilmente entre eles na passagem pela igreja sem que os recrutadores milicianos percebessem. Meia horas depois, disfarçados de boias-frias, eles se infiltraram nas levas de trabalhadores rurais que eram contratados como cortadores de cana em San José de Talvegue em troca de comida e alojamento. Com ajuda do padre Francesco eles conseguiram trocar de nome, adotando o nome de José e a mãe de Maria Dolores. ​Conseguindo seu intento, Chacon e Mercedes foram bem sucedidos na infiltração, passando-se por trabalhadores rurais, Chacon achava que talvez ele pudesse tirar proveito da situação, apesar de correr mais riscos poderia ajudar melhor os seus companheiros de luta estando perto do inimigo, estava indo trabalhar no ninho das vespas, a usina de açúcar da família Lamberto Aranha. Fora uma viagem que começava tensa em todo o seu percurso. Chacon andava a pé enquanto sua mulher e seu filho viajavam sobre ferramentas na parte superior da carroça. No caminho enfrentam chuvas torrenciais durante boa parte da viagem, dezenas de trabalhadores se revezavam entre as carroças que viajavam para ajudar no trabalho de resgate das carroças que atolavam na estrada e na retirada de algumas árvores que haviam caído durante a tempestade bloqueando a estrada fazendo com que o comboio de operários perdessem horas retirando os obstáculos para poderem seguir a viagem que já durava dois dias atravessando a montanha que dividia San Paranhos de Santa Mercedes. No terceiro dia, depois de dez horas de caminhada e poucos minutos de descanso, atravessaram a ponte que dividia Santa Mercedes de San José, eles atingiram a parte baixa em direção à fazenda dos Lancartos.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

O SEGREDO,A CURA


Jordan sabia que estava no caminho certo, porque agora, após esse avanço com essa nova possibilidade de pesquisa, ele poderia ir mais longe com seus estudos mais aprofundados, baseados em pesquisa com equipamentos mais avançados. Isso passou para outro patamar, abrindo a possibilidade de conhecer genes dos antepassados de Neandertais e denisovanos. Enquanto Jordan passava a limpo suas ideias, totalmente desligado de que tinha um compromisso, a campainha tocou. Ele se levantou e foi atender. Não teve nenhuma surpresa, apesar de nos últimos tempos estar sempre esperando alguma visita indesejável devido ao monitoramento de grupos estranhos que tentavam interferir nos andamentos das suas pesquisas. Para sua felicidade, era sua amiga Emma que chegara para buscá-lo para a conferência em Berna. Ela entrou, deu um abraço apertado e um beijo em seu rosto e fez uma observação: — Que barba é essa, querido? Está parecendo bem mais velho. Pode me dizer por que está escondendo esse lindo rosto? Jordan diz pra amiga: — Ah, isso é uma longa história, mas posso resumir pra você. — Então me conta, estou curiosa. — Bem, isso foi ideia do amigo Sanches. Você se lembra dele, o chileno louco, como era chamado, por achar que tudo tinha uma conspiração para encobrir a verdade. — Claro, ele estudou com a gente na faculdade de Arqueologia. Lembro bem dele. Se não me engano, era o primo da sua namorada, a nossa querida e inesquecível Mercedes. Bem, desculpa por lembrar dela. Sei que você não gosta de falar desse passado.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle.





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sábado, 21 de março de 2020

O SEGREDO, A CURA

TRECHOS DO LIVRO.
O cientista já havia feito muitas pesquisas em achados de artefatos e restos de plantas e animais do deserto de Gobi, amostras que lhe foram enviadas por Emma, sua amiga suíça, surpreendentemente datadas de mais de um milhão de anos. Tais descobertas lhe faziam crer em uma necessária revisão de certos conceitos sobre a origem dos humanos. Seu trabalho, depois de concluído, fora colocado em mãos superiores para arquivamento pelo governo. Jordan sabia que não adiantava discutir ou argumentar sobre a importância da pesquisa, pois essa era a realidade. Ele preferiu, então, calar-se e aguardar outra chance. Ele continuava solteiro por conveniência, era um homem obstinado em suas buscas pela verdade, no mundo da ciência e arqueologia, seu campo de atuação. Vivia em função do seu trabalho de pesquisa, dada sua convicção adquirida depois de eventos que fizeram com que grandes crateras se abrissem e revelassem achados nunca antes imaginados pelo mundo científico. Como os estudos feitos há algum tempo em Israel, que provaram que as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra foram destruídas por meteoros, o que foi provado pela existência, nos escombros de ambas as cidades, de cerâmicas derretidas a grandes temperaturas, como teria acontecido em uma explosão nuclear. Isso o convencia de que os atuais impactos iriam revelar muito mais mundo afora. Jordan, mais do que nunca, percebia que estava muito perto da verdade oculta nas profundezas da Terra. E ele acredita piamente que, por estar atento a isso, pode estar bem perto de lhe ser revelado esse segredo, mesmo que acidentalmente.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 

domingo, 15 de março de 2020

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME

Ano 2025. Os principais jornais internacionais noticiam, com grande pompa, a aterrissagem de uma nave espacial chinesa no planeta Marte. Sem muito alarde, os chineses venceram a corrida espacial e chegaram antes dos americanos e dos russos e se consagraram como os primeiros seres humanos a pisar no solo de Marte. Eles ainda não haviam detectado sinais de vida inteligente em Marte mas, ao fincarem sua bandeira vermelha lá, descobriram um volume de petróleo tão abundante como se fosse um mar de lama negra. O problema dos chineses seria a construção de naves de carga, para assim poder transportar o petróleo e se tornarem os novos reis do ouro-negro. Já na Terra, em outra manchete alentadora, era feita a descoberta da cura do câncer na Índia, sendo ambos os fatos extraordinários para humanidade. Em alguns países estavam sendo desativadas prisões de segurança máxima com a redução do número de criminosos e, consequentemente, do crime – organizado ou não. Certos governos haviam equacionado de forma inteligente a onda de violência urbana em seus países e, com a ciência evoluindo quase ao ritmo da velocidade da luz, foi possível a descoberta da vacina antidroga. Na contramão dos avanços de ordem científica e punitiva, a queda das desigualdades sociais – sendo ambos os fatores apontados como responsáveis pelo progresso nos países – no hemisfério sul, na cidade de Rio de Rosário, vive-se à sombra do medo. Com o aumento dos derivados de petróleo no mundo, devido à Guerra do Oriente o contrabando de gasolina enriquecia a máfia do petróleo. O aumento da criminalidade abarrotava as prisões de criminosos, as quais explodiam em violência com a superlotação. Muitos prisioneiros amotinados degolavam seus rivais para poder reduzir a população carcerária, que sem dúvida extrapolava o limite da tolerância humana. Nas ruas havia um confronto diário que deixava rastros de sangue nas esquinas e nos guetos.

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime . Ponto Vital. Edição do Kindle. 


MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime . Ponto Vital. Edição do Kindle. 

quinta-feira, 12 de março de 2020

UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.

No rastro dos suspeitos, o repórter tenta seguir de perto o detetive para uma matéria sensacionalista para o seu jornal, tentando a todo custo tirar proveito da sua amizade. O detetive Roberto tem de aturar seu amigo, o jornalista quase fracassado, Ênio Barata, que ele considera uma mala sem alça por sua insistência em ajudá-lo a desvendar esse mistério e, esperto que é, tenta a todo custo obter esse furo de reportagem, que poderia ser a sua redenção profissional. Além de se tornar uma pedra no sapato do detetive, ele leva a tiracolo o seu fotógrafo estressado que não é bem sucedido na tentativa de fotografar o corpo e a prisão do suspeito, e com isso ter a tão almejada foto para um furo de reportagem para o seu jornal.

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 37-42). UNKNOWN. Edição do Kindle. 


Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 44). UNKNOWN. Edição do Kindle. 

O grande problema do jornalista Barata é que ele está quase sempre bêbado e julga-se decadente porque não consegue uma boa reportagem desde quando deu o melhor furo de reportagem da sua vida, no notório crime da fera da Penha. Por conta disso, ele passa constantemente um bom tempo irritando o detetive Roberto com suas frustrações profissionais e sempre reclamando de sua falta de sorte. A única coisa que ele não perdia era seu humor negro e, sarcasticamente, dizia que teve bons momentos como repórter criminal, mas, que desde o crime de Aída Curi, a classe A tem matado pouco. E demonstrava estar de saco cheio dessas matérias de baixo nível, que era ver pobre se matando a troco de nada ou fotos de extermínio em massa na baixada.


Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 42-47). UNKNOWN. Edição do Kindle. 

segunda-feira, 9 de março de 2020

O SEGREDO, A CURA.

APRESENTAÇÃO .
Estaria a civilização humana prestes a desaparecer? Ou ainda restaria uma cura para o mal da humanidade? Essas são algumas das perguntas que a ciência tenta responder. Mas, em 2045, há uma conspiração em andamento que poucos percebem, apesar de estarem no olho do furacão. Algumas tentativas de ordem científica para a preservação das espécies, ou seu melhoramento, surgiram há mais de um século. E, em um passado não muito distante, foi dado o primeiro passo em busca da clonagem


Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 

Agora parecia, pelas evidências, que iriam se concretizar de forma definitiva. Mas, o que se sabia de concreto era pouco para uma análise definitiva do quadro que se desenhava, devido ao poderio de manipulação deles na mídia, que, em sua maioria, já lhes pertencia. Mas o que se tinha de informação sigilosa entre grupos de resistência à nova ordem e que ficava evidente era que eles eram oriundos da Europa, fruto das fusões de bancos e grandes corporações tecnológicas e de empresas remanescentes do período Imperial e que agora se reagruparam para criar uma só moeda virtual de poder monetário descomunal. Essas novas diretrizes cambiais do mundo econômico seriam impostas pelos detentores do mercado como a única aceita em transações comercias. Ficava evidente que essa imposição aos países de moedas fracas foi o golpe de misericórdia. Impotentes para fazer frente a essa força esmagadora, só lhes restou ver suas economias despencarem num piscar de olhos.

sexta-feira, 6 de março de 2020

OS USURPADORES

O padre Francesco  os acolheu e os levou até os fundo da igreja onde ficava a cozinha para serem alimentados. ​Francesco identificava Chacon como um homem forte de ideias sólidas, membro do grupo que lutava contra aquela tirania, que ele como padre também combatia. Usando os encontros em missas pelo país a fora, levava mensagens dos grupos de resistência de um vilarejo ao outro criando assim uma rede de informação. Chacon era um revolucionário de ideias e não de armas e por esse motivo tinha a admiração do padre Francesco, e também por esse motivo era considerado nos meios revolucionários um homem ideal para disseminar as causas entre os camponeses. O padre Francesco o ajudava com orientação de ordem política, trabalhavam em cima da constituição americana que servia como base para a formação de uma frente com objetivos partidários. Alguns minutos depois de conversarem, o padre Francesco pediu ao Chacon que deixasse sua réplica da constituição americana com ele, pois não seria aconselhável ele ser pego com o livro que fomentava ideias democráticas do estado americano. O padre escondeu Chacon e sua família na parte superior da igreja onde ficava o sino, um espaço reduzido a três metros quadrados, onde somente o padre tinha acesso, um lugar seguro para não serem achados pela milícia de San José de Talvegue, que sempre vasculhava a área durante à noite, eles tinham ordem de Don Lancarto para exterminar todos



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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

OS USURPADORES.

AVENTURA E HISTÓRIA.In memoriam.Dedico este livro a todos os homens e mulheres de bem que, através dos séculos até os dias de hoje, dedicaram-se e ainda se dedicam de corpo e alma a uma causa justa, como pela igualdade dos direitos humanos em defesa dos mais fracos e oprimidos. Uma luta como sabemos inglória, pois muitos deles tiveram suas vidas subtraídas por se oporem a governos tiranos e a uma parte da sociedade injusta e egoísta. Por isso o meu respeito a esses heróis que sacrificaram/sacrificam suas vidas em troca de causas na maioria das vezes perdidas.
INTRODUÇÃO.
A HISTÓRIA NOS CONTA QUE...Através dos tempos, nas narrativas de historiadores, revelou-se que vários impérios foram formados por grandes homens de astúcia ímpar e bravura inquestionável. E os responsáveis por descrevê-los através da história os retrataram com uma certa glamorização e talvez elogios exagerados, pois sempre que podiam os enchiam de valores imensuráveis e pareciam orgulhosos em retratar suas façanhas sempre tentando amenizar suas barbaridades destrutivas contra cidades e extermínio de seres humanos. Eles eram endeusados por seus súditos amados, por uma parte do povo de sua etnia e, principalmente, pelos seus felizardos descendentes que eram os prováveis herdeiros ao trono que se enriqueciam com as pilhagens de guerras e invasões, engrandecendo-os. Sabedores dessas façanhas, que duraram por muitos séculos, eles se sentiam uma espécie rara neste planeta e os mais privilegiados dessa espécie humana na face da terra, consideravam-se de sangue “azul” como gostavam de se autodenominar. Mas, por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata. E, consequentemente, impuseram um desterro de vários povos em sua própria pátria. Eles eram vistos como heróis por seus seguidores e considerados bárbaros para outros povos dominados por eles. Esse outro lado, a história não nos conta, mas...por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata.




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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O SEGREDO, A CURA

TRECHOS DO LIVRO
Meses depois, Jordan estava em Berlim, Alemanha. Ele e sua namorada, Mercedes, caminhavam pela rua principal de Berlin, no meio da passeata de protesto contra a poluição global, organizada por uma ONG alemã. Caminhavam de braços dados, sorridentes, pela Unter den Linden, e seguiam gritando palavra de ordem contra os poluidores do planeta. Alguns grupos de extrema-direita nazi-fascistas se uniram e defendiam o outro lado, organizados por grupos paramilitares que se intitulavam membros da Nova Ordem Mundial. Traziam a sigla N.O.M. no peito e, nas costas, as suásticas nazistas. Eles estavam a dois quarteirões dali em um protesto de apoio às empresas, com cartazes defendendo os poluidores. Alegavam que tais empresas lhes garantiam o emprego, a segurança familiar e os protegiam de imigrantes ilegais em seu território. Pela fúria com que se dirigiam contra os ambientalistas, uma tragédia estava prestes a ocorrer, mas a polícia local não interveio para evitar o encontro entre esses grupos opostos. Ao encontrarem-se no centro da cidade, o inevitável veio a ocorrer: o confronto provocado pelos nazis. Armados de porretes e correntes, eles partiram para cima dos defensores da natureza gritando palavras de ordem e agredindo todos que encontravam pela frente. A polícia presente não interferiu por algum tempo e os ativistas verdes, como eram chamados, foram dispersos agressivamente.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 


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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ACASO DO DESTINO . LANÇAMENTO

Ano 1963
Um vizinho de uma das mais belas mansões do bairro, de cor rosa, em Santa Tereza, pertencente a um milionário empresário do ramo de exportação de carne e empreiteiro de obras. O vizinho voyeur chegara tarde da noite a sua casa, que ficava em um plano mais elevado e em frente a essa mansão. Ele sempre às quatro horas da manhã, para apreciar a lua, contar as estrelas e principalmente dar longas baforadas em seu cigarro, ostentando a sua brilhante piteira folheada a ouro. Depois desse ritual, ela relaxava em sua chaise longue, por alguns minutos, deixando à mostra suas lindas pernas. O vizinho voyeur deliciava-se com o visual e a vista da casa vizinha, que, para ele, era um privilégio que ele não podia perder. Por isso se tornou um obcecado por essa mulher e sempre que tinha uma chance de apreciá-la, aproveitava. Até porque a sua esposa, a essa hora, sempre estava em sono profundo. Mas dessa vez ele se surpreende e observa desconfiado, nessa casa vizinha, da bela dama da madrugada que aguçava seus pensamentos sórdidos, um vulto se locomovendo entre as árvores dos jardins, e por um instante esboça entrar em casa, já pensando em chamar a polícia. Mas, mais curioso do que preocupado, prefere esperar mais um pouco na esperança de a vizinha também aparecer para o seu deleite visual. E a ação se desenrola como em um filme de mistério nessa noite fria de vento cortante.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

O segredo , a cura

Trecho do livro

Na faculdade de Arqueologia, na Suíça, um jovem brasileiro acabara de se formar em arqueologia forense, pois era fascinado pelos segredos enterrados nas profundezas dos sítios arqueológicos do passado. Como era um jovem atento também às mudanças climáticas, ele estava muito mais preocupado com o presente do planeta Terra, por isso, ele se tornara um ativista e se engajava em protestos com seus colegas de turma, ativistas ambientais da faculdade. Estava sempre ao lado da sua inseparável namorada, Mercedes, que, como ele, era estrangeira e bolsista na faculdade de Arqueologia e Ciências em Berna, na Suíça. Os acompanhavam, também, sua amiga Emma, que era suíça.Quando eles não estavam estudando, gostavam de pegar um trem, subir as montanhas para esquiar e fazer longas caminhadas por Berna, dona de um belo centro histórico. Gostavam de visitar a casa de Albert Einstein, que diziam, em tom de brincadeira, ser o alienígena que ajudou os terráqueos a evoluir. Gostavam também de passear por Genebra, cidade que todo mundo ainda considera a capital da paz, por sediar a ONU e a Cruz Vermelha. Mas a atividade extracurricular em que mais se empenhavam, por consciência, era a de discordar dos governos da Europa e dos Estados Unidos devido aos estragos provocados pelo aquecimento global, que eles se negavam serem os responsáveis.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

MEU PENSAR 2

Se, perco a linha, perco o traço, se, perco o rio, perco o barco. Se, perco o tino, perco o baço, se, perco as horas, perco o tempo. Se, perco amor, perco o abraço, perco o beijo, e o afago só sobra o espaço. Se, piso em falso, tropeço no caminho, se, saio do prumo, perco o rumo. Se, perco a cabeça, perco a esperança, perco a lembrança, até da infância. Se, perco o destino, perco a história, perco tudo até a  memória. Se, perco altivez, perco a sensatez e todas as lutas de só uma vez.

COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . João Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle.

COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . João Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.

TRECHO DO LIVRO.
O Comissário começa a relatar para o detetive um assassinato que ocorrera na madrugada. – Sei, tô ouvindo bem, hum, hum, que merda! Comissário, isso vai feder na imprensa. Do outro lado da linha, o Comissário dá uma baforada no charuto da marca Havana e continua. 
COMISSÁRIO:– Eu sei, os abutres têm fome [coçando a sobrancelha]. E dá continuidade ao relato. 
COMISSÁRIO:– Por enquanto tá tranquilo. Eles bloquearam as informações e os jornais não foram avisados; eles querem sigilo nesse caso, pois envolve gente de outro país que você sabe, manda e desmanda aqui dentro.
 DETETIVE:– Eles quem, Comissário, o pessoal do hotel? COMISSÁRIO:– Não, é o governo de dentro e de fora. Enfatiza o Comissário que resolveu parar de andar de um lado pro outro e estava sentado na cadeira e mexendo no suspensório. 
DETETIVE:– O que eles têm a ver com isso? 
COMISSÁRIO:– Ainda não sei qual o interesse deles nesse crime, mas você sabe bem que onde há fumaça há fogo. 
DETETIVE:– Sei, por isso tem que ser sigiloso. É porque tem diplomatas e empresários de peso hospedados no hotel. Não poderemos chamar a atenção da mídia e por isso pedem sigilo absoluto. Sem estardalhaços na mídia, certo? 
COMISSÁRIO:– Pode ser, mas o que eu sei é que rolava uma festa prive na suíte do hotel e não querem alarde.

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 294-301). UNKNOWN. Edição do Kindle.

sábado, 28 de dezembro de 2019

UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.

E logo depois de terminarem o drinque, a cantora diz que vai ao toalete e sai, e pede para ele aguardar um pouco, pois ela vai trocar de roupa, pois ainda estava trajando o vestido da apresentação do show. O detetive diz com um sorriso. – Sinceramente, por mim você ficaria vestida por um tempo com ele, pois lhe deixa muito sensual. A cantora diz, virando-se para ele e olhando de rabo de olho: – Pode ser, mas, prefiro ficar mais à vontade, e se você quiser, pode tirar esse seu sobretudo e colocar essa sua arma de lado para ficar mais à vontade. Obediente como um cachorrinho, ele mais que depressa segue seu conselho e coloca sua roupa e a arma em um sofá ao lado e relaxa esperando a cantora, imaginando uma noite quente, principalmente ao ouvir o barulho da água do chuveiro que começava a cair e imaginando ela totalmente nua. O detetive fica eufórico; coça as mãos e resolve pegar e acender seu cachimbo que está em seu sobretudo, para dar um certo charme ao seu visual sherlockiano. Ele já se preparava,

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 244-251). UNKNOWN. Edição do Kindle.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.

TRECHO DO LIVRO.

Ele não havia percebido que ainda estava com sua arma no coldre atravessado no peito, mas, se lembrou que na pressa em sair do hotel a colocara de baixo da camisa e não sobre a mesma, por isso se assustou com ela em seu corpo porque ela, por ter seu cabo metalizado, reluzia na escuridão do apartamento, só assim ele resolveu tira-la colocando-a sobre a mesa. Sentindo a garganta ressecada mais do que o habitual, ele encaminha-se até a cozinha, pegou o bule para fazer um café em vez de tomar uma dose de uísque para curar a possível ressaca como de costume. Dessa vez, ele preferiu colocar a água para esquentar, e o pó de café no coador. Enquanto a água não fervia, ele resolveu ligar o rádio para tentar ouvir uma música para tirar os zumbidos como um barulho de cachoeiras impertinentes dos seus ouvidos. Ele tenta localizar uma estação, mas por ser muito cedo, ele só consegue sintonizar a que pega– a única no ar, a rádio-relógio. Irritado com o velho rádio velho que ganhara do cunhado, seu chefe e Comissário de polícia, ele o desliga e coloca o café

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 265-272). UNKNOWN. Edição do Kindle. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O SEGREDO, A CURA.

Uma semana depois, Jordan permaneceu em Berlim com sua amiga Emma, à procura de Mercedes. Porém, nem na sede da ONG conseguiam informação pois fora também depredada e até tentaram incendiá-la, o que não aconteceu totalmente graças à ação de alguns poucos e resistentes membros presentes, que entraram em luta corporal, rechaçando essa investida. Jordan, por mais algumas horas, continuou a sua peregrinação por várias ruas de Berlim, mas não encontrava a namorada em lugar algum por mais dois meses. Ia ao hospital quase todos os dias, até que ela foi transferida pela família dela para o Chile. Jordan ficou transtornado, pois sabia que nunca mais poderia se relacionar com Mercedes, o amor da sua vida. Ele foi confortado pelo pai e pela mãe da sua namorada e resolveu voltar para o Brasil, onde se graduou em Arqueologia Forense e passou a trabalhar em vários países, sempre que era chamado. Mas algo passou a acontecer com ele após alguns meses. Jordan, depois que soube do falecimento de Mercedes, de vez em quando tinha sonhos estranhos.

Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

OS USURPADORES.

TRECHO.
Chacon, sua mulher e seu filho sempre que se sentiam ameaçados e se escondiam em grutas e vilarejos na floresta de San José. Às vezes eles passavam fome e frio nessa fuga constante e aparentemente sem fim, às vezes davam a sorte de encontrar nativos nas florestas que os cediam algum alimento e os escondiam em suas aldeias por um tempo; mas não poderiam permanecer muito tempo, pois Chacon sabia que colocava a vida dos nativos em risco, pois, eles seriam dizimados caso a milícia soubesse que eles os protegiam.  E Chacon seguia a sua jornada mata adentro. Ele e sua esposa às vezes tinham que deixar de comer para dar ao filho o direito à sobrevivência naquela fuga pela vida. A prioridade era salvar sua dignidade, manter seu ideal e preservar a vida de seu único filho.    ​Enquanto Chacon, “o pacífico”, continuava acuado pelos seus caçadores nas montanhas de Talvegue, ele sobrevivia com sua astúcia de homem do campo, e mantinha sua fé e coragem inabalável, seguindo em sua luta pela liberdade dele e desse povo que ele tanto amava, colocando a própria vida, e de sua família, em risco.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O MENINO QUE QUERIA VOAR.

Em um domingo alvissareiro de 1949, às sete horas da manhã, na estrada de Maravilha, as dormideiras acordavam com os primeiros raios de sol que penetravam entre os galhos do pé de mulungu, onde as maritacas faziam algazarra, acordando o dorminhoco tatu-canastra, que repousava em sua toca, abaixo do campo de cereais, aparentemente exausto, depois de uma cansativa noite de caça. Os gaviões faziam voos rasantes, tentando pegar calangos, que saíam das tocas em busca do calor do sol na pequena formação rochosa. Longe do perigo, em uma frondosa castanheira, a juriti-gemedeira ajeitava seus ovos no ninho, protegendo suas futuras crias. Um pouco mais acima do Morro do Fama, na mata fechada, com sua preguiça costumeira da manhã, a onça-pintada descia do tronco da peroba, afiando as suas garras e iniciava sua jornada de caça matutina às capivaras, à beira do rio. Como de costume, seus obstinados moradores já estavam na estradada ao alvorecer. Alguns recolhiam jenipapos, a fim de produzir licores fortificantes para ajudar aos menos afortunados

domingo, 1 de dezembro de 2019

LANÇAMENTO . "OS USURPADORES"

TRECHO DO LIVRO
O questionável para Chacon nessa retórica da história é que. ​Por mais que tenham tentado apagar dos livros de História certas verdades, elas sempre germinaram de forma espontânea, ressurgiram alguns relatos de outras fonte, e então ficaremos sabendo que também havia nesse mesmo tempo a existência de questionadores e insurgentes que se rebelavam contra esses usurpadores que advinham das camadas mais pobres desses povos e não só da elite destronada. Mas, nesse mesmo período da história não há registro de nenhum nome dos muitos homens idealistas que se sacrificaram nessa luta inglória em seus anais. Talvez para esses historiadores não lhes fosse permitido relatar a veracidade dos fatos ocorridos, então, eles não existiram em seus relatos, muito menos em glifos, papiros, pergaminhos ou mesmo após a escrita moderna em livros. Os supostos resistentes aos opressores foram fazer parte das histórias com uma  certa glamorização e a pecha de heróis salteadores ou bandoleiros que, supostamente, dividiam o produto dos seus saques contra a nobreza, com os mais pobres e oprimidos. Mas, os que lutavam com suas ideias e seus ideais sonhadores, não praticavam tais atos. Eles morreram no ostracismo e germinam como ressureições através dos tempos. Pois seus feitos não foram de bravura sanguinolenta ou heroísmo desvairado e seus algozes os temiam por serem semeadores de ideia. Todo homem idealista de bem desse do passado ou do presente tempo tenta subverter tal ordem e as usa como arma o seu espírito democrático e a perseverança. Mesmo perseguido não mudará sua forma de luta.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle. 

sábado, 30 de novembro de 2019

OS USURPADORES LANÇAMENTO

AVENTURA E HISTÓRIA.In memoriam.Dedico este livro a todos os homens e mulheres de bem que, através dos séculos até os dias de hoje, dedicaram-se e ainda se dedicam de corpo e alma a uma causa justa, como pela igualdade dos direitos humanos em defesa dos mais fracos e oprimidos. Uma luta como sabemos inglória, pois muitos deles tiveram suas vidas subtraídas por se oporem a governos tiranos e a uma parte da sociedade injusta e egoísta. Por isso o meu respeito a esses heróis que sacrificaram/sacrificam suas vidas em troca de causas na maioria das vezes perdidas.

INTRODUÇÃO

 HISTÓRIA NOS CONTA QUE...Através dos tempos, nas narrativas de historiadores, revelou-se que vários impérios foram formados por grandes homens de astúcia ímpar e bravura inquestionável. E os responsáveis por descrevê-los através da história os retrataram com uma certa glamorização e talvez elogios exagerados, pois sempre que podiam os enchiam de valores imensuráveis e pareciam orgulhosos em retratar suas façanhas sempre tentando amenizar suas barbaridades destrutivas contra cidades e extermínio de seres humanos. Eles eram endeusados por seus súditos amados, por uma parte do povo de sua etnia e, principalmente, pelos seus felizardos descendentes que eram os prováveis herdeiros ao trono que se enriqueciam com as pilhagens de guerras e invasões, engrandecendo-os. Sabedores dessas façanhas, que duraram por muitos séculos, eles se sentiam uma espécie rara neste planeta e os mais privilegiados dessa espécie humana na face da terra, consideravam-se de sangue “azul” como gostavam de se autodenominar. Mas, por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata. E, consequentemente, impuseram um desterro de vários povos em sua própria pátria. Eles eram vistos como heróis por seus seguidores e considerados bárbaros para outros povos dominados por eles. Esse outro lado, a história não nos conta, mas...por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

MEU PENSAR . CONTOS PROSAS E POEMA

DESAMARRAS 
​Bem antes de tomar consciência da minha existência na vida, o meu mundo era incompreensível, complexo e inconstante. E era nesse cotidiano em ebulição que eu me via como um ser vivendo preso em um quadro abstrato de cores fortes e pinceladas confusas e de difícil compreensão. Mas, devemos beber da fonte da sabedoria que nos liberta pra vida ao matar a sede do saber. Isso nos permite despertar das amarras e das incertezas existenciais. Essa fonte que cura a cegueira que nos aprisiona nesse mundo abstrato sem a devida clareza. E, que nos traz medo e incertezas, destrói nossas defesas. Desamarra e liberta a tua consciência, expresse as suas virtudes de forma convicta e se desfaça de tuas inquietudes. ***




 FORA DE COMPASSO Se, perco a linha, perco o traço, se, perco o rio, perco o barco. Se, perco o tino, perco o baço, se, perco as horas, perco o tempo. Se, perco amor, perco o abraço, perco o beijo, e o afago só sobra o espaço. Se, piso em falso, tropeço no caminho, se, saio do prumo, perco o rumo. Se, perco a cabeça, perco a esperança, perco a lembrança, até da infância. Se, perco o destino, perco a história, perco tudo até a memória.


COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . João Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

BREVE ACASO DO DESTINO


Por mais que pensemos ter o controle de nossas vidas, temos que admitir que vivemos ao acaso do destino. Inúmeros fatos comprovam essas evidências, e nem sempre podemos evitá- -los ou interrompê-los, pois há um mundo desconhecido à nossa espera, onde tudo se revela com o passar do tempo. Há também um ditado que diz: “A vida dá muitas voltas”, ou seja, provavelmente nos proporcionará momentos inesquecíveis e inesperados, e pode nos levar ao abismo ou nos arremessar ao topo. É inevitável esse embarque nessa roda-viva da vida, para essa viagem a esse universo desconhecido. Mas não sabemos o seu rumo ou quantos giros teremos que dar. E, gostando ou não, todos nós estaremos nesse passeio inusitado, na roda da vida, pois é nessa viagem no tempo que o destino às vezes pode nos proporcionar respostas fantásticas e gratificantes, em nossa existência ou de outrem. Nesse universo misterioso em que vivemos, todos os dias acontecem eventos, previsíveis ou não, que sempre mexem com nossos sentimentos, que podem ser de felicidade ou de tristeza, mas, em qualquer das hipóteses, sempre estaremos questionando-os. E inevitavelmente algumas perguntas ficarão no ar, para sempre ou momentaneamente, sem respostas. Haverá sempre uma tentativa de análise pelas pessoas envolvidas nessa trama da vida que procuram as razões dos fatos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O MENINO QUE QUERIA VOAR.

1999. Um carro sobe lentamente a estrada que corta o Morro do Fama. Seu condutor coloca a cabeça para fora e respira fundo para sentir o aroma do campo e o frescor da manhã. Logo adiante, já no topo, ele para o carro em um recuo da estrada e tenta saltar, mas é contido pelo pesado tráfego de caminhões que cruzam à sua frente, disputando espaço com motos e carros de passeio. Ele, pacientemente, aguarda relaxado dentro do veículo, prepara sua máquina fotográfica e espera o trânsito diminuir para que possa usufruir da paisagem do vale que descortinava à sua esquerda. Minutos depois, ele sai do carro e procura um lugar mais acima, subindo o barranco com alguma dificuldade, por não ser mais tão jovem. Além disso, é cuidadoso ao certificar-se de que a vegetação está firme no solo, tendo noção do perigo. Não pode arriscar-se a uma queda no penhasco porque estava só naquele momento. Cautelosamente, agarra-se à vegetação rasteira até atingir uma pequena árvore que parece ser uma castanheira. Ele pensa que gostaria de ter o poder de voar a fim de não precisar gastar tanta energia para subir o Morro do Fama e desfrutar, como os pássaros, de uma visão aérea do vale, mas, infelizmente, não possui mais esse poder. Então, como todo ser humano, chega exausto e relaxa à sombra da frondosa, mas ainda pequena árvore, que dali a alguns anos atingirá sua plenitude de 30 a 50 metros de altura, e, caso não venha a ser derrubada, dará frutos e será uma árvore frondosa como todas de sua espécie que ele conhecera no passado. Muito provavelmente, abrigará ninhos de juriti e outros pássaros, se é que ainda existirão, pensa ele, olhando para o céu, à procura de alguma ave. Sua tentativa de visualizar algum pássaro que pudesse ser fotografado foi em vão. Ele deita-se na grama e deixa que algumas pequeninas joaninhas de bolinhas pretas, com seu corpo semiesférico e suas seis patinhas, subam em sua mão, fazendo-o relaxar. Por segundos, ele se esquece do mundo, apreciando o lento deslocar desses magníficos insetos coleópteros em seu braço. As joaninhas alçam voo e seguem o seu destino. Ele as acompanha com o olhar de observador e um sorriso de satisfação no canto da boca por lembrar-se do seu tempo de criança.

M.C. Jr., João. O menino que queria voar . SG Leitura Digital. Edição do Kindle.

M.C. Jr., João. O menino que queria voar . SG Leitura Digital. Edição do Kindle.

O SEGREDO, A CURA.

A busca da ciência para desvendar os mistérios que envolvem a espécie humana até o presente momento traz para o mundo das pesquisas genéticas muitas perguntas mais do que respostas. Teorias diversas sempre causam muitas polêmicas em torno da nossa origem. Jordan estava atento às buscas incessantes dos cientistas que, através de agências espaciais de vários países, lançavam diversas sondas em direção a asteroides em rota de colisão com a terra. Tal descoberta estava sendo monitorada em segredo para que o pânico não tomasse conta da população mundial, o que ocasionaria um descontrole generalizado. A nova ordem mundial, que praticamente já dominava financeiramente vários governos de vários países, não gostaria de perder o domínio, já que havia se estabelecido na caótica Europa, na dominada financeiramente América do Sul e em uma grande parte da Ásia, menos na China, que era uma potência aliada, e na República da Coreia, que se tornara uma potência nuclear com a fusão entre Norte e Sul.
Jr, João M. C.. O segredo, a cura . Autografia. Edição do Kindle.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O SEGREDO, A CURA.

Estaria a civilização PRESTES a DESAPARECER?

Mas, como previam os teóricos da suposta conspiração do passado e do século XXI d.C, ainda não se sabiam suas reais intenções e origem verdadeira, apesar de as práticas da nova ordem se assemelharem em muito com essas novas práticas e as evidentes teorias do passado. Agora parecia, pelas evidências, que iriam se concretizar de forma definitiva. Mas, o que se sabia de concreto era pouco para uma análise definitiva do quadro que se desenhava, devido ao poderio de manipulação deles na mídia, que, em sua maioria, já lhes pertencia.