#ESCRITOR#João MC.jr Arte e Vida# São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02)KindleJoão Manoel da Costa Junior. Edição do Kindle.
Quem sou eu
- #ESCRITOR#João.mc.jr arte e vida#
- São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
LIVRO FÍSICO OU E- BOOK
Ambos estavam aparentemente felizes e compartilhavam essa extrema alegria com os nativos e com os fiscais representantes do rei Gustavo, que fiscalizavam toda a exploração de ouro e diamantes. Nesse dia, o grande estado de felicidade era motivado por um grande feito, comemoravam a descoberta de um filão de ouro numa caverna natural com mais de quinhentos metros de profundidade nas montanhas de Lumbumbashi.
A parte da manhã transcorrera tranquila e festiva, emendando com o almoço, que teve como prato principal javali assado em brasas vulcânicas e vinho holandês. À tarde, Lancarto e seu sócio Lorde Thomas Spider resolveram voltar à caverna, a sós. Após uma hora de caminhada, alcançaram o desfiladeiro que dava acesso ao sopé da montanha. Sem parar para descansar, eles alcançaram o topo da montanha, onde se localiza a caverna, em quarenta minutos.
Na entrada da caverna, pararam, olharam ao redor para se certificarem de que não haviam sido seguidos, adentraram a caverna e começaram a se aprofundar sozinhos na nova exploração de outro corredor. Deslumbrados com a possibilidade de nova descoberta, penetraram cada vez mais na sombria e rica caverna. À medida que visualizavam as belezas naturais da caverna, ficavam mais fascinados com as paredes em quartzo e a estalagmite no chão, de um branco sem igual, que os deixava atônitos.
Por conta disso, eles não perceberam que havia inúmeras aranhas no teto da caverna, que se aglutinavam em posição de defesa. Depois de caminharem mais alguns minutos, o cabo de uma das ferramentas que Thomas carregava nas costas esbarrou em uma das teias de aranha, as despertando, e uma delas, de cor marrom, caiu sobre o pescoço de Charles Lancarto. Ele se assustou com o contato em seu pescoço, e na tentativa de removê-la, a apertou com força contra seu pescoço. A picada da aranha lhe causou um edema instantâneo na altura da medula espinhal, o veneno injetado causou uma paralisação em seus movimentos, e em segundos ele caiu desfalecido.
Thomas inicialmente tentou socorrê-lo, mas percebeu que seria um fardo carregar um homem de quase dois metros até a saída da caverna, que era íngreme. Por alguns minutos, ele observou o corpo de Charles inerte, com um olhar desprezível, sem demonstrar nenhuma emoção. Thomas agachou-se e debruçou-se sobre Lancarto e pegou seus pertences, como a mochila com suas ferramentas, o relógio de ouro que lhe fora presenteado pelo rei Gustavo da Bélgica em reconhecimento aos seus serviços prestados ao império belga. Thomas escutou seu coração, que batia lentamente, e percebeu que Lancarto respirava com dificuldade. Ele não tinha ideia da sua lucidez, pois estava paralisado, sem conseguir esboçar nenhuma reação, mas seus sentidos continuavam intactos. Lancarto via seu sócio espoliando seus pertences e não podia fazer nada, percebeu que seria largado à própria sorte por aquele que ele salvara em diversas ocasiões de perigo na África.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
OBRA "O TERCEIRO SOL"
De inspiração.
"EPÍLOGO O TERCEIRO SOL".
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
TRECHO DO LIVRO. JOGO SUJO CIDADE DO CRIME
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 361-365). Ponto Vital. Edição do Kindle.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2018
TRECHO DO LIVRO. JOGO SUJO CIDADE DO CRIME
O delegado Antunes Malone pede a Romão para seguir com a operação, fingindo fazer o seu jogo. Descobrir suas artimanhas, preparar estrategicamente a melhor forma de agir e conhecer o adversário eram táticas primordiais naquele momento. Em pouco tempo no comando Malone percebeu que seu maior inimigo não estava na rua, mas dentro da corporação. O delegado marca um encontro para discutir o suposto êxito da ação e não faz nenhuma referência à grana que Romão havia escondido no seu carro antes de executar os assaltantes. Ele tinha certeza de que Romão sabia do seu conhecimento sobre o dinheiro, porém tinha de ser discreto. O detetive Ribeiro fica eufórico pensando na sua participação na bolada e tenta perguntar ao delegado qual seria sua cota do bolo, mas recebe um tranco: – Não quero ouvir nem saber o que você pensa, Ribeiro. Guarde suas ideias para você.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 932-940). Ponto Vital. Edição do Kindle.
sábado, 25 de agosto de 2018
BREVE. "O SEGREDO DA CURA"
SOBRE A HUMANIDADE. NÃO SÃO AS VERDADES ABSOLUTAS.
E que, existem muitos segredos a serem revelados, sobre a nossa existência e, todos seres vivente.
E que, em consequência dessa possibilidade, muitos governos e poderosas organizações secretas, não governamental usaram seus métodos de forma inescrupulosa para que, esse segredo não seja revelado. Pois, isso mudaria o rumo de todos seres viventes nesse planeta e seu poder sobre os mesmos..E inclusive sobre eles próprios..
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
MEU PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
#MEU PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS #
"A VERTENTE DO AMOR.
O amor é o sentimento supremo do bem querer. É o amor o arrebatador do sentimento maior que se pode ter, e o poder que segue transformando tudo em luz de um novo amanhecer. O amor é o devaneio na razão de viver. Amor, e a força que emerge das profundezas do desconhecido desejo do querer, sem tempo ou hora para nascer. Amor é como a razão sem razão, e não necessita da compaixão para o perdão. Surge ao acaso sem escolhas de corações. Amor é um sentimento sem religião, sem etnias, sem escolhas da cor da pele. O amor nasce desprovido de valores monetários. Amor é o sentimento incontrolável de um encontro ao acaso com a alegria do querer viver emoções e turbinar corações e elevar a capacidade de sentir sensações, afeição e admiração. O amor tem o poder de transformar desencontros em momentos de harmonia. Amor transforma as noites turbulentas em momentos de calmaria, e determina um momento de aperto em sintonia. Amor, o remédio da cura do amargor e da agonia que se transforma como um passe de mágica em esplendor e euforia. Amor, um passo rumo ao céu, embalando promessas de felicidades eternas. Amor é a magia do coração que supre as necessidades da razão. E compensa qualquer vazio da existência humana ou não. O amor é o poder oculto que segue aflorando virtudes nos mais insensíveis. Ao mais desprezível ser, que abra seu coração a ele, o amor." Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/6Uxewg1
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
sábado, 11 de agosto de 2018
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 923-930). Ponto Vital. Edição do Kindle.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 905-913). Ponto Vital. Edição do Kindle.
sábado, 4 de agosto de 2018
O MENINO QUE QUERIA VOAR.
Sinopse
Chiado - Portugal | Brasil | Angola
Sinopse
sexta-feira, 27 de julho de 2018
UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

segunda-feira, 23 de julho de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO
Compare e ache o menor preço de Tempos de Traição - Possuídos por Ambição - João M.C. Júnior (8579233666)
Com a tarde chegando, ele começou a descer a montanha, e no caminho, sem saber que rumo tomar, se alimentava de raízes, de frutas silvestres e plantas que outros animais comiam no topo das árvores. Charles Lancarto preventivamente usava de todas as artimanhas e experiência para sobreviver, se camuflava com arbustos para se proteger de predadores. Ainda sem forças para correr ou subir rapidamente em uma árvore, e sem nenhuma arma para caçar naquele momento, rezava para não encontrar nenhum leão ou outra fera pelo caminho. Passava fezes e urina de hiena no corpo para não atraí-los em sua direção.
Depois de um dia de caminhada, Lancarto teve suas esperanças aumentadas ao avistar uma nuvem de fumaça. Ele subiu numa pequena formação rochosa e conseguiu visualizar ao longe uma aldeia de nativos. Seu estado físico debilitado e precário não lhe permitiria alcançar a aldeia antes da noite chegar, e ela era como se fosse uma miragem: quanto mais ele andava, mais ela parecia distante.
No caminho ele se deparou com uma lebre morta que fora deixada pelos nativos como um tributo pago pelos aldeões para afastar os leões de perto da aldeia. Lancarto se agachou e com as próprias mãos rasgou um pedaço de carne da costela do animal, e levou à boca como uma fera faminta. O sangue escorreu entre seus dedos trêmulos e sujos. Charles Lancarto tentava, com pouco sucesso, desesperadamente alimentar-se daquela lebre em estado de decomposição.
Um dos nativos que fazia sentinela em cima de uma árvore observava aquele homem, de aspecto guenzo, se alimentando como uma hiena faminta. Ele chamou outros guerreiros, que socorreram Lancarto quase que desmaiado, e ainda tentando se alimentar de um animal morto à beira de um rio. Eles improvisaram uma maca para transportá-lo, mas seu cheiro era tão nauseante que os nativos que estavam acostumados com cheiros de carne putrefata não suportaram e taparam as suas narinas para poder transportá-lo. E assim o levaram para a aldeia.
No dia seguinte, Lancarto acordou em uma cabana feita de junco e barro. Sua aparência estava melhor, já haviam lavado seu corpo e vestiram nele uma roupa tribal de pele de leopardo. Ao abrir os olhos, a sua primeira visão fora a de um nativo vestido com uma manta de pele de leopardo, e sobre seu peito colares de dente de jacaré; mas o que chamou mais a atenção de Lancarto fora a sua tatuagem, uma figura de aranha em seu pescoço.
Lancarto estava com uma aparência bem melhor, mas a recuperação seria lenta. A ferida em seu pescoço infeccionara, e uma febre alta o atacara à tarde. O chefe da tribo mandou chamar o curandeiro, que chegaria somente depois de dois dias para examiná-lo, a pedido do guerreiro que o socorrera. Ao chegar, o curandeiro determinou que o levassem para sua cabana. Já na cabana, Lancarto recebeu colares de dente de crocodilo e de leão dos nativos como sinais de boas-vindas, mas sua roupa de pele de leopardo foi retirada.
Lancarto estava temeroso e assustado, mas aceitava passivamente esse ritual. Ele foi colocado totalmente nu no centro de uma roda de brasas em chamas, e ao redor nativos com máscara representando seus deuses sentaram-se criando uma roda.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO.
"TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO'.
No qual faço uma pequena homenagem ao líder, NELSON MANDELA..
segunda-feira, 16 de julho de 2018
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.
– Calma, cabeça dura, observe por enquanto. Você vê alguma tentativa de abordagem pelos policiais da equipe do Romão? Ribeiro não queria acreditar, estava demorando para cair a ficha. Não que ele fosse inocente ou muito idiota, longe disso. Mas ele mesmo já tinha se locupletado algumas vezes, mas não com tanto risco, a ponto de dar cobertura a bandidos. – Se for verdade, vai ser difícil. Como vamos resolver essa parada? – É esse o dilema, meu caro. Vamos com calma, Ribeiro. Pelo que estou vendo, se a gente se aliar a eles provavelmente seremos cúmplices no assalto. Você quer viver como herói ou como corrupto? Quer ser preso e ver sua família envergonhada? Quer ver seu filho desapontado com a figura do pai herói que prende bandido ser preso? Quer ver seu filho ter de mudar do colégio, onde se gabava do pai, e sua mulher mudar a cor do cabelo para não ser apontada pelos vizinhos como a mulher do policial corrupto? Quer vê-los mudarem de endereço? Já pensou nesses transtornos? Depois do sermão, Ribeiro pensou várias situações em segundos, inclusive em algo que o delegado não sabia. Ele pouco se preocupava com a mulher, mas seu filho estudava num “colégio de bacana” – como ele se referia – e custava caro manter as aparências. Ainda assim, no momento a sua paixão era o que mais importava. Ele e Juliana, a sua amante, não mereciam nenhum abalo no relacionamento. Até porque a sua amante era sobrinha de uma celebridade da cidade, com grande influência no governo local, e ele tinha planos para o futuro. Talvez por isso até aquele momento Ribeiro preferisse combater pequenos delitos, que não chamassem a atenção do seu chefe. Seu lema era: “De grão em grão, eu banco a Juliana!”. Depois desta reflexão, Ribeiro disse: – Tem razão, chefe. Tô dentro! Qual é o plano? – pergunta o detetive como se fosse um lance pessoal, não uma operação policial. – Você dirige caladinho para não atrapalhar o meu raciocínio, enquanto eu filmo a operação com a câmera de dentro do caro e fotografo para registrar essa armação até quando der. Sinto cheiro de coisa podre no ar e precisamos de provas – conclui o delegado, pegando a máquina fotográfica.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 845-851). Ponto Vital. Edição do Kindle.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 835-845). Ponto Vital. Edição do Kindle.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO
Thomas voltou ao acampamento, não sem antes rasgar a sua roupa e provocar uns aranhões, para tornar sua mentira mais convincente, e esconder o relógio de ouro que poderia denunciá-lo. Horas depois, chegou trôpego e ofegante, tornando sua farsa convincente para alguns. Quase sem voz, pediu água ao nativo, que o amparou ao fingir desmaiar de cansaço na entrada do acampamento. Após alguns minutos, fingiu recobrar os sentidos, sentou-se na cama, contou uma história trágica do desmoronamento ocasionado por um escapamento de gás sulfúrico no interior da caverna, e, consequentemente, um terremoto, convencendo os outros membros da expedição da trágica morte de Lancarto e a impossibilidade de resgatá-lo com vida.
Dentro da caverna, após doze horas, Lancarto tentava recobrar os sentidos. Ainda atordoado pelo veneno da aranha, suas forças estavam praticamente esgotadas e tinha perdido a noção das horas e dos dias. A caverna só não era mais escura porque as estalagmites eram brancas como a neve. A explosão revelara uma quantidade de quartzo no teto da caverna. Um filete de água brotou na rachadura provocada pelo impacto do ar na parede da caverna. Com seus lábios secos ao extremo, talvez pelo efeito do veneno da aranha, ele rasgou a sua camisa, umedeceu e tentou matar a sede. Em seguida, com muito esforço, conseguiu girar a cabeça - seu pescoço estava enrijecido -, olhou para o teto e viu várias aranhas voltando a se aglutinarem no teto como se estivessem observando-o. Ele também as observou por minutos, pensativo, tentando recobrar a sua memória dos acontecimentos. Lancarto não as temia mais, escapara com vida do seu veneno e da explosão, e acabou por descobrir, graças à aranha que o mordera, que não poderia confiar em mais ninguém. Ele esboçou um sorriso irônico ciente da sua situação.
Três horas depois, Lancarto continuava sem reflexos, mas não quebrara por milagre nenhum dos seus ossos. Fisicamente debilitado, sua visão ainda permanecia turva, sua coordenação motora estava totalmente fora de ordem, e apesar do seu raciocínio estar voltando aos poucos, ele não tinha noção dos dias e das horas, e tentava economizar a pouca energia que lhe restava recostando sobre os escombros, procurando relaxar. Um cheiro de gás sulfúrico tomou conta do ambiente e o fez dormir, mesmo sem querer.
Dois dias se passaram quando Lancarto despertara com uma corrente de ar que ele não conseguiu localizar a origem. O cheiro sulfúreo havia desaparecido, mas uma dor de cabeça insuportável quase o enlouquecia, causando vômitos e uma cólica abdominal. Depois de alguns segundos de agonia, seu corpo começou a transpirar como se tivesse em uma sauna romana em cima de brasas vulcânicas. O calor dentro da mina se tornara insuportável, ele tinha conhecimento geológico da região, da origem da caverna, que por ser oriunda de um vulcão extinto ou adormecido por séculos ainda poderia haver resquícios de lavas nas profundezas.
Lancarto não tinha fobia a lugar fechado, mas tinha pavor de morrer queimado por conhecer bem a história de períodos medievais,e isso o apavorava, fazendo-o transpirar ainda mais. Felizmente, minutos depois sua dor de cabeça amenizou, e apesar de não ter esperanças de ser ouvido, ele gritou por socorro tentando chamar atenção, achando que alguém, que não fosse Thomas, pudesse estar tentando localizá-lo na caverna. A corrente de ar o ajudou a recuperar lentamente suas forças, e o único som que respondia aos seus gritos era o som do seu estômago, que roncava pela grande fome que se abatera sobre ele.
segunda-feira, 25 de junho de 2018
BREVE.
domingo, 17 de junho de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
TRECHO DO LIVRO O MENINO QUE QUERIA VOAR.
A vida continuava na sua lentidão costumeira. A sua luta estava apenas começando rumo a um futuro incerto, como um barco na correnteza, sem leme ou vela, ao sabor do vento, sem destino. Dependia da sorte, como voar sem sonhos, sem o poder da sua imaginação tolhida. Para não cair do barco e se perder na correnteza da vida, para não ser levado por sua onda de devastação humana, muito costumeira com os jovens, como todos na naquela situação, perto do perigo poderia simplesmente ser mais uma vítima por falta de opção, de uma perspectiva de vida. Eles não tinham onde se agarrarem, e viviam ao sabor do vento e do cheiro da fumaça da marijuana. Viviam atormentados a caminho do abismo, consumidos por sonhos de prazer. Os incautos Deslumbravam-se com um mar de lama como se fossem rios de mel. Tonavam-se cegos em desatinos encobertos pela sombra da noite: não enxergam o abismo, as armadilhas das sombras. Solitários de alma vazia, perdidos, só o vício governa suas vidas, que de tão breve nada além das sombras terão. No inalar do pó, perdiam o seu ideal de vida e a noção do perigo, encurtando as suas existências. Vida que segue como uma onda no mar sem prancha para surfar. Pegar jacaré era a onda aos domingos no ônibus 616 usina forte Copacabana rumo ao posto seis em Copacabana. Na praia sem prancha o rala peito era pura curtição de pobres e remediados. Na volta pra casa de barriga fazia faziam uma vaquinha para comprar um pão com mortadela na padaria da esquina do morro. Era um manjar dos deuses.
Galeria .DE lembranças de TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
segunda-feira, 11 de junho de 2018
TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO.
A Frente Democrática Revolucionária de Talvegue, como era chamada pelos camponeses, era composta por membros que preferiam a luta armada para estabelecer a democracia. Chacon era pacifista e preferia outros métodos, reivindicava melhores salários para os trabalhadores do campo, que faziam greves nos canaviais, nas usinas de açúcar, reivindicando direitos trabalhistas, direito ao voto e educação para todos os camponeses. Chacon tentava organizar os camponeses em pequenos sindicatos. Ele sempre tinha em mãos uma cópia da Constituição americana, presente do padre Francesco, que era usada como referência às suas ideias democráticas.
Nos anos vinte, esse grupo de camponeses, que não tinha como ideais ideologias marxistas ou comunistas, lutavam contra um governo corrupto e cruel, que os escravizava em benefício dos latifundiários e donos de usinas de açúcar, jazidas de carvão e minérios nobres, como ouro e prata, que eram o carro-chefe da economia local.
O presidente Don Lancarto Aranha governava com mão de ferro esse país de dimensões continentais. Dividia o poder e os dezessete milhões, oitocentos e dezenove mil e cem quilômetros quadrados com seus seguidores, nomeados com títulos de nobreza, negando aos pobres trabalhadores rurais e os nativos o direito à escola ou qualquer direito trabalhista.
Temendo por sua vida, padre Francesco sugeriu que ele mudasse seu nome, para sua sobrevivência e também porque o ajudaria a se infiltrar nas fazendas, aproveitando que sua aparência de maltrapilho e barbudo o ajudaria a se passar por moradores locais, que por motivo religioso cultivavam grandes barbas.
Os paranaenses, moradores daquele vilarejo, apesar de serem descendente de imigrantes europeus, levavam uma vida simples baseada na agricultura familiar; não visavam o lucro nem exploravam a mão de obra escrava, e eram considerados os mais pobres naquela região; eles não tinham conhecimento das lutas e não se envolviam com os revolucionários de San José.
A família passou duas noites se revezando de esconderijo: durante o dia permaneciam na igreja, e à noite dormiam no estábulo. Com a mesma aparência dos locais, eles conseguiriam sair de San Paranhos nas caravanas. Antes de Chacon partir, o padre Francesco tentara convencê-lo a deixar seu filho no mosteiro para que eles cuidassem e o educassem. Chacon relutou por um instante e consultou sua mulher Mercedes, que estava apreensiva e temerosa com a infiltração que teriam que fazer na caravana comandada por inimigos.
A ideia de abandonar o filho lhes cortava o coração. Sem coragem para tomar uma decisão, com a voz embargada e os olhos já lacrimejando, se fecharam para um momento de reflexão. Mercedes pediu a Chacon para pensar por alguns instantes. Agachou-se perto do seu filho e o acariciou. Seu rosto sofrido deixava transparecer a dor desse momento, mas seu instinto de preservação a levava a concorda com o padre Francesco; o medo de perder o filho era maior do que a vontade de tê-lo a seu lado. Aquela mulher tinha consciência do perigo constante, então tomou coragem e disse com a voz embargada a Chacon:
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