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São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

OS USURPADORES.

Enquanto Chacon lutava sabiamente para formar uma consciência em seu povo, San José de Talvegue estava cada vez mais sendo espoliado de suas riquezas por um sistemático processo de concessões fraudulentas instituídas por um clã conquistador e prepotente. Durante séculos de domínio, os nativos foram praticamente dizimados através de tiranias de ocupação e exploração de suas riquezas minerais. Os poucos nativos, que ainda resistiram em outros comarcas, estavam começando a incomodar o governo, elegendo representantes de origem indígena e miscigenados para representá-los na assembleia constituinte do país, esse movimento não poderia ser sufocado como tantos outros que através de séculos foram reprimidos com violência e assassinatos.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

O SEGREDO, A CURA

Ano terráqueo 2045

O mundo passa por grandes turbulências de toda ordem. Desde eventos catastróficos com impactos constantes de meteoros ao descontrole do clima, que causa caos em toda a Terra. Esses eventos vêm causando descontrole na economia mundial e nos Governos sobre a população. Uma nova ordem mundial tomou o controle da economia em todo o planeta, o poder sobre a maioria dos governos e colocou em andamento suas diretrizes políticas de um só sistema e uma só doutrina financeira, que superou o new capitalismo imposto por Wall Street até o início dos anos de 2030 d.C. No inicio da década de quarenta, essa nova ordem, que nada mais é do que uma irmandade, como do século XII d.C, e composta por remanescentes dos legendários Templários dos séculos XI e XII d.C., os quais tiveram muito êxito. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas que mantêm o nome dos Templários vivo até os dias de hoje. Ou como as ordens dos Iluminati, com várias vertentes. No final do século XVIII, teóricos da conspiração reacionários, como um físico escocês e um sacerdote jesuíta francês, começaram a especular que os Illuminati sobreviveram à repressão e tornaram-se os cérebros por trás da Revolução Francesa e do Reino do Terror. Os Illuminati foram acusados de serem déspotas esclarecidos que estavam tentando secretamente orquestrar uma revolução mundial, a fim de globalizar os ideais mais radicais do Iluminismo — o anticlericalismo, a antimonarquia e o antipatriarcalismo.https://www.amazon.com.br › Segre...
O segredo, a cura - Livros na Amazon Brasil- 9788551816738

terça-feira, 23 de junho de 2020

AVENTURA E HISTÓRIA.In memoriam.Dedico este livro a todos os homens e mulheres de bem que, através dos séculos até os dias de hoje, dedicaram-se e ainda se dedicam de corpo e alma a uma causa justa, como pela igualdade dos direitos humanos em defesa dos mais fracos e oprimidos. Uma luta como sabemos inglória, pois muitos deles tiveram suas vidas subtraídas por se oporem a governos tiranos e a uma parte da sociedade injusta e egoísta. Por isso o meu respeito a esses heróis que sacrificaram/sacrificam suas vidas em troca de causas na maioria das vezes perdidas.
INTRODUÇÃO
A HISTÓRIA NOS CONTA QUE...Através dos tempos, nas narrativas de historiadores, revelou-se que vários impérios foram formados por grandes homens de astúcia ímpar e bravura inquestionável. E os responsáveis por descrevê-los através da história os retrataram com uma certa glamorização e talvez elogios exagerados, pois sempre que podiam os enchiam de valores imensuráveis e pareciam orgulhosos em retratar suas façanhas sempre tentando amenizar suas barbaridades destrutivas contra cidades e extermínio de seres humanos. Eles eram endeusados por seus súditos amados, por uma parte do povo de sua etnia e, principalmente, pelos seus felizardos descendentes que eram os prováveis herdeiros ao trono que se enriqueciam com as pilhagens de guerras e invasões, engrandecendo-os. Sabedores dessas façanhas, que duraram por muitos séculos, eles se sentiam uma espécie rara neste planeta e os mais privilegiados dessa espécie humana na face da terra, consideravam-se de sangue “azul” como gostavam de se autodenominar. Mas, por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata. E, consequentemente, impuseram um desterro de vários povos em sua própria pátria. Eles eram vistos como heróis por seus seguidores e considerados bárbaros para outros povos dominados por eles. Esse outro lado, a história não nos conta, mas...por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata.

OS USURPADORES (01 Livro 1) eBook Kindle


sexta-feira, 19 de junho de 2020

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.

Mas o poder paralelo do crime organizado cresce sorrateiramente no submundo sombrio da cidade. Seus chefões, em alguns casos, são vistos como homens de negócios e seus frutíferos e colossais empreendimentos estão diversificados e crescem dispersados por todo lado. Estão camuflados em alguns bairros nas fachadas discretas de boates, bares e prostíbulos de luxo em prédios de sua propriedade, juntamente a clínicas de aborto que rendem milhões e a pequenos cassinos parceiros das máfias local e internacional. São oferecidas noites de orgias animadas por boa dose de drogas ao alcance de todos. Em alguns pontos, inclusive, a prostituição é livre e menores frequentam os locais sem nenhuma restrição nem combate dos órgãos competentes. Percebe-se que a cidade tem um toque de jogos vorazes em suas entranhas, em que a competição tem dono, não tem limites e ao vencedor é resguardado o direito de enriquecer rápido. Vive-se uma roleta russa na qual não é você quem puxa o gatilho. Explosões rotineiras dão o toque de guerra terrorista à cidade e estraçalham caixas eletrônicos, saqueados à luz do dia e nas madrugadas sombrias. Nas ações dos bandidos, civis são feitos reféns e viram escudos para os bandidos em fuga. Na mídia essas cenas banalizadas aparecem por segundos, como sendo reflexos de trailers de gângsteres em cartaz. Constata-se que há uma fonte inesgotável de fornecimento de explosivos e de armas aos bandidos e que também há um lado glamoroso nisso, pois vive-se um clima de grande festa nos bairros Dourado, Azul e Amarelo, onde se desfruta de certa tranquilidade, mesmo que passageira. Nas ruas, por sua vez, a tranquilidade pode ser duradoura nas fortalezas das classes do poder, nos seus carros blindados e pela garantia dada por seguranças particulares. Esse antagonismo demonstra de forma desumana dois extremos vivendo na cidade e tal paradigma determina o modelo conceptual equivocado vivido e fora de controle. Extrapola-se o bom senso e algumas retaliações aos bandidos são proporcionadas, que excedem suas fronteiras e atacam pessoas ilustres em demonstração de força. A consequência é que o véu da beleza que cobre a bela cidade banhada pelo Atlântico Sul e de clima tropical, que contagia a todos que a visitam, às vezes cai. Em contrapartida, verifica-se uma realidade cruel do outro lado da cidade, longe dos holofotes da mídia e do olhar de muitos. Nas periferias do bairro Marrom as mazelas e a violência imperam, mesmo assim, tal como se propaga na mídia, Rio de Rosário ainda é considerada uma das melhores cidades do mundo e é uma cidade caliente e bonita por natureza. Mas a decadência moral e o declínio do poder estão favorecendo os criminosos mais astutos, que diversificam seus ganhos com o crime organizado. A união das forças do mal está ganhando terreno e o poder político local age de forma equivocada, pois estabelece políticas utópicas e proporciona oportunidades aos fora da lei. Os que deveriam zelar pela segurança da cidade estão se abastecendo na fonte inesgotável do submundo do crime e se associam e às vezes comandam as organizações criminosas de maneira sutil. As organizações os enriquecem de modo rápido e assustador para a elite dominante, que os vê cada vez mais próximos e vizinhos de seus condomínios de luxo."
― de "Jogo Sujo: Cidade do Crime"

sábado, 13 de junho de 2020

OS USURPADORES.

TRECHO.
A origem, “1886”. Em mil oitocentos e oitenta e seis o pai de Lancarto, na época com vinte anos, Charles Lancarto, filho de herói de guerra inglês, que lutara na guerra contra a independência dos estados Unidos da América, com uma holandesa, filha de um negociador de escravos nas Américas. Ele explorava minas de ouro no Congo belga, na África, junto com o seu sócio de origem Inglesa, Lorde Thomas York, chamado de “spider” pela sua capacidade de envolver as pessoas nas suas armadilhas. Os dois jovens ajudavam a enriquecer o Rei Leopoldo II que recebera o Congo como possessão pessoal na conferência de Berlim em 1884, um tratado que divide a África entre as potências europeias. Esse reino Africano que na antiguidade pertencera ao povo Bantos, originários da áfrica Oriental. Charles e Lancarto eram considerados fiéis ao Rei da Bélgica, que executava grandes obras em Bruxelas construindo museus e palácios no seu reinado Congo Belga, na cidade de Lubumbashi, perto da fronteira com Zâmbia. Esses dois jovens ambiciosos exploravam minas de diamantes e ouro, caçavam e contrabandeavam peles e animais para quase todas as modernas e belas promissoras cidades da Europa.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

OS USURPADORES. Trecho do livro.

Chacon estudara com afinco a história do continente em que vivia, e se tornara conhecedor de que, no passado, não muito distante, certos clãs foram constituídos por esses aventureiros, que da mesma forma construíram grandes cidades onde quase nada existia, a não ser os povos nativos. ​Então eles transformaram essas aldeias em países, e os povos considerados primitivos como silvícolas. Nômades foram domesticados contra sua vontade, e os que tentavam resistir a essa nova ordem eram considerados transgressores das leis constituídas por eles. Elaboraram uma constituinte sem a participação dos nativos. Por isso,  Chacon, o “pacífico”, reagia contra os opressores e orientava os nativos a resistir e a ir em frente com base nas suas reivindicações e, assim, lutar em buscas de seus direitos. Mas, ao mesmo tempo, Chacon sofria ao vê-los sendo presos ou mortos covardemente por milicianos desse clã, pois se reagiam a opressão, eram denominados como guerrilheiros, baderneiros e eram caçados como bichos. E, quando por sorte escapavam das milícias, eram julgados a revelia e marginalizados. Eles, os usurpadores, eram conhecedores das fraquezas desses povos nativos e sabiamente conseguiram, na sua maioria, catequizá-los, doutriná-los, iludi-los e escravizá-los. Mas Chacon conhecia suas artimanhas, suas pretensões expansionistas e a capacidade de ludibriar esses povos que não tiveram suas terras registradas nas leis que os exploradores criaram para espoliá-los de suas riquezas e terras. Por séculos nunca houve na história desse povo a necessidade de tal lei. Mas esse era o único e verdadeiro objetivo desses novos exploradores, dominar esses povos pacíficos para extinguir suas aspirações. Eles não tinham a plena consciência que já constituíam uma nação, então ficava fácil para esses usurpadores os ludibriar e com seu poderio bélico ir impondo um revés a eles, tornando-se os únicos donos dessas terras. ​Chacon dizia a seus seguidores que a única forma de combatê-los era juntar esforços, pois teriam que conhecê-los melhor para só assim poderem reescrever a história. E para ele esse momento obscuro da história que se vive o remete ao passado distante. Estava consciente que de alguma forma esses aventureiros nos faz querer decifrar seus segredos, seus códigos de conduta, sua irmandade obscura com seus segredos fechados a sete chaves, protegendo-os de relatos de seus falsos feitos heroicos.

domingo, 7 de junho de 2020

OS USURPADORES.

TRECHOS DO LIVRO.

SÉCULO XVIII  D.C. 
​Depois do domínio do novo mundo pelos exploradores do século XlV, que ocasionaram outro extermínio em massa dos povos nativos dessa região e, consequentemente, provocaram um declínio extraordinário de toda a ordem em sua população. Talvez, para sorte dos poucos sobreviventes, eles só não exterminaram toda a sua população por necessitarem dessa mão de obra escravizada para sua expansão urbana. Por mais alguns séculos, eles mantiveram esse regime imperialista na exploração desses territórios. Algum tempo depois, vários levantes dos líderes dos nativos desencadearam lutas sangrentas. E alguns remanescentes dos exploradores, por compaixão ou por serem miscigenados, mudaram de lado e ajudaram os nativos a expulsar esses exploradores de alguma região e retomaram seu território com a ajuda desses novos libertadores, que já se consideravam também donos de uma parte desse território. Eles passaram a renegar suas origens, pois já estavam na segunda geração e haviam constituído famílias, gerando uma população miscigenada. ​Conhecido pelos nativos em San José de Talvegue como Chacon, o “pacífico”, e odiado por seu opositor, Don Lancarto, que era obcecado por sua captura, o líder dos camponeses de San José de Talvegue, no final do século XVlll, alertava o povo nativo de sua região em seus discursos de esclarecimentos aos menos instruídos sobre seus direitos, deveres e valores ancestrais, mais especificamente, seus direitos legais e históricos sobre as terras em que viviam. Ele lutava por direitos para esse povo nativo que vivia pacificamente e desconhecia a sua força. Há séculos eles foram excluídos de seus direitos à cidadania por serem descendentes dos nativos que habitavam essas terras há milhares de anos e eram vítimas de um desterro em sua própria pátria. Eles desconheciam que possuíam um legado, uma história milenar sobre aquele solo


JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle. 

domingo, 31 de maio de 2020

MEUS PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS.

Os USURPADORES.

INTRODUÇÃO.
 A HISTÓRIA NOS CONTA QUE... ​Através dos tempos, nas narrativas de historiadores, revelou-se que vários  impérios foram formados por grandes homens de astúcia ímpar e bravura inquestionável. E os responsáveis por descrevê-los através da história os retrataram  com uma certa glamorização e talvez elogios exagerados, pois sempre que podiam os enchiam de valores imensuráveis e pareciam orgulhosos em retratar suas façanhas sempre tentando amenizar suas barbaridades destrutivas contra cidades e extermínio de seres humanos. Eles eram endeusados por seus súditos amados, por uma parte do povo de sua etnia e, principalmente, pelos seus felizardos descendentes que eram os prováveis herdeiros ao trono que se enriqueciam com as pilhagens de guerras e invasões, engrandecendo-os. Sabedores dessas façanhas, que duraram por muitos séculos, eles se sentiam uma espécie rara neste planeta e os mais  privilegiados dessa espécie humana na face da terra, consideravam-se de sangue “azul” como gostavam de se autodenominar. ​Mas, por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata. E, consequentemente, impuseram um desterro de vários povos em sua própria pátria. Eles eram vistos como heróis por seus seguidores e considerados bárbaros para outros povos dominados por eles. Esse outro lado, a história não nos conta, mas... ​Há escondido nas ampulhetas do tempo, em fragmentos ou em lendas e no universo verbal de certos povos, a constatação que heróis também existiram entre eles,  no continente chamado novo mundo, no período em que foram dominados pelos temerosos e denominados exploradores e conquistadores desse novo mundo, que na realidade não passavam de meros conquistadores, esses ardilosos “usurpadores”.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.

TRECHO DO LIVRO.
No Cassino da Urca, o show só estava começando e a noite seria longa e misteriosa. Na plateia repleta de personalidades, havia uma grande expectativa para a abertura desse show. As estrelas do espetáculo de estreia eram uma dupla internacional desconhecida do público brasileiro. Uma cantora russa e um pianista da mesma nacionalidade fariam pela primeira vez um show no Brasil, cantando músicas de Frank Sinatra, algo inusitado nessa apresentação, em virtude da Guerra Fria que rondava o mundo na disputa entre os dois países. Talvez por isso o show despertasse tanto interesse de curiosos e fãs do grande Frank Sinatra. A não ser por uma única figura presente nessa noite, que discretamente, sentado no bar, não desgrudava os olhos da cantora que não só atraia a atenção por sua bela voz, mas, também, por sua beleza e sensualidade. Ao piano, os primeiros acordes em homenagem aos dois maiores ícones da bossa nova, considerada como o movimento revolucionário da música brasileira do século, que tem como ícones, além de outros percussores famosos, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A música escolhida pelo pianista era uma das mais tocadas naquele momento: – Eu sei que vou te amar... Após esse breve concerto, o pianista, que soube agradar os presentes no show, escolhendo essa bela música, levantou-se, agradeceu os aplausos educadamente e retornou ao seu lugar.

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 87-90). UNKNOWN. Edição do Kindle.

Costa, JOÃO. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. (01) (Locais do Kindle 80-87). UNKNOWN. Edição do Kindle. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Book Trailer JOGO SUJO



Os reformistas do governo achavam, nos seus sonhos quiméricos, que, com passar do tempo, apagariam da memória das pessoas as suas referências ao passado. Pensavam as autoridades que sua ideia mirabolante daria mais visibilidade à Cidade das Cores, tal como eles passaram a chamá-la. Pensavam que a mudança transformaria a cidade na meca do turismo, ao mesmo tempo em que uma cidade dos cosmopolitas modernos estaria nascendo. Mas o que se via, lamentavelmente, eram os altos índices de corrupção e de criminalidade ali existentes, retroalimentados pela criminalidade que aumentava seu raio de poder. Os criminosos já estavam inseridos no Judiciário, na política e dominavam boa parte da polícia de modo geral. Como uma praga, tomavam conta da cidade em alta velocidade e já contaminavam até o bairro Azul, e se aproximavam da classe dominante através dos novos riscos oriundos da corrupção. A riqueza oriunda da corrupção era fácil de ser detectada, pois pertencia a parentes de políticos e a fornecedores do Estado. Surgiam após as grandes obras que sempre superfaturadas e por meio de testas de ferro e também das máfias oriundas da Europa e da Ásia, que chegavam à cidade disfarçadas como investidores e aqui promoviam a lavagem do dinheiro do narcotráfico e do contrabando de armas – as quais entravam na cidade pelo cais abandonado e pelas estradas mal policiadas. Os mafiosos compravam mansões, montavam escritórios de fachada e bares e boates no bairro Dourado, depois investiam nos bancos multinacionais que não eram investigados para que o fluxo de capitais na Bolsa de Valores de Rio de Rosário corresse tranquilo.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 490-494). Ponto Vital. Edição do Kindle.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 482-490). Ponto Vital. Edição do Kindle.

domingo, 24 de maio de 2020

OS USURPADORES.

TÍTULO OS USURPADORES .
In memoriam.
Dedico este livro a todos os homens e mulheres de bem que, através dos séculos até os dias de hoje, dedicaram-se e ainda se dedicam de corpo e alma a uma causa justa, como pela igualdade dos direitos humanos em defesa dos mais fracos e oprimidos. Uma luta como sabemos inglória, pois muitos deles tiveram suas vidas subtraídas por se oporem a governos tiranos e a uma parte da sociedade injusta e egoísta. Por isso o meu respeito a esses heróis que sacrificaram/sacrificam suas vidas em troca de causas na maioria das vezes perdidas.  INTRODUÇÃO A HISTÓRIA NOS CONTA QUE... 
​Através dos tempos, nas narrativas de historiadores, revelou-se que vários  impérios foram formados por grandes homens de astúcia ímpar e bravura inquestionável. E os responsáveis por descrevê-los através da história os retrataram  com uma certa glamorização e talvez elogios exagerados, pois sempre que podiam os enchiam de valores imensuráveis e pareciam orgulhosos em retratar suas façanhas sempre tentando amenizar suas barbaridades destrutivas contra cidades e extermínio de seres humanos. Eles eram endeusados por seus súditos amados, por uma parte do povo de sua etnia e, principalmente, pelos seus felizardos descendentes que eram os prováveis herdeiros ao trono que se enriqueciam com as pilhagens de guerras e invasões, engrandecendo-os. Sabedores dessas façanhas, que duraram por muitos séculos, eles se sentiam uma espécie rara neste planeta e os mais  privilegiados dessa espécie humana na face da terra, consideravam-se de sangue “azul” como gostavam de se autodenominar. ​Mas, por trás dessa suposta grandeza, hoje sabemos que não passavam de conquistadores sanguinários que, por séculos, criaram diversos clãs de várias origens, e dominaram vários continentes, depondo reis e rainhas de seus tronos, seguindo impondo um regime cruel, nefasto, exterminador e escravocrata. E, consequentemente, impuseram um desterro de vários povos em sua própria pátria. Eles eram vistos como heróis por seus seguidores e considerados bárbaros para outros povos dominados por eles. Esse outro lado, a história não nos conta, mas... ​Há escondido nas ampulhetas do tempo, em fragmentos ou em lendas e no universo verbal de certos povos, a constatação que heróis também existiram entre eles,  no continente chamado novo mundo, no período em que foram dominados pelos temerosos e denominados exploradores e conquistadores desse novo mundo, que na realidade não passavam de meros conquistadores, esses ardilosos “usurpadores”. CAPÍTULO UM SÉCULO XVIII  D.C.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle. 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

OS USURPADORES.

À tarde, Lancarto e seu sócio, Lorde Thomas Spider, resolvem voltar à caverna, dessa vez estão sós. Após uma hora de caminhada alcançam o desfiladeiro que dá acesso ao pé da montanha, sem parar para descansar eles alcançam o topo da montanha onde se localiza a caverna em quarenta minutos. Na entrada da caverna param e olham ao redor para se certificarem que não foram seguidos, adentram a caverna e começam a se aprofundar sozinhos na nova exploração de outro corredor. Deslumbrados com a possibilidade de nova descoberta penetram cada vez mais na sombria e rica caverna. À medida que visualizavam as belezas naturais da caverna ficaram fascinados com as paredes em quartzo e a estalagmite no chão da caverna que de um branco sem igual os deixavam atônitos, não perceberam que havia inúmeras aranhas habitando no teto da caverna e se aglutinavam em posição de defesa. Depois de caminharem mais alguns minutos, o cabo de uma das ferramentas que Thomas carregava nas costas esbarrou em uma das teias da aranha criando um despertar entre elas, uma das aranhas de cor marrom cai sobre o pescoço de Charles Lancarto, ele se assusta com o contato em seu pescoço, na tentativa de removê-la Lancarto a aperta com força contra seu pescoço, a picada da aranha lhe causa um edema instantâneo na altura da medula espinhal, o veneno injetado pela aranha causa subitamente a paralisação de seus movimentos e em segundos ele cai desfalecido, seu sócio inicialmente tenta socorrê-lo, mas percebe que seria um fardo pesado carregar um homem de quase dois metros até a saída da caverna que era íngreme. Por alguns minutos ele observa o corpo de Charles inerte e a sua mercê

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle.

domingo, 10 de maio de 2020

MEU PENSAR , CONTOS PROSAS E POEMAS.

A VERTENTE DO AMOR.
 O amor é o sentimento supremo do bem querer. É o amor o arrebatador do sentimento maior que se pode ter, e o poder que segue transformando tudo em luz de um novo amanhecer. O amor é o devaneio na razão de viver. Amor, e a força que emerge das profundezas do desconhecido desejo do querer, sem tempo ou hora para nascer. Amor é como a razão sem razão, e não necessita da compaixão para o perdão. Surge ao acaso sem escolhas de corações. Amor é um sentimento sem religião, sem etnias, sem escolhas da cor da pele. O amor nasce desprovido de valores monetários. Amor é o sentimento incontrolável de um encontro ao acaso com a alegria do querer viver emoções e turbinar corações e elevar a capacidade de sentir sensações, afeição e admiração. O amor tem o poder de transformar desencontros em momentos de harmonia. Amor transforma as noites turbulentas em momentos de calmaria, e determina um momento de aperto em sintonia. Amor, o remédio da cura do amargor e da agonia que se transforma como um passe de mágica em esplendor e euforia. Amor, um passo rumo ao céu, embalando promessas de felicidades eternas. Amor é a magia do coração que supre as necessidades da razão. E compensa qualquer vazio da existência humana ou não. O amor é o poder oculto que segue aflorando virtudes nos mais insensíveis. Ao mais desprezível ser, que abra seu coração a ele, o amor.

Manoel da Costa Junior, João. MEU PENSAR: CONTOS PROSAS POEMAS (01) (Locais do Kindle 605-618). Edição do Kindle. 

sábado, 9 de maio de 2020

MEU PENSAR CONTOS PROSAS E POEMAS.

A fonte do pensar poético é, provavelmente, uma essência transcendental que erradia, e que por isso já vem iluminada de uma nascente inesgotável de sublimes palavras que abastece nossos cérebros, e o desperta com essas ideias que são os nossos anseios. 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

ACASO DO DESTINO CAUSA E EFEITO

TRECHO
 DO LIVRO

https://loja.editoraalbatroz.com.br/acaso-do-destino

ACASO DO DESTINO.
TRECHOS.
Maria não esboçou nenhuma reação, pois essa não era a primeira vez que ele a abordava com um beijo e que a deixava encabulada, mas, ao mesmo tempo, ligeiramente deslumbrada, pois tinha lá no fundo certa admiração pelo patrão, que era no seu íntimo o homem dos seus sonhos, mas tinha a consciência de que era um sonho impossível. Ele quase sempre se aproximava da jovem criada com muitos elogios à sua beleza. Maria é uma bela jovem de origem amazonense, de pele morena, cabelos negros e olhos castanhos bem claros, quase esverdeados, fruto da sua miscigenação, pois sua mãe é de origem indígena e seu pai era europeu. E ela era fruto desse breve relacionamento da sua mãe com um engenheiro de uma empresa estrangeira que explorava a extração de matéria-prima para borracha. Maria não chegou a conhecê-lo. E essa sua beleza incomum começou a se revelar muito cedo, o que despertou essa cobiça do seu patrão por ela, que, por ser muito jovem e Ingênua, não sabia dimensionar o risco que corria atraindo os olhares maldosos dos homens.Marcos tinha A aproximadamente 35 anos, era casado com a filha de um General do Exército de nome Hortência. Ele era bem-sucedido como empresário, com bons relacionamentos nas altas esferas do governo, mas nutria certo fascínio por suas empregadas,

CONTOS PROSAS E POEMA 02

TRECHOS DO LIVRO.

IRONIAS DO TEMPO .
Quando jovem, tempos outros, pensamos ter todo tempo do mundo para viver, aprender e questionar tudo a nossa volta, mas, nada ainda a dizer. E, quando nos tornamos mais maduros e bem mais velhos, depois de acumular um longo aprendizado com nossas conquistas profissionais e com alguns conhecimentos, nos sentimos prontos para um entendimento melhor do mundo e sobre as pessoas. Portanto, pensamos ser melhor preparados e mais racionais. Então, passamos a acreditar naquilo que nos tornamos. E,  achamos que nos transformamos em pessoas mais sábias. E é quando chegamos à conclusão que temos muito a dizer. E, acreditamos que temos muito para dizer. Mas, percebemos que há muito muito pouco tempo para dizer tudo que queríamos dizer. Então num piscar de olhos, foi-se o tempo. E, talvez, o melhor do muito que tínhamos pra dizer, ficou pra trás.
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COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle. 
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VIDA DE UM ERRANTE.
 Ele segue trôpego, cambaleante como todos seres de vida, errante. Seus olhos lacrimejantes só fitam o infinito, seu destino distante. E, seus pés descalços desafiam em passos lentos, pedras pontiagudas no caminho, que dilacera seus pés descalços, e eles sangram manchando suas pegadas de descaminhos. Ele vagueia sem rumo entregue a própria sorte. E, a vida rumo a morte de um errante. Nuvens escuras cobrem seu horizonte. Noites de amarguras são o seu cobertor. Sem esperança ele segue em desatino. De corpo franzino como um frágil menino sem forças, sem esperança para erguer-se. E, na escuridão da noite sobre sua cabeça, as estrelas no céu brilham  distante, e sem que ele perceba se apagam ao amanhecer,  como sua lucidez que finda, a vida e, determina a sorte, de um errante.



COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle. 

COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

OS USURPADORES.

TRECHOS DO LIVRO
                                                                                                        Um pouco antes desse encontro acidental com o menino Venâncio Lancarto estava transpirando após ter preparado os obstáculos para seu treino matinal, ele secou o suor do rosto com um fino lenço de linho branco. O jovem Lancarto gostava de preparar os obstáculos para o seu cavalo saltar na bela pista da fazenda onde ele treinava quase todos os dias para uma prova de hipismo que ocorreria no suntuoso hipódromo construído por seu pai, Don Lancarto.  ​O jovem Lancarto monta seu cavalo árabe de cor negra de nome Spider. Estava trajando uma roupa impecável de montaria na cor vermelha, tudo que fascinava o pequeno Venâncio era este contraste, entre seu mundo real e o fascinante mundo de Lancarto, pintado de cores fortes e de forma linear. Lancarto aqueceu o cavalo dando uma volta em toda pista, em seguida, ele posicionou para o salto a vinte metros do primeiro obstáculo. Imprimiu uma corrida com o intuito de saltar sobre o mesmo. É neste instante que Venâncio surge repentinamente a sua frente assustando o animal, Lancarto só percebeu um vulto e puxou a rédea para não atropelar o pequeno Venâncio. O cavalo inclinou-se levantando as patas, que passaram raspando a cabeça de Venâncio que caia de costas na pista, Lancarto perdeu o controle do animal e caiu da montaria, por sorte sua mão direita ficou presa à rédea, evitando que seu corpo fosse para debaixo do cavalo, seus pés não chegaram a tocar o chão, o jovem Lancarto não soltara as rédeas e com habilidade de um cavalheiro conseguiu dominar o animal. Venâncio tentou fugir, mas cercado por Lancarto que levantara rápido junto ao cavalo com o impulso montou de novo o animal que se colocara de frente a Venâncio antes que ele ficasse de pé, impedindo sua fuga.

JUNIOR, JOÃO MANOEL. OS USURPADORES (01) . Edição do Kindle. 

quinta-feira, 30 de abril de 2020

ACASO DO DESTINO. Editora Albatroz ,selo Saramago

Estado da Guanabara.  1963. Três meses antes No bairro de Santa Tereza, uma jovem  empregada  doméstica de nome Maria acorda muito cedo para cumprir com suas rotinas do trabalho.  Ela é  uma jovem de  16 anos presumíveis, pele morena, tem cabelos longos  e pretos. Vive  e trabalha para uma família de classe alta no estado da Guanabara no bairro de  Santa Tereza, já faz alguns anos,  e,  como preestabelecido, tem hora  para  começar  suas tarefas, mas não há  hora  para  terminá--las,  pois  é  sua função  rotineira naquela mansão a arrumação dos seus oito quartos.  Nesse dia estava dez minutos atrasada,  então, nem bem  acabou de tomar  seu café da  manhã,  subiu as  escadarias para  o segundo andar carregando espanador,  aspirador  de pó e um jogo  de  lençóis  rosa com brocados  brancos  importados  da França para trocar como diariamente fazia,  mesmo que  a patroa estivesse viajando,  como era o caso.  E ela era  a única das  empregadas  destinada  a  essa tarefa,  por  recomendação da  patroa,  que a considerava  muito caprichosa e apta  para  a  arrumação  no quarto do casal.  Era uma terça-feira,  11h30,  do mês de agosto,  a sua patroa de nome Hortência estava viajando para  visitar sua família no Rio Grande do sul,  pois sua mãe era separada do seu  pai,  um Coronel do Exército que  agora morava no estado do Pará  e  tinha entrado para  a política ao se casar  de novo com uma  das filhas de uma importante família de políticos que mandavam no estado. Ele já estava separado da sua mãe havia um bom tempo e seus negócios ampliaram  depois desse casamento.  Ele estava  na  exploração do garimpo no Pará  e havia se tornado secretário de segurança,  não tinha  filhos desse novo casamento  e a  esposa era  bem mais  jovem que ele. Hortência embarcara para o sul nesse mesmo dia  às seis da manhã, depois  que  recebera um telefonema de  uma tia, avisando-a que sua mãe estava  muito doente e seu estado era grave.  Então, ela viajou apressadamente,  pegando o primeiro voo da manhã 

sábado, 25 de abril de 2020

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.

TRECHOS DO LIVRO.
JOGO SUJO CIDADE DO CRIME.
O delegado Malone, em suas reflexões filosóficas, analisava e reavaliava os conceitos e se sentia bem fazendo o exame da situação que o envolvia diretamente, pois estava servindo o Estado. Fazer críticas para si mesmo o mantinha sempre alerta, já que se sentia num beco sem saída. Para ele, o sistema já estava dominado de forma diabólica e se assemelhava a uma irmandade. Ele sabia do perigo à sua volta e pensava sobre a sorte da população diante disso e, como ainda não havia união plena entre os membros da irmandade – em razão de desavenças internas e lutas mais pelo dinheiro do que pelo poder –, isso representava pontos aos demais. Malone sentia que pisava em terreno minado quando circulava pelos corredores da Palácio da Justiça e percebia os olhares desconfiados de quase todos os que cruzavam seu caminho. Malone pensava com seus botões: “Será que um dia isso terá fim? Será que o poder público chegou ao fundo do poço? Será que os promotores se eximem da culpa e perderam a liberdade de atuação ou se acovardam? Será que os juízes perderam a força para aplicar com braço forte o peso das sentenças e perderam o juízo da gravidade da situação? Será que um dia haverá Justiça digna e de confiança da qual possamos nos orgulhar? Será que um dia teremos governantes que usarão o dinheiro público de forma honesta?”.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 498-504). Ponto Vital. Edição do Kindle.
MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 494-498). Ponto Vital. Edição do Kindle.

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME

 LIVRO  FÍSICO



 E-BOOK 
TRECHOS DO LIVRO.

Paris, ano 2025 Na Europa, há muitos dias longe do caos urbano de Rio de Rosário, Malone e Olga usufruíam do seu último dia de férias. A manhã agradável, o clima perfeito e o céu salpicado com poucas nuvens e de um azul-turquesa ao fundo são uma aquarela a valorizar a paisagem e um convite para se envolver e desfrutar da manhã. A temperatura de 15 ° C anima o casal, que acorda cedo para aproveitar o penúltimo dia de férias na Cidade Luz. Haviam deixado para esse dia o passeio que consideravam mais relevante. O clima cooperava para a maratona cultural programada, já que era uma estação perfeita para quem está de férias num país visto como símbolo da democracia no mundo. O casal toma café no Pax Hotel e eles conversam bastante, enquanto fazem a degustação do Pan au Chocolat. Olga diz:
– Malone, meu querido, sempre que está em Paris você acorda disposto e está com uma cara de felicidade esta manhã! Parece que há uma energia boa emanando de você. Não vai me dizer que tudo isso é fruto da nossa noite de amor ou é só o passeio que está mexendo com você? – Sabe, Olga, você tem sempre razão. Os anos passam e tanto você quanto Paris ainda me revigoram e me enchem de amor e desejo – respondeu Malone. Depois, com um sorriso e um beijo na face delicada da esposa, Malone completa dizendo: – Você adora Paris, Olga, e eu adoro você! Também vejo que você está mais saltitante e até parece uma bailarina do Bolshoi! – Continue massageando o meu ego, quem sabe eu não o retribua mais tarde – insinuou-se Olga. Prosseguindo, continuou ela: – Mas como não gostar, meu Don Juan? O clima desta cidade faz cócegas também no seu ego e você fica parecendo um adolescente com toda essa energia que chega a me assustar. Te pergunto: como evitar todo esse clima afrodisíaco se aqui se come bem, se respira democracia, o ar está impregnado de cultura, há museus por toda parte, o passado está presente e o futuro se concretiza dia após dia? A violência não está presente no cotidiano desta cidade nem a corrupção não se estabelece como meio de enriquecimento ilícito. Tudo isso nos deixa com certa leveza no ser e você segue sem suas paranoias e desligado das preocupações rotineiras.

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 192-196). Ponto Vital. Edição do Kindle. 

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 184-192). Ponto Vital. Edição do Kindle. 

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 177-184). Ponto Vital. Edição do Kindle. 

quinta-feira, 23 de abril de 2020

O SEGREDO, A CURA

TRECHOS.

Depois que a terra entrou em transe, há algumas décadas, as mudanças repentinas também se deram no meio cientifico e da arqueologia. O poder de decisão mudava de mãos, os interesses passaram de uma esfera para outra, mais sombria, e tudo isso porque não mais se explorava sem o consentimento dessa organização, o que era muito estranho para Jordan. Parecia que os interesses pela doutrina científica estavam mudando com a entrada de grupos de interesses diversos nessa área da ciência. Um dos motivos era bem aparente e menos científico. Um só sistema, um só governo estava em marcha.

Era exatamente nessa hora que seu amigo Sanches gostava de lembrar ao seu amigo ateu, Jordan, de uma passagem apocalíptica que ele citava quando conversavam sobre esses eventos. Ele dizia:
Não temas, amigo, mas presta atenção ao que te digo. Os sinais estão bem a nossa frente, e o que está escrito começa a se desenhar. Essas palavras parecem querer se confirmar. Ouça com atenção. E veja essas ocorrências pelo mundo se repetindo cada vez com mais frequência.

Resultados da pesquisa