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São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME

Depois de restabelecida a ordem em alguns morros os moradores estavam sendo tratados quase como cidadão rio-rosarianos, mas havia um preço a pagar e eles tiveram de saldá-lo mediante serviços antes subsidiados e gratuitos. Impostos que nunca foram cobrados, por exemplo, passaram a ser. E os moradores que não conseguiam pagá-los tinham, com o tempo, seu imóvel penhorado pela prefeitura. Isso fez com que o custo de vida ficasse muito elevado, levando os moradores ao desespero. Como suas rendas não aumentavam, eles passaram a vender seus imóveis para investidores obscuros e isso deu chance ao governo de praticar seu plano de remoção. Alguma oferta irrecusável era feita então aos moradores, que, além dos impostos, também estavam endividados por serviços como os de internet, banda larga e tevê a cabo. E, com outra de suas ideias utópicas, o governo lançou títulos de capitalização com o intuito de angariar fundos e financiou a expansão imobiliária. Foram feitas ofertas de compra de casas a preços três vezes acima do valor de mercado mais o perdão das dívidas em troca de apartamentos no bairro Marrom. Os moradores não resistiram à oferta tentadora e a aceitaram, já que, além de ganharem um bom apartamento, eles ficariam, como prometia o governo, com algum dinheiro na mão. Contudo, por trás da oferta tentadora estava a máfia disfarçada de investidores imobiliários de grupos estrangeiros. O governo dava seu aval a esses grupos e fingia desconhecer a origem do dinheiro, pois ganharia muito com os impostos depois que os morros da zona sul fossem transformados em condomínios de luxo. Aos favelados o governo prometia casas no bairro Marrom, para onde o tráfico já

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 414-426). Ponto Vital. Edição do Kindle.
havia se transferido quando os morros foram pacificados. O delegado achava que essa política de construção de moradias aglomeradas não resolvia o problema, pois o governo juntara os moradores ao tráfico outra vez e demonstrava a sua incapacidade de planejamento. Quando se tratava de política social, pensava, o joio não se separa do trigo. A educação de nível transformador não era prioridade, uma vez que só se ensinava o básico. A inclusão social se dava através de programas de conteúdo primário e não visava a ganhos futuros na área do conhecimento de nível superior. Para um Estado que pretendesse sair do atraso nessas áreas, a transformação por investimentos em conhecimento e domínio da tecnologia e da cultura estava aquém do esperado. Foi assim que os jovens moradores não foram incluídos em nenhum programa de desenvolvimento educacional de grande porte e voltaram a roubar celulares e a vendê-los nos novos camelódromos do bairro Marrom, onde não eram incomodados por negociarem suas mercadorias. Afinal, eles estavam longe do centro de Rio de Rosário e não interferiam no comércio da classe média. Ser reféns do tráfico virou rotina para esses jovens. Os traficantes se sentiam menos incomodados e continuavam abastecendo com drogas de toda espécie as classes alta e média da cidade. Aos pobres viciados em drogas só restava o crack, a subdroga que matava cada vez mais rápido em todo o país. O crack não dava muito trabalho ao governo e este considerava um caso perdido investir recursos em prol da recuperação das vítimas do tráfico.

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 426-437). Ponto Vital. Edição do Kindle. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

BREVE. UM SILICONE ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. A história do primeiro Sherlock Holmes Brasileiro envolvido em uma trama de assainato e espionagem internacional. O QUE seria trágico se não fosse cômico.

O per­so­nagem cen­tral é um de­te­tive com um vasto cur­rí­culo em elu­ci­da­ções de crimes e aban­do­nado pela mu­lher que não aguen­tava mais a sua vida de boêmio. Per­tur­bado pela se­pa­ração, ele cir­cula pela noite em busca de emo­ções, das noites ca­ri­ocas dos in­fer­ni­nhos da Lapa de­ca­dente. Reduto  da Ma­dame Satã.

TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO

O tempo passava lentamente na fazenda dos Lancartos; era como se a Terra tivesse parado de girar para os boias-frias. Todos tinham o aspecto de famintos e desnutridos, as poucas horas de descanso e as péssimas alimentações que lhes eram servidas os debilitavam e os transformavam em seres submissos ao patrão; estavam sem forças para reagir. Por mais que Chacon trabalhasse, ele e a sua mulher não viam como sair daquela situação. Se o país não mudasse de direção com urgência, nada mais seria acrescentado às suas vidas, jamais conseguiriam quitar suas despesas com alimentação. Suas roupas eram como de presidiários em campo de concentração, e cada vez mais ficava devendo ao patrão criando assim uma divida impagável, assim como os outros trabalhadores.
Os capatazes da fazenda os vigiavam dia e noite, como se fossem prisioneiros de guerra. Chacon, usando o codinome José, mantinha acesa sua chama de desejo da liberdade. Nos encontros na igreja, semestralmente, mantinha contato com as forças de oposição, ou nas festas do padroeiro do país, quando eram organizados em grupos pelos capatazes, colocados em carroças e levados em caravanas à cidade por duas horas para ouvir o discurso de Don Lancarto e tirar fotos para o seu jornal. Essas fotos eram publicadas na primeira página, como se o povo apoiasse seu governo e fosse feliz. Outros encontros com os opositores também se dava nas duas missas anuais que lhes eram permitidas pelo patrão, onde se dava o encontro com o padre Francesco, que os comunicava das mudanças ocorridas no país.
Chacon escrevia trechos dos folhetos, que se propunham a levantar o ânimo do povo, que eram entregues ao padre Francesco clandestinamente, deixados debaixo dos bancos da igreja para serem recolhidos após as missas. Chacon começava os textos lembrando o povo de San José, para manter acessa a esperança de dias melhores, e convocando o povo a resistir ao clã. Os textos eram impressos pelo padre durante a noite, colados em bancos da praça, em prédios públicos, divulgando que Chacon estava vivo e ativo. Levados pelo padre Francesco escondidos dentro de livros da igreja, os panfletos eram distribuídos por todo o país, pedindo apoio à causa.
Os anos passaram, e Venâncio se tornara um jovem forte. Apesar do pouco estudo que tivera, se mostrava inteligente, era simpático e extrovertido e mantinha o bom relacionamento com a família Lancarto Aranha. Ele estava absorvendo e se desenvolvendo com os conceitos ideológicos absorvidos pela convivência com a família Lancarto, o que deixava o seu pai receoso e preocupado com o futuro e a segurança. Chacon começava a achar que seu próprio filho poderia estar se transformando em um inimigo ideológico, e não confiava conversar certos assuntos na sua frente com Mercedes; isso se tornara perigoso. Chacon se limitava a conversar assuntos corriqueiros, não abordando nada que se referisse ao movimento, e mesmo quando Venâncio se mostrava interessado, ele desconversava. Para Chacon, seu filho fora abduzido por algo fora do seu controle, já estava possuído, e havia o real perigo naquela amizade que seu filho desenvolvia com o patrão e principalmente com seu filho, cinco anos mais velho do que ele. Os dois cresciam juntos na casa da fazenda.
Venâncio se tornara o auxiliar direto de Lancarto, que o ensinara a montar e a cuidar dos animais. Lancarto estudava fora da fazenda, pois seu pai construíra um colégio somente para estrangeiros de origem inglesa na capital de San José de Talvegue. Os finais de semana ele passava na fazenda.
Os pais de Venâncio continuavam prisioneiros, sem opção de fuga. O país estava dominado pelo clã que mantinha o regime de terror. O fato de viverem na casa comunitária com outros trabalhadores rurais deixava Venâncio revoltado e sempre culpava os pais pela situação. Mas Chacon, percebendo que ele não poderia mais escolher seu próprio futuro, conversava diariamente com ele, aconselhando a nunca comentar o seu passado, muito menos o da família, pois isso colocaria seu futuro e a vida da família em risco. Eles sabiam que a família Lancarto continuava financiando o extermínio da luta armada opositora do regime governamental implantada por eles por todo o continente.
Don Lancarto agora contava com o apoio de grupos externos disfarçados de empresários interessados nas riquezas minerais. Chacon e Mercedes sofriam calados, percebendo nitidamente que seu filho havia crescido com outra visão do seu país. Venâncio reverenciava com frequência a família Lancarto, não se importando com suas conquistas sanguinárias.
Em um domingo, dia primeiro de maio de 1936, Chacon descansava na sombra da soleira da casa comunitária, enquanto sua mulher costurava um remendo em sua camisa de trabalho. Há mais de um ano eles não recebiam uma peça nova de roupa, e esse era o quarto remendo feito na mesma camisa.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Trecho do livro JOGO SUJO CIDADE DO CRIME DO CRIME

Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. - "As investigações para prender o chefe da quadrilha de roubos a obras de arte estava deixando o delegado de cabelo em pé. Quanto mais Malone investigava, mais ele descobria pessoas importantes dentro do esquema. Até os agentes da companhia de seguros estavam no esquema que rendia milhões para a quadrilha. No mais, havia um esquema criminoso bem estruturado e difícil de penetrar e tudo isso estava tirando o sono do delegado. Antes de começar a trabalhar o delegado Malone sempre gosta de tomar cafezinho, o qual está, quase sempre, frio. Folhear o jornal também faz parte do seu ritual matinal, para saber como anda a cidade e principalmente no que diz respeito às ações do governo na área da segurança. O delegado gosta especialmente dos cadernos de eventos culturais e o de economia, pois seu círculo de amizades é formado por intelectuais amigos da sua esposa. A diretora do Museu de Arte Contemporânea da cidade de Rio de Rosário felizmente não havia registrado nenhum roubo, isso talvez pelos valores baixos das obras que não despertavam o interesse da quadrilha criminosa. Malone aprecia a leitura de matérias sobre as ações do governo no âmbito social, o que, para ele, é um termômetro que aponta para onde está indo a sua cidade: se para o céu ou para o inferno. Rio de Rosário é uma cidade turística cuja característica principal é o legado cultural deixado pelo seu passado de capital do país há mais de quinhentos anos, com belos museus, teatros e bons hotéis. Além da renda advinda do turismo, a cidade estava tentando ser a maior exportadora de rosas do hemisfério sul, tendo tal produto sido inserido havia pouco tempo na política e floricultura do Estado. Também havia certa euforia, nos meios de comunicação, para se melhorar a segurança pública. Depois de longos anos investindo na compra de tecnologias para combater o narcotráfico, o uso da força ainda era o carro-chefe do governo, causando um clima de guerra na cidade e aumentando o índice de mortes entre civis e policiais. Os confrontos não tinham hora para acontecer, se davam à luz do dia e assustavam a população de madrugada. Mesmo com inúmeros confrontos, o número de traficantes presos era ridículo e a maioria se evadia antes de a polícia chegar. Geralmente eram avisados antes das operações acontecerem e isso deixava uma pergunta no ar: o governo realmente queria reduzir o tráfico de drogas ou simplesmente queria os traficantes habitando outro lugar, longe dos olhares da classe média, da elite e da mídia? A mídia, tendenciosa, recebia alto valor investido pelo Estado em propagandas de sua autopromoção e não dispensava esse valor mesmo que estivesse fazendo falta a hospitais e a escolas públicas, tal como revelavam suas próprias reportagens. O delegado se indignava com as filas dos doentes nos hospitais por escassez e falta de remédios, leitos e médicos, e ficava horrorizado ao saber que escolas estavam caindo aos pedaços por má conservação e supostamente por falta de verbas. Apesar disso, a verba da mídia para manter o governo com uma boa imagem era considerada legal por estar no orçamento dos gastos aprovados pelos deputados da base e era o único dinheiro liberado integralmente pelo governo de Rosário. Ainda assim, às vezes a mídia não tinha como esconder os fatos de tão visível que era a violência. Com uma política de transformação material e não humana, o investimento na formação dos policiais era mal elaborado, a seleção dos policiais se dava de forma equivocada, o governo se preocupava mais com a quantidade de policiais do que com a qualidade e os resultados eram pífios. Havia corrupção endêmica, o código de conduta era inexistente e o número de viciados, roubos e mortes só crescia em Rosário. O delegado Antunes Malone, ao ler todas as medidas tomadas pelo governo, formava sua própria opinião. Mesmo não sendo sua área de atuação, ele entendia por que crescia o número de assaltos a bancos na cidade. Às vezes ele chegava a pensar que a migração dos traficantes poderia ser um dos motivos, como enfatizava o governo, mas o delegado não achava que seria a única razão. Ele via, nas ações dos assaltantes, um planejamento muito sofisticado para ser praticado por criminosos oriundos do tráfico. Somente com a participação de pessoas responsáveis por esta área os assaltos poderiam ser bem-sucedidos. Esse era seu ponto de vista e não podia externá-lo naquele momento." Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/eUj2FWf

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO.

Segunda-feira de carnaval, 10 de fevereiro de 1964 O som dos blocos invadia a rua Rio Branco. A alegria contagiava os foliões dos blocos fantasiados de onça e de índios, aliás, muitos vestidos de Cacique já que a maioria gostava de ser o chefe da tribo. Completavam a euforia das ruas os brincantes embriagados.Todos embalados com os blocos de sujos que tomavam conta das ruas da Lapa. Nessa grande onda humana eufórica, a pobre jovem não tinha motivos para tamanha alegria e tentava caminhar, comprimida entre eles, desvencilhando-se para poder descansar na Praça Paris, onde provavelmente encontraria o amigo jardineiro para conversar, a água do chafariz para beber e um banco da praça desocupado para poder dormir. Mas, antes de atingir seu objetivo, precisava vencer o Cordão do Bola Preta e uma chuva de confetes entre colombinas e pierrôs. Depois dessa batalha campal contra o festejo local, seguiu rumo ao seu tão sonhado descanso. Na manhã seguinte, acordou com o jardineiro cuidando dos seus afazeres e assoviando um trecho da música “Manhã de Carnaval”: “Manhã, tão bonita manhã Na vida, uma nova canção ” de Luis Bonfá e Antônio Maria. A jovem acordou feliz com o que ouvia, sorriu para o jardineiro, que lhe desejou um bom dia com um sorriso largo.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Book Trailer JOGO SUJO



Três horas depois As ruas estavam às escuras e sem luz devido à chuva ou pelo tiroteio ocorrido entre traficantes e pela disputa entre facções criminosas pelo controle do bairro Marrom. Os moradores do bairro ficaram trancados dentro de casa e, com a noite chegando, estavam à luz de velas, pois os técnicos da companhia de luz não ousavam vir enquanto a polícia não chegasse ao local. Como era rotina, todos sabiam que a normalidade só voltaria depois de algumas horas, só quando ‘baixasse a poeira’ ou a ‘vaca tossisse’, tal como ressaltavam os moradores em sua gíria. Já eram mais de 23 horas quando a polícia chegou com dois carros e seis policiais, que pareciam tranquilos para estabelecer a ordem após a carnificina. A perícia fotografava os corpos sem isolar a área e curiosos circulavam entre os cadáveres. Logo depois, deram ordem para dois rabecões recolherem oito corpos, sendo a maioria a de negros e de prováveis jovens. No local, todos estavam enfileirados e de costas como se tivessem sidos executados e todos tinham perfurações nas nucas. Alguns mantinham as mãos ainda para trás como se houvessem sido amarrados antes das execuções, pois havia marcas de fios bem apertados nos pulsos.

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 147-156). Ponto Vital. Edição do Kindle. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO

Temendo por sua vida, padre Francesco sugeriu que ele mudasse seu nome, para sua sobrevivência e também porque o ajudaria a se infiltrar nas fazendas, aproveitando que sua aparência de maltrapilho e barbudo o ajudaria a se passar por moradores locais, que por motivo religioso cultivavam grandes barbas.
Os paranaenses, moradores daquele vilarejo, apesar de serem descendente de imigrantes europeus, levavam uma vida simples baseada na agricultura familiar; não visavam o lucro nem exploravam a mão de obra escrava, e eram considerados os mais pobres naquela região; eles não tinham conhecimento das lutas e não se envolviam com os revolucionários de San José.
A família passou duas noites se revezando de esconderijo: durante o dia permaneciam na igreja, e à noite dormiam no estábulo. Com a mesma aparência dos locais, eles conseguiriam sair de San Paranhos nas caravanas. Antes de Chacon partir, o padre Francesco tentara convencê-lo a deixar seu filho no mosteiro para que eles cuidassem e o educassem. Chacon relutou por um instante e consultou sua mulher Mercedes, que estava apreensiva e temerosa com a infiltração que teriam que fazer na caravana comandada por inimigos.
A ideia de abandonar o filho lhes cortava o coração. Sem coragem para tomar uma decisão, com a voz embargada e os olhos já lacrimejando, se fecharam para um momento de reflexão. Mercedes pediu a Chacon para pensar por alguns instantes. Agachou-se perto do seu filho e o acariciou. Seu rosto sofrido deixava transparecer a dor desse momento, mas seu instinto de preservação a levava a concorda com o padre Francesco; o medo de perder o filho era maior do que a vontade de tê-lo a seu lado. Aquela mulher tinha consciência do perigo constante, então tomou coragem e disse com a voz embargada a Chacon:
- Para protegê-lo, será melhor deixar o menino Venâncio com o padre Francesco, para ser educado, como fizera com você, que foi bem criado pelos jesuítas e franciscanos, tendo uma boa educação. Hoje, você é bem preparado para no futuro, quem sabe, poder assumir posição importante no país.
O padre Francesco lembrou a Chacon que seu filho teria a companhia de uma prima, pois havia no mosteiro uma sobrinha da sua esposa, chamada, como a tia, Mercedes, que estava sendo educada e criada por eles depois que seus pais desapareceram nas prisões de San José. Antes de Chacon e sua mulher responderem concordando com o padre Francesco, Venâncio se levantou chorando, agarrou-se nas pernas do pai, e disse que fugiria do mosteiro, que não queria ser padre. Chacon olhou para Francesco e balançou a cabeça negativamente, percebendo que seu filho não aceitaria

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO.

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JOGO SUJO CIDADE DO CRIME

Rio de Rosário é uma cidade turística cuja característica principal é o legado cultural deixado pelo seu passado de capital do país há mais de quinhentos anos, com belos museus, teatros e bons hotéis. Além da renda advinda do turismo, a cidade estava tentando ser a maior exportadora de rosas do hemisfério sul, tendo tal produto sido inserido havia pouco tempo na política e floricultura do Estado. Também havia certa euforia, nos meios de comunicação, para se melhorar a segurança pública. Depois de longos anos investindo na compra de tecnologias para combater o narcotráfico, o uso da força ainda era o carro-chefe do governo, causando um clima de guerra na cidade e aumentando o índice de mortes entre civis e policiais. Os confrontos não tinham hora para acontecer, se davam à luz do dia e assustavam a população de madrugada. Mesmo com inúmeros confrontos, o número de traficantes presos era ridículo e a maioria se evadia antes de a polícia chegar. Geralmente eram avisados antes das operações acontecerem e isso deixava uma pergunta no ar: o governo realmente queria reduzir o tráfico de drogas ou simplesmente queria os traficantes habitando outro lugar, longe dos olhares da classe média, da elite e da mídia? A mídia, tendenciosa, recebia alto valor investido pelo Estado em propagandas de sua autopromoção e não dispensava esse valor mesmo que estivesse fazendo falta a hospitais e a escolas públicas, tal como revelavam suas próprias reportagens. O delegado se indignava com as filas dos doentes nos hospitais por escassez e falta de remédios, leitos e médicos, e ficava horrorizado ao saber que escolas estavam caindo aos pedaços

MC Jr., João. Jogo Sujo: Cidade do Crime (Locais do Kindle 377-389). Ponto Vital. Edição do Kindle.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018


LINHAS DERRADEIRAS
Há um tempo de pensar que define e transforma em
mil linhas descritas a forma de dizer as verdades derradeiras.
Há sempre alguém com seu modo de pensar sobre o que
define o destino e o rumo das estrelas que vagam no tempo
alimentando sonhos e desejos dos que querem conquistar.
Que determina, com suas histórias infinitas e com palavras
benditas, esses segredos do saber, capaz de determinar um
tempo de espera que, aos poucos, revela nas linhas da vida o
que pode acontecer

TRECHO DO LIVRO JOGO SUJO CIDADE DO CRIME DO CRIME.

No dia seguinte O delegado Antunes Malone chega a um dos prédios mais suntuosos de Rosário, que só perdia para a sede do Bank Imperial Chang. Todos os que passam em frente aos dois prédios os chamam de As Duas Torres, até porque Rio de Rosário tinha a mania de copiar os monumentos dos outros países. Contudo, a população não se referia às torres de Nova York. A conotação era com as torres do filme O Senhor dos Anéis, como se fossem as torres do mal. A sede da Secretaria de Segurança de Rosário está localizada na Rua Amarelo Imperial, nº 100, e sua construção é futurista e em granito preto importado da África Central. Possui acabamentos interno e externo nos seus oitenta andares em blindex e aço escovado. Os elevadores têm comando de voz e só funcionam com a leitura da impressão digital. Decoram o hall de entrada pinturas futuristas de artistas internacionais, versando a temática das pinturas sobre a colonização do Universo pela raça humana. Há televisores de led de sessenta polegadas 10K em todos os andares, onde se passam filmes policiais noir como Pacto de Sangue (Billy Wilder), A Marca da Maldade (Orson Welles), O Terceiro Homem (Carol Reed), Embriaguez do Sucesso (Alexander Mackendrick), Relíquia Macabra (John Huston), O Mensageiro do Diabo (Charles Laughton), Uma Rua Chamada Pecado (Elia Kazan), Interlúdio (Alfred Hitchcock), Fúria Sanguinária (Raoul Walsh) e Pacto Sinistro. Quase todos os filmes se referem aos anos das décadas de 1930, 1940 e 1950 e são filmes escolhidos por recomendação do secretário, que é um aficionado do gênero. Grafado em letras douradas, identifica-se o local. Secretaria de Segurança de Rosário A delegacia onde Malone trabalha é especializada em investigações a roubos de obras de arte.

Trecho do livro JOGO SUJO CIDADE DO CRIME DO CRIME.

#kobo #readmore #quote #koboquote Veja o livro aqui: https://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/jogo-sujo-cidade-do-crime?utm_campaign=PhotoQuotesAdr&utm_medium=Social&utm_source=App_Acq

sábado, 27 de janeiro de 2018

Trecho do livro JOGO SUJO CIDADE DO CRIME

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-nacional/ficcao-cientifica/jogo-sujo-cidade-do-crime-

Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. - "A recepcionista pega o telefone e avisa, bem discretamente, o embaixador. Os dois rapazes saem do elevador e olham para todas as direções, parecendo bastante desconfiados. Chegam ao apartamento 408 e um deles coloca o ouvido na porta, tentando ouvir alguma coisa. Esperam alguns segundos e batem. Germano abre a porta e os recepciona com um sorriso. – Até que enfim, chegaram! Faz um ano e três horas que espero ansiosamente por estas maravilhas. – Antes de mais nada, senhor, como devemos tratá-lo? De sua excelência ou embaixador? – Embaixador, cavalheiros. Mas me digam, rapazes, por que a demora? – Tivemos que nos certificar de que não estávamos sendo monitorados. O senhor, que é do ramo, sabe muito bem que a tecnologia antifurto das obras de arte está muito sofisticada. Alguns desses quadros costumam ter chips escondidos nas molduras e às vezes na própria tela, sendo tão pequeninos quanto um grão de gergelim. Não podíamos correr nenhum risco, o senhor bem sabe como funciona o mercado. Aliás, por sinal, o mercado anda bem ativo. Tivemos de ter paciência, pois o tempo foi passando e as ofertas melhoraram. Mas sua oferta, por fim, venceu o nosso leilão. O embaixador sorriu meio maroto e disse com ar irônico: – Vejo que são dois rapazes espertos e cautelosos e eu concordo plenamente com vocês. No mercado atual, a paciência é inimiga da perfeição e nunca se sabe quando a polícia está na pista certa. – Exatamente, embaixador. Todo cuidado é pouco – interfere o mais jovem, o de cabelos estilo moicano. – Antes de botar a mão nas mercadorias, vamos ao mais importante. Está com a grana, excelência? Ou embaixador, tanto faz, né? – pergunta o outro rapaz. – Tudo conforme o combinado, rapazes. Dois milhões de euros como vocês pediram, em pacotes de cinquenta mil. Antes, porém, tenho de verificar se as encomendas estão perfeitas. Antes de fecharmos negócio, tenho de checar se são autênticas. – Pode confiar, estão perfeitas, embaixador – garante um dos rapazes. – Estão exatamente como saíram, no ano passado, do museu – o outro conclui, soltando uma sonora gargalhada. O embaixador pega uma lupa no bolso do paletó e diz: – Vou fazer um exame rápido. Se não houver nenhum problema com as mercadorias, fechamos negócio. Antes, porém, me matem uma curiosidade. Vocês entendem de arte, sabem o valor de cada peça ou são simplesmente, me perdoem a expressão, ladrões? – Pois é, embaixador – respondem juntos os visitantes. – É isso aí, não sacamos nada de arte. Somos operários do crime, excelência – acrescenta o loiro. – Como vocês conseguiram penetrar em um museu cheio de seguranças e repleto de alarmes sem serem detectados pelos sistemas? – pergunta o embaixador. O mais exibido, com corte de cabelo moicano, responde: – Não costumamos falar desse esquema, mas, como vossa excelência é do ramo e pode estar interessado em futuras mercadorias, só posso dizer que nosso contato administra a área de segurança do museu. O esquema é todo dele e ele nos coloca lá dentro para fazermos o serviço, depois ele manda alguém pegar de volta e aí só voltamos a vê-las de novo na hora da venda para o receptador. Logicamente que o risco é todo nosso e, se algo sair errado e formos presos, ele dá um jeito para ficarmos pouco tempo em cana. Já houve casos em que tivemos de devolver as mercadorias porque a polícia estava perto demais, mas ele armou um esquema que deu certo. Nosso contato detonou dois otários viciados num casebre, colocou as peças perto deles, fotografou e ligou para imprensa local. Ele chegou a dizer que havia recuperado as telas e acabou recebendo até um prêmio do museu. Isso parece piada, mas é a realidade. A explicação é interrompida para que ambos gargalhem enlouquecidos, esperando a reação do embaixador que apenas sorri discretamente." Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/b00zfJA

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

FRASES DO CONSCIENTE. PENSO LOGO EXISTO.

O EPÍLOGO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE SÓ SERA ESCRITO, QUANDO TODOS OS OPRESSORES FOREM OPRIMIDOS.


OS.

Trecho do livro JOGO SUJO CIDADE DO CRIME DO CRIME.

Um dia qualquer no bairro Marrom, Rua da Urtiga, às 17 horas O dia está chuvoso e com nuvens negras que cobrem o céu numa tarde sombria de ar fúnebre. Relâmpagos riscam o céu e trovoadas ecoam e provocam alteração ruidosa nas ruas do bairro Marrom, mas nem mesmo o alagamento provocado pela chuva dissipou o cheiro de pólvora nos guetos do bairro e tampouco lavou a rua do sangue escorrendo pelos ralos. Somente os relâmpagos e as trovoadas amenizaram o barulho dos tiros da tarde, embora os moradores, habituados a essa rotina e com os ouvidos aguçados, sabiam distinguir muito bem as rajadas de balas das trovoadas e dos relâmpagos. Eles não se aventuravam a sair de casa nem que estivessem passando muito mal, pois o risco de morrerem pelo mal atendimento que teriam no posto de saúde local era aumentado pelas milhares de balas perdidas que cruzavam o céu e transpassavam suas frágeis paredes domésticas. Três horas depois As ruas estavam às escuras e sem luz devido à chuva ou pelo tiroteio ocorrido entre traficantes e pela disputa entre facções criminosas pelo controle do bairro Marrom. Os moradores do bairro ficaram trancados dentro de casa e, com a noite chegando, estavam à luz de velas, pois os técnicos da companhia de luz não ousavam vir enquanto a polícia não chegasse ao local. Como era rotina, todos sabiam que a normalidade só voltaria depois de algumas horas, só quando ‘baixasse a poeira’ ou a ‘vaca tossisse’, tal como ressaltavam os moradores em sua gíria. Já eram mais de 23 horas quando a polícia chegou com dois carros e seis policiais, que pareciam tranquilos para estabelecer a ordem após a carnificina. A perícia fotografava os corpos sem isolar a área e curiosos circulavam entre os cadáveres. Logo depois, deram ordem para dois rabecões recolherem oito corpos, sendo a maioria a de negros e de prováveis jovens.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ENTREVISTA COM O ESCRITOR.

ENTREVISTA COM JOÃO MC. JR - AUTOR DE: MEU PENSAR

João MC. Jr
Nome literário de João Manoel da Costa Junior.
Autor Das Obras.
O Grande Assalto O Declínio Do Poder,
Tempos De Traição Possuídos Por Amboção
O Menino Que Queria Voar
Trapaças Do Destino Causa E Efeito
Jogo Sujo Cidade Do Crime.
Participou Das Antologias. Um Olhar Sobre A Liberdade. 
Palavras Abraçadas, Mais Que Palavras E Além Da Terra Alem Do Mar.

Muitas histórias surgem quando menos esperamos. E isso se chama inspiração. É algo com o qual eu concordo quase que plenamente, porém no meu caso não creio especificamente nessa única fonte.
Gosto de pensar que as minhas inspirações também sejam fruto do contexto do qual fui alimentado, pois sem essas raízes naturais eu não seria capaz de me manter fiel às minhas virtudes, que foram colocadas em teste por longos anos. Elas me proporcionaram subsídios para uma análise constante a fim de criar esse modo de pensar. Assim como outros autores que vivenciaram de forma explícita grandes acontecimentos da história e se tornaram mestres na arte de se expressar. Acredito que eles também devem agradecer terem vivido tais experiências.
Ao concluir esses trechos, de contos, prosas e poemas, nos quais tento transmitir pequenos fragmentos e reflexos de uma vida em contexto, devo admitir que a minha razão e sensibilidade não poderiam existir sem uma origem.
Por esse motivo sou eternamente grato ao meu pai e à minha mãe por terem me dado a vida com seus momentos de luta e lucidez. E de terem me alimentado com essa vertente que influenciou minha existência. Mesmo que precariamente, seguiram moldando e mostrando de forma sutil o quanto podemos aprender com a nossa trajetória na vida sempre em busca de um novo amanhecer e, poder seguir repartindo de uma forma sutil com esse universo de seres humanos que nos cercam, ávidos por descobrimentos de um novo olhar literário. E mesmo que de uma forma coloquial, possa fluir natural e contextual.

Olá João. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasceu da vontade de expor a minha veia poética com meus contos, prosa e poemas em um só livro, de forma que, meus leitores pudessem conhecer um pouco do meu lado prosador, pois até então só conheciam as minhas obras literárias como escritor de romance, ficção e policial, que relatam história de conflitos e violência.
Mostrar para os leitores essa chama me proporciona um certo prazer de expurgar como se fosse um intervalo necessário antes de outras histórias de cunho mais dramático no futuro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Os meus projetos na realidade sempre foram um sonho de infância, que só foi possível realizar-se depois de muito tempo. Más depois do quinto livro publicado, acho que já posso me sentir um escritor que almeja uma carreira, seja de sucesso ou não e algo que encaro como uma predestinação. portanto, acho que muitos outros virão. Enquanto houver clareza no meu pensar, e a inspiração brotar. Seguirei esse destino.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Bem, uma das primeiras frases que ouvi, ou li de um escritor que não me lembro bem, pois já faz algum tempo era que, de cada 5 escritores no Brasil somente um alcança o sucesso. Portanto, eu não tenho grandes ilusões com relação ao mercado, até porque nossa política de incentivo a literatura e a cultura e capenga. Principalmente para quem tem uma postura independente como escritor , OU que pensa e fala o que quer, e logicamente o que a sua formação lhe permite, que o meu caso.
Resumindo não há compromisso de uma parte da mídia ou governo, e de um modo geral muito menos com a nossa renovada literatura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Tive uma boa recomendação, e é o meu primeiro livro O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER foi divulgado pelo portal amigos do livro. Livro esse que nem tinha sido editado pela Editora Scortecci e ao pesquisar a relação da editora com os escritores fiquei interessado e publiquei outro livro JOGO SUJO CIDADE DO CRIME e participei de duas ANTOLOGIAS, MAIS DO QUE PALAVRAS e PALAVRAS ABRAÇADAS.
Estou grato a Scortecci pela atenção dispensado a mim, independente do lado comercial.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Esse meu livro MEU PENSAR, CONTOS PROSAS E POEMAS procura atingir os leitores que gostem de poemas e prosas constituídos de um olhar mais de reflexão sobre perdas e ganhos, mas também de um olhar de altivez sobre a vida de um modo geral.
Já os contos são mais brejeiros com relatos descontridos de um tempo que se foi e deixou saudades.

Obrigado pela sua participação.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

TEMPOS DE TRAIÇÃO POSSUÍDOS POR AMBIÇÃO

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domingo, 14 de janeiro de 2018

TRECHO DO LIVRO TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO

Lembrei de você quando li esta citação de "Trapaças do Destino: causa e efeito" de João MC Jr. - "José Francisco ao terminar esses seus textos-mural, sentia como se tivesse criado um amuleto que o protegeria pela cidade. Sentia que sua missão estaria cumprida ao alertar os pobres de espírito que vagavam como ele pela cidade. José Francisco, ao escrever, sentia uma leveza em sua alma e reconquistava sua autoestima. Era dono de si mesmo, liberto do medo do pensar e expressar-se. Experimentar essa nova razão de viver era um prazer que nunca sentira em toda sua vida. As coisas ditas encaixavam-se e suas ideias ficavam mais claras à medida que seu cérebro se abria por vontade própria. Sem perceber, já passara a despertar o interesse de outras pessoas, que paravam para ler suas escritas e já se perguntavam: “quem é esse homem maluco beleza? De onde ele veio? Qual seria o seu passado?”. Com todas essas indagações e perguntas no ar, seu destino parecia querer traçar outro rumo para sua vida. Alguns elos perdidos se agrupavam em torno dele. Em 1998, uma ONG se interessou por seu trabalho, e a sua presidente o localizou. Anne, por muito custo, entrevistou-o e conheceu sua história de vida. Ela já havia visto outros casos de pessoas como ele nos Estados Unidos e ao redor do mundo, sendo denominados savant, como o caso do homem biblioteca: “Kin Peek nasceu com deficiência mental e seus testes de QI sempre foram abaixo da média. Por outro lado, Peek leu mais de 12 mil livros e conseguia se lembrar de cada palavra em todos eles, dando origem ao filme Rain Man, de 1988”. Entusiasmada com o relato de José, Anne se emocionou e descobriu entre seus pertences algumas anotações em um caderno e que ele estava tentando fazer um texto teatral. Curiosa, Anne quis saber o porquê do seu interesse por teatro. José disse que seu interesse foi despertado por leituras de um livro de textos da peça do dramaturgo Henrik Ibsen, considerado o criador do teatro de realismo, em que as cenas se desenvolvem de forma desinibida e se movem no tempo e no espaç" Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/bbHym6o

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

MEU PENSAR ANTOLOGIA. CONTOS PROSAS E POEMAS.

O TEMPO

Entre o meu olhar e o vai e vem das ondas do mar
um pensamento emergiu. Consciente da vida lá fora, fito no
horizonte o encontro das horas. O tic- tac da espera marca os
segundos da vida a passar, abundante e repleta de mistérios de
vidas e histórias para contar nesse badalar do tempo. Há muitos
anseios e desejos desfeitos. Há o tempo certo nessa roda
girando no tempo. Chega sem demora a brisa para dissipar
nos rochedos lembranças amargas na sutileza das marés. Elas
seguem molhando o rosto de quem buscou o frescor da manhã.
O regresso e o tempo de espera na reflexão da existência
sem angústia, o olhar no horizonte em busca do encontro
com a paz, e o descanso na beira do mar ao sabor do vai e
vem das ondas. Surge, então, o desejo de seguir desfrutando 
do consciente despertar.
Prólogo – A fonte................................................................................7
Alguns contos de magia em terras de notívagos.............................9
Um conto de amor em uma estrada vazia......................................17
Ó grito inconsciênte da liberdade....................................................19
Conto – Um lugar chamado Maravilha..........................................22
Desejo..................................................................................................29
O preço................................................................................................30
Magia das palavras..............................................................................31  
A porta.................................................................................................32
Forjando o amor................................................................................33
O vento e a dor..................................................................................34
O que nos reserva o destino?...........................................................35
O fantasma do espelho.....................................................................36
Labirinto da ilusão.............................................................................37
Meu aconchego..................................................................................38
A vertente do amor............................................................................39
“Sombras da noite” – Hospedeiros fatais......................................40
O tempo..............................................................................................41
Linhas derradeiras..............................................................................42
Corrente viver.....................................................................................43
Estima..................................................................................................47
Compreensão......................................................................................48
Reflexão...............................................................................................49
Despertar.............................................................................................50
Saudades..............................................................................................51
Busca....................................................................................................52
Momentos...........................................................................................53
Determinado.......................................................................................54
Considerações.....................................................................................55

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

JOGO SUJO CIDADE DO CRIME DO CRIME

Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. - "é possível e pode-se afirmar que o princípio básico da ética está em um conceito que foi deixado de lado: a vergonha. Desprovidas dessa moral, as pessoas não se deixam formar conceitos éticos dentro de si e, sem tal excelência, não se deixam inserir nos princípios básicos de outras virtudes. Os sem-vergonha não têm medo do malfeito nem da cretinice e os indignados da cidade, enquanto isso, ficam perplexos e não entendem por que os sem-vergonha são tratados com certa benevolência e até são classificados carinhosamente por seus pares e por parte da sociedade educada de caras de pau – e muitas vezes considerados, pelos intelectuais analistas do comedimento humano, meros doentes mentais portadores de desvios de condutas. Como diz o delegado Malone: “Já presenciei muitos bandidos, assassinos e corruptos praticarem barbaridades e mudarem sua personalidade na frente do juiz, usando artimanhas e se passando por loucos ou paraplégicos para escaparem de sentenças maiores”. Seja de que forma sejam considerados, fica no ar esse sentimento profundo e desagradável da depreciação do juízo e percebe-se nestas pessoas que a falta do sentimento do medo, relacionado ao receio da desonra, foi perdido. Tal deplorável constatação deixa-nos atônitos e conclui-se que a chama ética se apagou. Esse é o ponto contraditório que se descortina na realidade latente que mais se assemelha à ficção dos filmes em cartaz, que se fundem, de forma explícita, à realidade estampada nos noticiários jornalísticos e demais periódicos. Tal conflito urbano perturbador faz com que as pessoas percam a percepção entre o que é real e a ficção no seu cotidiano, muitas vezes ficando sem coragem de encarar a realidade e preferindo fechar os olhos ao que existe de fato. Assim é que não enxergam as milhares de mortes oriundas da peleja jogada no campo sujo deste caos urbano, mascarado, de um lado, sutilmente, embora deixando sua mácula irreparável. Eis o ponto inicial do conceito para se ir direto à abordagem." Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/6n0mtor

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Lembrei de você quando li esta citação de "Jogo Sujo: Cidade do Crime" de João MC Jr. - "PRÓLOGO Ano 2025. Os principais jornais internacionais noticiam, com grande pompa, a aterrissagem de uma nave espacial chinesa no planeta Marte. Sem muito alarde, os chineses venceram a corrida espacial e chegaram antes dos americanos e dos russos e se consagraram como os primeiros seres humanos a pisar no solo de Marte. Eles ainda não haviam detectado sinais de vida inteligente em Marte mas, ao fincarem sua bandeira vermelha lá, descobriram um volume de petróleo tão abundante como se fosse um mar de lama negra. O problema dos chineses seria a construção de naves de carga, para assim poder transportar o petróleo e se tornarem os novos reis do ouro-negro. Já na Terra, em outra manchete alentadora, era feita a descoberta da cura do câncer na Índia, sendo ambos os fatos extraordinários para humanidade. Em alguns países estavam sendo desativadas prisões de segurança máxima com a redução do número de criminosos e, consequentemente, do crime – organizado ou não. Certos governos haviam equacionado de forma inteligente a onda de violência urbana em seus países e, com a ciência evoluindo quase ao ritmo da velocidade da luz, foi possível a descoberta da vacina antidroga. Na contramão dos avanços de ordem científica e punitiva, a queda das desigualdades sociais – sendo ambos os fatores apontados como responsáveis pelo progresso nos países – no hemisfério sul, na cidade de Rio de Rosário, vive-se à sombra do medo. Com o aumento dos derivados de petróleo no mundo, devido à Guerra do Oriente o contrabando de gasolina enriquecia a máfia do petróleo. O aumento da criminalidade abarrotava as prisões de criminosos, as quais explodiam em violência com a superlotação. Muitos prisioneiros amotinados degolavam seus rivais para poder reduzir a população carcerária, que sem dúvida extrapolava o limite da tolerância humana. Nas ruas havia um confronto diário que deixava rastros de sangue nas esquinas e nos guetos." Comece a ler este livro gratuitamente: http://amz.onl/bZhBy2h