Quem sou eu

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São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


TRECHOS DO LIVRO.
 [TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO]


A jovem caminhava lentamente na Praça Tiradentes,
e alguns pombos brancos alçavam voo sobre sua cabeça.
Ela parou indecisa em frente ao teatro Carlos Gomes, sem
a noção exata para onde seguir. Seus pés doíam dentro do
seu sapato Anabela gasto e com o salto deformado, que lhe
tirava o equilíbrio. Ela ficou por alguns segundos parada na
esquina pensando para onde ir, e estava tão distraída com
seus pensamentos confusos que não percebeu a aproximação
de um senhor de terno escuro e gravata branca e sapatos
bicolor, com seu perfume barato exalando pelos poros e
olhar matreiro sobre ela.


terça-feira, 17 de junho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


        JOÃO M.C. JR    
   
     TRAPAÇAS DO DESTINO                                            
      CAUSA E EFEITO

               

HIPÓTESE.
                                                                                                                                                                                     
QUEM NÃO GOSTARIA DE PREVER SEU FUTURO?
As respostas de Muitas pessoas para esta pergunta que intriga e aguça a mente de quase todos os seres humanos com certeza seria, Eu! Talvez essas pessoas tenham a coragem e a determinação de aceitarem o que o destino lhes reserva. E por estarem convictos de que não temeria as possíveis revelações DOS VIDENTES com o futuro e os prognósticos, favoráveis ou não. Certamente não temeriam por buscarem essa forma de anteciparem o inusitado, eles provavelmente aceitariam e ficariam confiantes. e levariam a diante as suas vidas, ACREDITANDO sempre EM POSSÍVEIS DESFECHOS FAVORÁVEIS independentes do momento obscuro em que estivessem vivendo ou teriam que passar. Provavelmente não temeriam  e seguiriam em frente aguardando o que estaria por vir. Caso negativo, muitos descrente  talvez, tivessem a coragem de seguir em frente, e não dariam muito credito as previsões supostamente desfavoráveis, portanto não apostariam em um futuro adverso, caso fossem revelado  desfechos ou eventos catastróficos. Confiantes na sua capacidade de reverter o improvável, não entrariam em pânico  pois certamente fariam o possível para  uma mudança de rumo  que os favorecessem  no futuro.

 
As respostas para esta pergunta seriam diversas. E COMO SE SABE COMPLEXA, mas  não seriam definitivas para nenhuma das hipóteses, pois o destino e senhor de si mesmo.
Mesmo assim a controversas


O motorista bota a cabeça para fora do carro, faz um gesto obsceno com a mão para o leiteiro e segue em frente. Dentro do carro a jovem chora copiosamente, enquanto o motorista lhe repreende dizendo.
 -Foi você que arrumou essa encrenca agora aguenta as consequências, e pode parar de choramingar, que isso já esta me irritando, e se acalme, pois eu não vou fazer nada com você, apenas vou te deixar na cidade, e você se vira por lá.
Com seu tom de voz alterado, ele a mantem a jovem sob pressão e a agride com seus argumentos depreciativos.
-Você tem cara de  meio bobinha, mais vai aprender rapidinho como tantas outras que eu conheço. E se você tivesse escolhido alguém do seu nível como eu, por exemplo, não estaria nessa situação.
Porém, enquanto ele olhava com um olhar sarcástico para aquela pobre jovem indefesa e imaginava que a reação dela fosse de acovardar-se e humilhar-se pedindo talvez a sua ajuda por estar intimidada por suas palavras de persuasão. Mas muito pelo contrario do que ele imagina reação da jovem foi de recompor-se, e mesmo mantendo-se calada no banco ela encheu-se de coragem, ergueu a sua cabeça e o fitando bem em seus olhos já não mais demostrava medo. Ela limpou suas lagrimas, com seu casaquinho bege de lã demostrando que aquelas palavras não á atingiria, pois partia da boca de um ser vil que não merecia vê-la sofrer para satisfazer seus instintos. É por um instante com seu cérebro em ebulição se viu tomada por uma vontade de reação em defesa da sua honra. Enquanto ele dirigia olhando para aquele ser frágil ao seu lado.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


TRECHOS DO LIVRO

TRAPAÇAS DO DESTINO.


A jovem morena carregava em sua mão direita uma pequena mala surrada de cor marrom e na mão esquerda um casaquinho de lã bege. Ela tinha cabelos longos, negros e lisos. Seus cabelos estavam totalmente desalinhados, parecendo não ter tido tempo de se pentear. Apesar de manter sua cabeça baixa, percebia-se que ela estava chorando. Era empurrada pelo motorista para dentro do automóvel, mas ela relutava a entrar e agarrava-se também na maçaneta da porta do carro. Com seu olhar de desamparada, ela demostrava estar com muito medo, e, temerosa por seu futuro, resistia, não querendo embarcar nesse carro rumo ao desconhecido destino. O vento forte e frio da madrugada deixava mais seus cabelos revoltos e sua roupas desalinhadas, piorando mais ainda a sua aparência. A jovem assustada direcionava seu olhar em todas as direções na esperança de que alguém estivesse a vendo ser conduzida à força e fosse em seu socorro

quinta-feira, 29 de maio de 2014


PROSA E VERSO. DO LIVRO TRAPAÇAS

Quando buscamos momentos
Eternizados em sonhos
Esquecemo-nos da realidade.
Achamos que tudo será para sempre
Não sabemos o que reserva o destino
Todo sonho desfaz-se, em lagrimas
Em um piscar do tempo, nada será como antes.
Amenidades, futilidades tomam conta da relação.
Vaidades deturpam o ser que conhecemos
Desfaz o encanto que tivemos
Pois dentro si esconde-se outro ser 


Vou com fé a todas as direções
Procuro canções que fale de amor
E toque o meu coração,
Palavras sentidas
movidas pela paixão,
Profundo desejo
Fala forte ao coração de quem ama,
Reclamam da sorte
lamenta a morte
Quando fere o sentimento.
Amor amigo amor bandido
Causa dor e solidão
Reclama, exclama perdão
Pede a volta, joga com a sorte.
Como diz as canções
De quem quis amar e sonhar
Quem quis mudar seu viver ti fazer feliz

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER


TRECHOS DO LIVRO. O GRANDE ASSALTO




S ão  exatamente  22  horas.  Uma  moto  possante  da
marca  HALLE  CHANG,  de  fabricação  chinesa,  deixa  a
garagem fora da delegacia, com seu som peculiar chamando a
atenção  de  quem  passa  na  calçada.  Pilotando  a  moto,  um
motoqueiro  de  cabelos  longos.  Sua  roupa  de  couro  tem  o
símbolo  da  gangue  Chang.  Parece  mais  um  dos  milhares  de
motoqueiros que habitam a cidade de Rosário, onde se situa a
fábrica chinesa de motos. O motoqueiro cruza toda cidade em
direção  ao  Bairro  Marrom.  Entra  pela  Rua  Negro  Monte,  a
principal do bairro, as luzes de LED iluminam as fachadas das
boates  e  dos  vários  prostíbulos  onde  mulheres  e  travestis  se
oferecem como mercadoria em lojas de departamento de luxo,
com etiquetas de preços com código de barras colado ao corpo.



Nas  vitrines  se  expõem,  é  a  tecnologia  a  serviço  da
prostituição. Mulheres e homens passam escolhendo o que vão
comprar. Escaneiam as suas compras para saber detalhes sobre
a mercadoria, idade, sexo, origem. Dados inseridos no código
de barras.
As bancas de drogas funcionam nas ruas como bancas
de  jornal  e  revistas,  iluminadas  e  com  caixas  eletrônicos  do
lado  para  saques.  O  lugar  mais  seguro  da  cidade  de  Rosário
para  os  caixas  eletrônicos  dos  bancos  era,  por  incrível  que
pareça, o Bairro Marrom. Nenhum caixa eletrônico até aquele
momento  tinha  sido  arrombado.  Era  o  código  de  honra  dos bandidos,
 respeitado até por assaltantes de banco. Só dinheiro
vivo  era  aceito  nas  boates,  bares  e  casas  do  prazer,  como  se
chamavam os antigos prostíbulos.  
Todas as boates mostram uma fachada que mais parece
ser de casas de show. Filas se formam em suas portas todas as
noites,  as  ruas  estão  cheias  de  carros  importados,
provavelmente de traficantes e mafiosos. Há bares em todas as
esquinas,  pode-se  sentir  o  cheiro  de  cocaína  no  ar.  Nenhum
vestígio de polícia. Sente-se que tudo se permite na ausência da
lei. É visível. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Bom

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO

TRECHOS DO LIVRO [ TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO]

Lamentavelmente para o público em busca de lazer e boêmios da noite carioca, os teatros e boates dos arredores estavam sob um toque de recolher. Artistas fechavam desiludidos seus camarins, enquanto músicos guardavam seus instrumentos desolados, prostitutas e gigolôs deixavam as ruas, recolhiam-se aos prostíbulos, à espera de clientes sigilosos. O céu se fechava com trovoadas e raios e ameaçadoras descargas elétricas: era prenúncio de tempestade. Como de costume nessa cidade, chuvas torrenciais e repentinas poderiam ocasionar enchentes e causar danos difíceis de reparar, deixando uma mácula na cidade e nas pessoas, e poderia deixar todos incautos presos nesse túnel do tempo nebuloso.

A jovem, extremamente cansada, procurava uma posição que não a deixasse comprimindo sua barriga protuberante e se ajeitou recostada à parede pichada em letras garrafais. Em seguida, cobriu-se com seu cobertor de listras azuis. Antes que o sono tomasse conta do seu corpo, uma luz se acendeu no prédio à sua frente, e seu olhar fixou-se nesse ponto de luz que emanava do último andar do prédio, onde visualizava um homem gesticular com uma arma na mão, parecendo interrogar outro que se encontrava sentado amarrado a uma cadeira, com os olhos vendados. Para não continuar visualizando essa cena que a amedrontava, ela puxou o cobertor até a altura do rosto, cobrindo seus olhos enquanto um estampido ecoou no ar. Curiosa, ela não resistiu e voltava a olhar para a janela. A cortina se fechou lentamente. O medo tomava conta da pobre jovem pelo trágico episódio visualizado e desconhecido desfecho. Seu estado de exaustão não a permitiu raciocinar a respeito e seus olhos se fecharam também. Em minutos, ela adormeceu enrolada em um cobertor de lã, sob gélida marquise que não a protegia do vento frio na esquina da rua Santa Luzia com a Primeiro de Março. Alguns mendigos dormiam ao redor; eles viviam ainda sob o impacto de boatos de supostos extermínio de alguns deles. Precavidos, revezavam-se na vigília à noite, temerosos por suas vidas.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

João MC.jr arte e vida: O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER

João MC.jr arte e vida: O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER: TRECHOS DO LIVRO O GRANDE ASSALTO Depois de tomar o seu café, Malone pede licença E dirige-se ao banheiro para refletir por alguns min...

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER


TRECHOS DO LIVRO O GRANDE ASSALTO


Depois de tomar o seu café, Malone pede licença E
dirige-se ao banheiro para refletir por alguns minutos. Pensa
nos prós e contras, os riscos serão enormes. Olga
provavelmente ia achar que ele estava ficando louco, mas
sentia que poderia fazer um favor a sociedade aceitando a
missão. Volta à sala dirige-se ao secretario:
- Certo. Seis meses e nem mais um dia. - Responde o delegado,
aceitando o apelo do Secretario de Segurança de Rosário.
- Obrigado, Malone, sabia que você não me deixaria na mão.
Tem mais um detalhe. Sua equipe não poderá ir com você,
escolha somente um detetive da sua equipe que você ache
imprescindível. Eles não seriam úteis a você naquela delegacia,
seriam corrompidos e as investigações por aqui ficariam
comprometidas. E o mais importante, tome cuidado com o
detetive de nome Osmar Canora. Ele é um agente duplo.
Trabalha tanto pra gente como para a AICD (Agência
Internacional de Combate às Drogas). Tem costas quentes. É
sem escrúpulos, escorregadio. Ninguém tem a coragem de
depor contra ele. Sobrevive graças as suas conexões
internacionais e o apoio do governo federal pelos seus
resultados obtidos no combate ao tráfico internacional.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER


TRECHOS DO LIVRO.



Malone resiste e argumenta:
- Talvez eu não seja a pessoa indicada. Gosto de atuar em área
de menos confronto, não sou de jogar pesado. Não é o meu
estilo de trabalho.
- A sua eficiência não está em julgamento, muito pelo
contrário, é exatamente por isto que eu estou aqui. É por sua
capacidade de organização e honradez no seu cargo que eu
estou recorrendo a você. E afirma.
- Olha, Malone, não vejo outro com a sua capacidade para
colocar ordem na casa.
- Desculpe, secretário. Sinto uma grande preocupação nas suas
palavras, poderia ser mais claro?
- A situação é a seguinte. Tenho uma grande dor de cabeça com
a Delegacia de roubos a Bancos. Há um grupo de policiais que
tem me tirado do sério. Sei que eles estão envolvidos em
alguma falcatrua, porém, não consegui reunir provas concretas
contra eles.
- Opa! Espera um pouco. – Afirma Malone, interrompendo o
secretário. – O senhor não vai querer que eu assuma aquele
antro?
- Sei que você tem toda razão. É realmente um antro. Só este
mês, afastei dois delegados e cinco detetives foram presos, mas
não foi o suficiente para reduzir os assaltos a bancos, minhas
medidas não surtiram os efeitos desejados. Sinto que só você,
utilizando seu método, poderá desmantelar esta gangue que se
apoderou da delegacia.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODDER

  TRECHOS DO LIVRO O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER







comprimento por vinte de largura para que ela pudesse ser vista 

como um símbolo da cidade e talvez fosse vista até da lua. - 
dizia  o  deputado  euforicamente  aos  colegas  parlamentares 
várias  vezes  ao  dia.  A  ideia  da  cruz  foi  sugerida  pelo  padre 
Francesco Antonioni, conselheiro do governador e apoiado por 
todos  os  conselheiros  e  representantes  de  outros  seguimentos 
da  sociedade,  de  deputados  da  base  aliada  que  viam  no 
simbolismo da cruz e nas cores, um novo tempo de paz para 
Rosário. Todos os outros elementos simbólicos que há séculos 
representavam  RIO  DE  ROSÁRIO  perderam  seu  prestígio.
    
                                                                         
Divisão das cores      
                                                                                                                   
A cor dourada foi escolhida para um bairro da zona sul 
onde mora toda classe alta milionária; azul para classe média 
(entre a zona sul e o centro da cidade); amarelo para o centro 
financeiro, a região serrana e rural; a cor verde para as regiões 
do  subúrbio,  norte  do  município;  a  cor  marrom  onde  mora  a classe de baixa renda e se localizam as instalações de fábricas e lixões.  Lá,  as  inundações  eram  constantes.                                                            
Os moradores do bairro marrom que trabalhavam nos bairros 
de  classe  alta  e  média  agora  tinham  um  passaporte  que  lhes 
permitia  somente  circular  durante  o  horário  de  trabalho.                                              
Assim como os bairros, algumas ruas também levavam nomes 
de  cores  para  agradar  a  gregos  e  troianos.  A  rua  da  praia 
frequentada por gays, passou a se chamar avenida arco-íris, as 
faixas das ruas eram pintadas nas cores azul, verde, rosa e lilás, 
as  do  bairro  nobre  tinham  nomes  como  azul-turquesa,  verde 
imperial, amarelo nobre.                                                                    
Já  os  bairros  menos  privilegiados,  levavam  nomes  de 
frutas  como  Rua  do  Abacaxi,  Avenida  Maracujá,  Rua  da 
Carambola ou Praça do Pepino. Por ser um país tropical, estes 
nomes  não  soariam  tão  mal.  Achavam  os  reformistas  do governo,  nos  seus  sonhos  quiméricos  que,  com  passar  do 
tempo,  apagariam  da  memória  das  pessoas  as  referências  ao 
passado.                                                                                 

O PODER


Com  esta  ideia  mirabolante,  pensavam  as  autoridades, 

daria mais visibilidade à cidade das cores como eles passaram a 
chamá-la. Pensavam que a mudança transformaria a cidade na 
Meca  do  turismo,  ao  mesmo  tempo  uma  cidade  dos 
cosmopolitas  modernos  poderia  estar  nascendo.  Mas, 
lamentavelmente, o que se via era o alto índice de corrupção e 
criminalidade ali existente e coeso, não perdia sua força. Muito 
pelo contrário, aumentava o seu poder, pois já estava inserido 
no judiciário, na política e dominava boa parte da polícia de um 
modo geral. Como uma praga, tomava conta da cidade em alta 
velocidade, contaminando até o Bairro Azul e se aproximando 
da  elite  dominante  através  dos  novos  riscos  oriundos  da 
corrupção.

O DECLÍNIO


A  riqueza  oriunda  da  corrupção  era  fácil  de  detectar, 

pois pertencia  a parentes de políticos ou por fornecedores do 
estado  e  surgia  após  grandes  obras  que  sempre  eram 
superfaturadas, testas de ferro e também as máfias oriundas da 
Europa  e  Ásia,  que  chegavam  à  cidade  disfarçadas  de 
investidores  para  a  lavagem  de  dinheiro  do  narcotráfico  e 
contrabando  de  armas  que  entravam  na  cidade  pelo  cais 
abandonado e estradas mal policiadas. Os mafiosos compravam 
mansões, montavam escritórios de fachada, bares e boates no 
Bairro Dourado, investiam nos bancos multinacionais que não 
eram  investigados  para  não  atrapalhar  o  fluxo  de  capital  na 
bolsa de valores local.                                                                        

 INDIGNAÇÃO


O  delegado  Malone  se  perguntava:  -  Será  que  um  dia 

isto  terá  fim?  Será  que  o  poder  público  chegou  ao  fundo  do 
poço?