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São minhas palavras perpetuando histórias. Revivendo as memórias de coisas que nunca vi. São minhas palavras que criam esse mundo misterioso, do real ao ficcional. COSTA, JOÃO. MEU PENSAR , CONTOS , PROSAS E POEMAS 2 (02) . Edição do Kindle.

sábado, 26 de julho de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER

O Grande Assalto
11
- Tivemos que nos certificar de que não estávamos sendo
monitorados, a tecnologia antifurto de obras de arte está muito
sofisticada. Alguns destes quadros costumam ter chips
escondidos nas molduras e são tão pequenos quanto um grão de
gergelim. Não podíamos correr nenhum risco. O senhor sabe
como. O tempo foi passando e as ofertas melhorando, mas sua
oferta venceu o nosso leilão.
O embaixador sorriu meio maroto.
- Concordo plenamente com vocês. No mercado atual a
paciência é inimiga da perfeição e nunca se sabe quando a
polícia está na pista certa.
- Exatamente. Todo cuidado é pouco. – Interfere o mais jovem
de cabelos estilo moicano.
- Vamos ao mais importante. Está com a grana? – Pergunta um
dos rapazes.
- Tudo como combinado. Dois milhões de euros como vocês
pediram, em pacotes de cinquenta mil. As encomendas estão
perfeitas? Tenho que checar se são autênticas antes de
fecharmos o negócio.
- Pode confiar, estão perfeitas, Embaixador. – Afirma um dos
rapazes. O outro conclui soltando uma gargalhada.
- Estão exatamente como saíram do museu ano passado.
O embaixador pega a sua lupa no bolso do paletó e diz:
- Vou fazer um exame rápido. Se não houver nenhum problema
com a mercadoria, fechamos o negócio. – Ele retira um líquido
de um pequeno recipiente que mais parecia um frasco de
perfume 
rances com conta-gotas

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER



TRECHOS




O delegado sai do gabinete. Despede-se do chefe, cruza
o corredor como se estivesse carregando um saco de batatas de
cem quilos nas costas. Este era o peso da responsabilidade que
carregaria dali para a frente, as preocupações do secretário
agora estavam em seus ombros.
Malone entra em seu gabinete.
Reúne-se com a sua equipe de investigadores para se
despedir do comando. Pede o empenho de todos nas
investigações, agradece a todos pela dedicação. Recomenda
que mantenha o foco nas suas carreiras, pedindo a todos que
não se iludissem por ganhos fáceis, pois não seriam estes
ganhos que os conduziriam ao topo social. Muito pelo
contrário, poderiam ser reduzidos a meros números na
estatística da corrupção.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO

O forte pisar da tropa de soldados em
marcha na cidade vazia ecoava de forma uníssona em seus
ouvidos. Eles passavam olhando aquele ser envolto em folhas
de papelão de listras amarelas e verdes. Seguiam uniformes,
empunhando seus fuzis com baionetas que, de tão próximas
da jovem, resvalavam em sua cabeça. Temerosa por sua vida
e impressionada por tamanho aparato, ela permanecia inerte,
como se morta estivesse. Olhares vindos de cima com pouca
capacidade de avaliação avalizavam os riscos da sua presença,
temerosos por qualquer reação contrária às suas ações, pois
parecia, naquele momento, que todos eram inimigos antes de
provarem ao contrário. Por isso, analisavam curiosos aquele
frágil ser, temendo uma possível reação, mas, devido a seu
estado físico aparente, perceberam que não representava
nenhuma ameaça, e todo o resto da tropa passava ignorando-a,

quarta-feira, 2 de julho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


TRECHOS DO LIVRO.
 [TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO]


A jovem caminhava lentamente na Praça Tiradentes,
e alguns pombos brancos alçavam voo sobre sua cabeça.
Ela parou indecisa em frente ao teatro Carlos Gomes, sem
a noção exata para onde seguir. Seus pés doíam dentro do
seu sapato Anabela gasto e com o salto deformado, que lhe
tirava o equilíbrio. Ela ficou por alguns segundos parada na
esquina pensando para onde ir, e estava tão distraída com
seus pensamentos confusos que não percebeu a aproximação
de um senhor de terno escuro e gravata branca e sapatos
bicolor, com seu perfume barato exalando pelos poros e
olhar matreiro sobre ela.


terça-feira, 17 de junho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


        JOÃO M.C. JR    
   
     TRAPAÇAS DO DESTINO                                            
      CAUSA E EFEITO

               

HIPÓTESE.
                                                                                                                                                                                     
QUEM NÃO GOSTARIA DE PREVER SEU FUTURO?
As respostas de Muitas pessoas para esta pergunta que intriga e aguça a mente de quase todos os seres humanos com certeza seria, Eu! Talvez essas pessoas tenham a coragem e a determinação de aceitarem o que o destino lhes reserva. E por estarem convictos de que não temeria as possíveis revelações DOS VIDENTES com o futuro e os prognósticos, favoráveis ou não. Certamente não temeriam por buscarem essa forma de anteciparem o inusitado, eles provavelmente aceitariam e ficariam confiantes. e levariam a diante as suas vidas, ACREDITANDO sempre EM POSSÍVEIS DESFECHOS FAVORÁVEIS independentes do momento obscuro em que estivessem vivendo ou teriam que passar. Provavelmente não temeriam  e seguiriam em frente aguardando o que estaria por vir. Caso negativo, muitos descrente  talvez, tivessem a coragem de seguir em frente, e não dariam muito credito as previsões supostamente desfavoráveis, portanto não apostariam em um futuro adverso, caso fossem revelado  desfechos ou eventos catastróficos. Confiantes na sua capacidade de reverter o improvável, não entrariam em pânico  pois certamente fariam o possível para  uma mudança de rumo  que os favorecessem  no futuro.

 
As respostas para esta pergunta seriam diversas. E COMO SE SABE COMPLEXA, mas  não seriam definitivas para nenhuma das hipóteses, pois o destino e senhor de si mesmo.
Mesmo assim a controversas


O motorista bota a cabeça para fora do carro, faz um gesto obsceno com a mão para o leiteiro e segue em frente. Dentro do carro a jovem chora copiosamente, enquanto o motorista lhe repreende dizendo.
 -Foi você que arrumou essa encrenca agora aguenta as consequências, e pode parar de choramingar, que isso já esta me irritando, e se acalme, pois eu não vou fazer nada com você, apenas vou te deixar na cidade, e você se vira por lá.
Com seu tom de voz alterado, ele a mantem a jovem sob pressão e a agride com seus argumentos depreciativos.
-Você tem cara de  meio bobinha, mais vai aprender rapidinho como tantas outras que eu conheço. E se você tivesse escolhido alguém do seu nível como eu, por exemplo, não estaria nessa situação.
Porém, enquanto ele olhava com um olhar sarcástico para aquela pobre jovem indefesa e imaginava que a reação dela fosse de acovardar-se e humilhar-se pedindo talvez a sua ajuda por estar intimidada por suas palavras de persuasão. Mas muito pelo contrario do que ele imagina reação da jovem foi de recompor-se, e mesmo mantendo-se calada no banco ela encheu-se de coragem, ergueu a sua cabeça e o fitando bem em seus olhos já não mais demostrava medo. Ela limpou suas lagrimas, com seu casaquinho bege de lã demostrando que aquelas palavras não á atingiria, pois partia da boca de um ser vil que não merecia vê-la sofrer para satisfazer seus instintos. É por um instante com seu cérebro em ebulição se viu tomada por uma vontade de reação em defesa da sua honra. Enquanto ele dirigia olhando para aquele ser frágil ao seu lado.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

TRAPAÇAS DO DESTINO CAUSA E EFEITO


TRECHOS DO LIVRO

TRAPAÇAS DO DESTINO.


A jovem morena carregava em sua mão direita uma pequena mala surrada de cor marrom e na mão esquerda um casaquinho de lã bege. Ela tinha cabelos longos, negros e lisos. Seus cabelos estavam totalmente desalinhados, parecendo não ter tido tempo de se pentear. Apesar de manter sua cabeça baixa, percebia-se que ela estava chorando. Era empurrada pelo motorista para dentro do automóvel, mas ela relutava a entrar e agarrava-se também na maçaneta da porta do carro. Com seu olhar de desamparada, ela demostrava estar com muito medo, e, temerosa por seu futuro, resistia, não querendo embarcar nesse carro rumo ao desconhecido destino. O vento forte e frio da madrugada deixava mais seus cabelos revoltos e sua roupas desalinhadas, piorando mais ainda a sua aparência. A jovem assustada direcionava seu olhar em todas as direções na esperança de que alguém estivesse a vendo ser conduzida à força e fosse em seu socorro

quinta-feira, 29 de maio de 2014


PROSA E VERSO. DO LIVRO TRAPAÇAS

Quando buscamos momentos
Eternizados em sonhos
Esquecemo-nos da realidade.
Achamos que tudo será para sempre
Não sabemos o que reserva o destino
Todo sonho desfaz-se, em lagrimas
Em um piscar do tempo, nada será como antes.
Amenidades, futilidades tomam conta da relação.
Vaidades deturpam o ser que conhecemos
Desfaz o encanto que tivemos
Pois dentro si esconde-se outro ser 


Vou com fé a todas as direções
Procuro canções que fale de amor
E toque o meu coração,
Palavras sentidas
movidas pela paixão,
Profundo desejo
Fala forte ao coração de quem ama,
Reclamam da sorte
lamenta a morte
Quando fere o sentimento.
Amor amigo amor bandido
Causa dor e solidão
Reclama, exclama perdão
Pede a volta, joga com a sorte.
Como diz as canções
De quem quis amar e sonhar
Quem quis mudar seu viver ti fazer feliz

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O GRANDE ASSALTO O DECLÍNIO DO PODER


TRECHOS DO LIVRO. O GRANDE ASSALTO




S ão  exatamente  22  horas.  Uma  moto  possante  da
marca  HALLE  CHANG,  de  fabricação  chinesa,  deixa  a
garagem fora da delegacia, com seu som peculiar chamando a
atenção  de  quem  passa  na  calçada.  Pilotando  a  moto,  um
motoqueiro  de  cabelos  longos.  Sua  roupa  de  couro  tem  o
símbolo  da  gangue  Chang.  Parece  mais  um  dos  milhares  de
motoqueiros que habitam a cidade de Rosário, onde se situa a
fábrica chinesa de motos. O motoqueiro cruza toda cidade em
direção  ao  Bairro  Marrom.  Entra  pela  Rua  Negro  Monte,  a
principal do bairro, as luzes de LED iluminam as fachadas das
boates  e  dos  vários  prostíbulos  onde  mulheres  e  travestis  se
oferecem como mercadoria em lojas de departamento de luxo,
com etiquetas de preços com código de barras colado ao corpo.



Nas  vitrines  se  expõem,  é  a  tecnologia  a  serviço  da
prostituição. Mulheres e homens passam escolhendo o que vão
comprar. Escaneiam as suas compras para saber detalhes sobre
a mercadoria, idade, sexo, origem. Dados inseridos no código
de barras.
As bancas de drogas funcionam nas ruas como bancas
de  jornal  e  revistas,  iluminadas  e  com  caixas  eletrônicos  do
lado  para  saques.  O  lugar  mais  seguro  da  cidade  de  Rosário
para  os  caixas  eletrônicos  dos  bancos  era,  por  incrível  que
pareça, o Bairro Marrom. Nenhum caixa eletrônico até aquele
momento  tinha  sido  arrombado.  Era  o  código  de  honra  dos bandidos,
 respeitado até por assaltantes de banco. Só dinheiro
vivo  era  aceito  nas  boates,  bares  e  casas  do  prazer,  como  se
chamavam os antigos prostíbulos.  
Todas as boates mostram uma fachada que mais parece
ser de casas de show. Filas se formam em suas portas todas as
noites,  as  ruas  estão  cheias  de  carros  importados,
provavelmente de traficantes e mafiosos. Há bares em todas as
esquinas,  pode-se  sentir  o  cheiro  de  cocaína  no  ar.  Nenhum
vestígio de polícia. Sente-se que tudo se permite na ausência da
lei. É visível. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Bom

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